The Fort Worth Press - Ministro da Venezuela não acredita que cortes da Opep+ influenciem em sanções dos EUA

USD -
AED 3.672497
AFN 63.496236
ALL 80.15939
AMD 362.919823
ANG 1.790365
AOA 916.999719
ARS 1514.244199
AUD 1.414917
AWG 1.80125
AZN 1.691204
BAM 1.712962
BBD 2.013821
BDT 122.932477
BGN 1.683441
BHD 0.376962
BIF 3004.585047
BMD 1
BND 1.277595
BOB 11.923749
BRL 5.131303
BSD 0.99986
BTN 95.678145
BWP 13.595481
BYN 3.027431
BYR 19600
BZD 2.01093
CAD 1.40891
CDF 2311.000026
CHF 0.82285
CLF 0.024072
CLP 950.520259
CNY 6.6998
CNH 6.70685
COP 3210.07
CRC 453.685538
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.574587
CZK 21.3671
DJF 178.050457
DKK 6.551265
DOP 59.478089
DZD 133.645601
EGP 51.398897
ERN 15
ETB 163.319699
EUR 0.87636
FJD 2.237199
FKP 0.750528
GBP 0.75325
GEL 2.595013
GGP 0.750528
GHS 11.583045
GIP 0.750528
GMD 73.505167
GNF 8793.441704
GTQ 7.63211
GYD 209.186734
HKD 7.843325
HNL 26.837396
HRK 6.603201
HTG 130.683635
HUF 319.267505
IDR 17825
ILS 3.01575
IMP 0.750528
INR 95.73935
IQD 1309.814191
IRR 1374650.000003
ISK 120.929585
JEP 0.750528
JMD 157.538176
JOD 0.708982
JPY 157.929498
KES 129.310285
KGS 87.449804
KHR 4054.823313
KMF 429.999861
KPW 900.000318
KRW 1365.049996
KWD 0.30907
KYD 0.833209
KZT 444.620586
LAK 22404.007848
LBP 89537.860574
LKR 328.955608
LRD 172.465735
LSL 16.310417
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.383128
MAD 9.57123
MDL 17.695844
MGA 4393.217489
MKD 53.88149
MMK 2099.577364
MNT 3597.923561
MOP 8.077068
MRU 40.034859
MUR 47.880241
MVR 15.460197
MWK 1733.73447
MXN 17.439766
MYR 4.079696
MZN 63.88613
NAD 16.310274
NGN 1324.480236
NIO 36.793911
NOK 9.464115
NPR 153.084711
NZD 1.75705
OMR 0.384501
PAB 0.99986
PEN 3.375476
PGK 4.454546
PHP 62.558506
PKR 277.084952
PLN 3.83586
PYG 5925.912951
QAR 3.645178
RON 4.625896
RSD 102.932975
RUB 84.352215
RWF 1475.675439
SAR 3.756768
SBD 8.026013
SCR 13.74007
SDG 601.513532
SEK 9.87837
SGD 1.278335
SHP 0.74758
SLE 24.649746
SLL 20969.491881
SOS 571.398543
SRD 37.740486
STD 20697.981008
STN 21.4581
SVC 8.748774
SYP 13002.000254
SZL 16.306476
THB 33.287502
TJS 9.253737
TMT 3.5
TND 2.95341
TOP 2.40776
TRY 48.826011
TTD 6.795649
TWD 31.670374
TZS 2645.002947
UAH 44.878367
UGX 3889.609025
UYU 40.078651
UZS 11798.503182
VES 851.341303
VND 26010.5
VUV 118.348377
WST 2.752527
XAF 574.854365
XAG 0.015348
XAU 0.000232
XCD 2.70255
XCG 1.801955
XDR 0.707052
XOF 574.854365
XPF 104.452317
YER 236.550089
ZAR 16.34619
ZMK 9001.202171
ZMW 19.472654
ZWL 321.999592
SSP 5712.590503
MXV 1.976583
Ministro da Venezuela não acredita que cortes da Opep+ influenciem em sanções dos EUA
Ministro da Venezuela não acredita que cortes da Opep+ influenciem em sanções dos EUA / foto: © AFP

Ministro da Venezuela não acredita que cortes da Opep+ influenciem em sanções dos EUA

Os cortes na produção de petróleo anunciados pela Opep+, no domingo, reduzem a oferta global e buscam estimular os preços, mas o ministro venezuelano do Petróleo não acredita que influenciem em uma maior flexibilização das sanções dos Estados Unidos.

Tamanho do texto:

"Não acredito", disse à AFP o ministro venezuelano do Petróleo, Pedro Tellechea, em Viena, onde participou da reunião dos treze membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderados pela Arábia Saudita, junto aos seus 10 parceiros, encabeçados pela Rússia.

No encontro, a Arábia Saudita se comprometeu em reduzir sua produção em um milhão de barris diários (mdb) a partir de julho e a Rússia anunciou que nove países produtores manterão, até o final de 2024, um corte voluntário em sua oferta de mais de um milhão de barris por dia, que está em vigor desde maio.

Francisco Monaldi, diretor do Programa Latino-Americano de Energia do Centro de Estudos Energéticos do Instituto Baker, acredita que "se se produz um aumento no preço do petróleo, isso pode pôr mais pressão sobre os Estados Unidos para relaxar ainda mais as sanções à Venezuela".

"A sinalização de que a Arábia Saudita está disposta a defender os preços tem esse efeito potencial", explicou Monaldi à AFP.

Durante sua estadia em Viena, o ministro venezuelano se reuniu com representantes da empresa energética italiana, Eni, e da espanhola Repsol. "A União Europeia está esperando também", disse.

"Vamos dar licença de exportação de gás para a ENI e para a Repsol", afirmou Tellechea à AFP. "O gás não está sancionado", acrescentou.

- A bola está com os EUA -

"Depois da reunião da Opep, a bola está com os Estados Unidos", disse à AFP Miguel Tinker Salas, professor da Universidade de Pomona College, nos Estados Unidos.

Os EUA aplicam sanções contra a Venezuela com o objetivo de pressionar pela saída do presidente Nicolás Maduro, cuja reeleição, em 2018, consideram "fraudulenta".

Essas medidas se endureceram em 2019 com um embargo ao petróleo venezuelano, no marco da estratégia de "máxima pressão" que o governo republicano de Donald Trump impulsionou.

Porém, essa política começou a mostrar fissuras e se flexibilizou com o democrata Joe Biden, sobretudo desde a crise energética derivada da guerra na Ucrânia.

Em novembro, a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) emitiu uma licença para que o gigante energético Chevron pudesse retomar suas operações na Venezuela, com a condição de que o dinheiro advindo das vendas seja utilizado para amortizar a dívida da petroleira estatal PDVSA.

Em maio, a Ofac renovou uma licença emitida, em novembro passado, a várias companhias de petróleo: Halliburton, Schlumberger Limited, Baker Hughes Holdings LLC e Weatherford International.

"A demanda mundial vai exigir e as empresas transnacionais vão exigir o seu direito, como o tem a Chevron", disse aos jornalistas Tellechea no sábado. "A demanda vai exigir isso."

"Nós podemos ser um dos fornecedores com muita tranquilidade e transparência para que os preços na Europa possam baixar, mas as pressões que os Estados Unidos têm exercido não permitem que a Europa tenha melhores resultados para sua economia", afirmou o ministro venezuelano.

- O ciclo eleitoral nos EUA -

Para Tinker Salas, se os Estados Unidos "querem que os preços se estabilizem, a medida que se adentra no ciclo eleitoral e fazer frente às preocupações sobre uma possível escassez, então deveria eliminar as sanções e permitir que ela (Venezuela) volte ao mercado".

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, com uma produção que está em torno dos 860.000 barris diários, segundo o governo.

"Depende muito também, de se em algum momento os Estados Unidos acreditarão que a Venezuela vá fazer algumas concessões. Se não, pode haver alguma pequena liberalização, mas duvido que sejam dados passos significativos", afirmou Monaldi.

Em abril, um dos representantes da oposição da Venezuela ante Estados Unidos, Fernando Blasi, gerou controvérsias, após defender uma flexibilização das sanções de Washington.

Mark A. Wells, subsecretário adjunto do Departamento de Estado, disse, em abril, que a política de Washington "consistiu em calibrar as sanções para que respondam tanto as necessidades humanitárias, quanto resultados democráticos positivos".

Em Viena, o ministro venezuelano declarou: "Há uma mudança no discurso político, mas isso tem que se converter em realidade".

S.Jones--TFWP