The Fort Worth Press - Argentina aumenta juros e prepara plano contra inflação

USD -
AED 3.672498
AFN 63.492708
ALL 79.98113
AMD 363.606184
ANG 1.790365
AOA 916.999577
ARS 1514.252499
AUD 1.407856
AWG 1.80125
AZN 1.705219
BAM 1.708652
BBD 2.017569
BDT 123.016306
BGN 1.683441
BHD 0.377675
BIF 3009.693046
BMD 1
BND 1.276826
BOB 11.019233
BRL 5.101899
BSD 1.001708
BTN 95.700376
BWP 13.566652
BYN 3.034653
BYR 19600
BZD 2.014686
CAD 1.40835
CDF 2310.99984
CHF 0.821698
CLF 0.02399
CLP 947.250497
CNY 6.699804
CNH 6.70493
COP 3210.67
CRC 446.954706
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.331177
CZK 21.295501
DJF 178.387186
DKK 6.5384
DOP 59.555583
DZD 133.922231
EGP 51.634505
ERN 15
ETB 162.001494
EUR 0.87463
FJD 2.237198
FKP 0.747949
GBP 0.75055
GEL 2.594971
GGP 0.747949
GHS 11.580111
GIP 0.747949
GMD 73.498502
GNF 8806.300698
GTQ 7.644358
GYD 209.516571
HKD 7.843615
HNL 26.88956
HRK 6.589897
HTG 130.923832
HUF 316.840498
IDR 17822
ILS 3.0146
IMP 0.747949
INR 95.568701
IQD 1312.284595
IRR 1374649.999702
ISK 121.050291
JEP 0.747949
JMD 157.979111
JOD 0.70902
JPY 157.632044
KES 129.469932
KGS 87.450136
KHR 4064.177664
KMF 430.000147
KPW 900.000318
KRW 1351.519862
KWD 0.30862
KYD 0.834757
KZT 447.981689
LAK 22440.145198
LBP 89704.93035
LKR 329.691738
LRD 173.304154
LSL 16.249055
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.385386
MAD 9.56663
MDL 17.615068
MGA 4387.386482
MKD 53.750759
MMK 2099.019807
MNT 3596.806502
MOP 8.092553
MRU 40.109729
MUR 47.659371
MVR 15.460027
MWK 1737.04511
MXN 17.33187
MYR 4.071026
MZN 63.90247
NAD 16.249055
NGN 1323.810016
NIO 36.867648
NOK 9.457202
NPR 153.119089
NZD 1.75286
OMR 0.3845
PAB 1.001717
PEN 3.384019
PGK 4.462558
PHP 62.574055
PKR 277.60441
PLN 3.803905
PYG 5960.800073
QAR 3.641478
RON 4.615104
RSD 102.678991
RUB 84.250071
RWF 1478.537014
SAR 3.755768
SBD 8.026013
SCR 13.925362
SDG 601.501353
SEK 9.852655
SGD 1.27584
SHP 0.74758
SLE 24.649562
SLL 20969.491881
SOS 572.491908
SRD 37.740226
STD 20697.981008
STN 21.40439
SVC 8.765163
SYP 13002.000254
SZL 16.244338
THB 33.193005
TJS 9.241024
TMT 3.5
TND 2.952007
TOP 2.40776
TRY 48.842401
TTD 6.806477
TWD 31.722797
TZS 2644.998037
UAH 44.878718
UGX 3906.922294
UYU 40.222429
UZS 11835.110449
VES 851.341295
VND 26006.5
VUV 118.301728
WST 2.751033
XAF 573.719708
XAG 0.015023
XAU 0.000231
XCD 2.70255
XCG 1.805363
XDR 0.707052
XOF 573.719708
XPF 104.189509
YER 236.549716
ZAR 16.19445
ZMK 9001.197922
ZMW 19.509105
ZWL 321.999592
SSP 5712.529845
MXV 1.964453
Argentina aumenta juros e prepara plano contra inflação
Argentina aumenta juros e prepara plano contra inflação / foto: © AFP

Argentina aumenta juros e prepara plano contra inflação

O Banco Central da Argentina elevou a taxa de juros de 91% para 97% nesta segunda-feira (15), a primeira de uma bateria de medidas que serão anunciadas pelo governo para combater a inflação, de mais de 108% em 12 meses, em um contexto social e econômico tenso, antes das eleições presidenciais de outubro.

Tamanho do texto:

O objetivo da autoridade monetária é "inclinar-se para retornos reais positivos sobre os investimentos em moeda local (ndlr rumo à rentabilidade) e atuar imediatamente para evitar que a volatilidade financeira aja como um motor das expectativas de inflação", afirmou a autoridade monetária em comunicado oficial.

A medida aplicada pelo Banco Central implica uma alta de 600 pontos na taxa de referência e é o primeiro passo de um programa que inclui estímulos ao consumo e à importação de alimentos, para conter um aumento dos preços ao consumidor que acelerou para 8,4% mensais em abril.

O ministro da Economia, Sergio Massa, um potencial candidato a presidente pelo peronismo no poder para as primárias de 13 de agosto e gerais de 22 de outubro, ainda não detalhou em que momento serão anunciadas as medidas. A imprensa argentina afirma que haverá uma abertura de importações em setores sensíveis, como alimentos frescos e têxteis, e um controle maior de preços no comércio, juntamente com um reforço dos subsídios sociais, em um país onde a taxa de pobreza chegou a 39,2% no fim de 2022.

"São medidas para combater a inflação sem parar a atividade econômica, uma tarefa muito difícil. Continua tudo igual", resumiu à AFP Pablo Tigani, diretor da consultoria Hacer.

- Dólar refúgio -

O governo do presidente Alberto Fernández e o Banco Central desejam que as taxas sejam atraentes para desencorajar a forte demanda por dólares, em um país onde a cédula verde se tornou um refúgio contra a inflação galopante.

A ideia é evitar o atraso cambial e aumentar a taxa de juros para que tampouco haja tantos pesos no mercado a ponto de irem para o dólar", disse Tigani, explicando a pressão do excesso de pesos sobre a moeda americana no contexto inflação elevada.

Na Argentina, regem restrições à compra de divisas cujo efeito é incentivar o mercado ilegal, onde o peso é negociado a quase o dobro da cotação oficial de 238,50 pesos por dólar (cerca de 47 pesos por real na cotação atual).

O aumento do valor do dólar no mercado paralelo se reflete em remarcações de preços, por ser a moeda americana uma âncora de referência e um termômetro das expectativas do consumidor.

O país sul-americano enfrenta, também, a pior seca da História, que afetou sua maior fonte de receita, o setor agroexportador. Desde janeiro, a Argentina perdeu mais de 5,5 bilhões de dólares ( 27 bilhões de reais) de suas reservas internacionais, que se encontram em 33,58 bilhões de dólares (164 bilhões de reais), informou o Banco Central. As reservas líquidas estariam bem abaixo deste número, segundo economistas.

O índice de inflação de abril foi de 8,4%, maior dado mensal em três décadas, com aumentos de 10% nas frutas e verduras. O custo de vida subiu 32% no acumulado do ano.

A maior alta foi sobre os produtos têxteis e alimentos, especialmente em frutas e vegetais, itens sobre os quais os aumentos ficaram em torno de 10% em abril.

- Alimentos caros -

Fontes do Ministério da Economia citadas pela agência estatal Télam explicaram que a importação de alimentos buscará "reduzir o preço efetivo da venda ao público de produtos frescos -frutas, verduras, hortaliças e carnes- e produtos secos não perecíveis como forma de proteger o poder de consumo".

A Argentina é um dos maiores produtores de alimentos da região. As importações de alimentos serão habilitadas por meio do Mercado Central. Negociadas diretamente com tarifa zero, os custos de intermediação seriam anulados, com o objetivo de reduzir os preços para o consumidor final.

A imprensa afirma que a taxa de juros de estímulo às compras a prazo também será reduzida, como medida para melhorar a situação dos trabalhadores, beneficiários de programas sociais, aposentados e pensionistas na aquisição de bens e serviços.

L.Rodriguez--TFWP