The Fort Worth Press - Líder do Exército não aceita negociar em 6º dia de combates no Sudão

USD -
AED 3.672498
AFN 62.5029
ALL 82.819398
AMD 376.075163
ANG 1.790083
AOA 917.000378
ARS 1397.110301
AUD 1.436565
AWG 1.8
AZN 1.699903
BAM 1.688145
BBD 2.009072
BDT 122.394372
BGN 1.709309
BHD 0.377767
BIF 2958.624827
BMD 1
BND 1.276256
BOB 6.893129
BRL 5.231897
BSD 0.997544
BTN 93.230733
BWP 13.63089
BYN 2.970277
BYR 19600
BZD 2.006223
CAD 1.37492
CDF 2273.000041
CHF 0.787145
CLF 0.023051
CLP 910.170499
CNY 6.880504
CNH 6.891745
COP 3712.41
CRC 465.238726
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.175414
CZK 21.127799
DJF 177.636605
DKK 6.448445
DOP 59.194938
DZD 132.659875
EGP 52.581102
ERN 15
ETB 155.750187
EUR 0.86306
FJD 2.22325
FKP 0.74705
GBP 0.746635
GEL 2.715011
GGP 0.74705
GHS 10.912826
GIP 0.74705
GMD 73.000276
GNF 8743.725967
GTQ 7.640618
GYD 208.6928
HKD 7.83213
HNL 26.402945
HRK 6.499601
HTG 130.655262
HUF 336.171498
IDR 16914
ILS 3.126335
IMP 0.74705
INR 93.876297
IQD 1306.805921
IRR 1315049.999892
ISK 123.919864
JEP 0.74705
JMD 157.11949
JOD 0.708978
JPY 158.652005
KES 129.649945
KGS 87.449677
KHR 3997.255178
KMF 425.000135
KPW 899.971148
KRW 1497.825005
KWD 0.30657
KYD 0.831294
KZT 480.792301
LAK 21441.54953
LBP 89332.395375
LKR 313.246356
LRD 182.547937
LSL 16.914492
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.385596
MAD 9.32385
MDL 17.446884
MGA 4151.759319
MKD 53.179834
MMK 2099.628947
MNT 3568.971376
MOP 8.048336
MRU 39.820637
MUR 46.502481
MVR 15.450291
MWK 1729.410597
MXN 17.851982
MYR 3.956027
MZN 63.910193
NAD 16.912959
NGN 1373.169654
NIO 36.709839
NOK 9.747029
NPR 149.169001
NZD 1.71749
OMR 0.384494
PAB 0.997544
PEN 3.4702
PGK 4.307127
PHP 59.873973
PKR 278.458498
PLN 3.688498
PYG 6518.521076
QAR 3.647765
RON 4.396974
RSD 101.349827
RUB 81.145429
RWF 1458.380986
SAR 3.753811
SBD 8.051718
SCR 13.8813
SDG 601.000453
SEK 9.359796
SGD 1.278945
SHP 0.750259
SLE 24.549666
SLL 20969.510825
SOS 570.111649
SRD 37.336501
STD 20697.981008
STN 21.147215
SVC 8.728114
SYP 110.977546
SZL 16.908277
THB 32.589498
TJS 9.531352
TMT 3.5
TND 2.939722
TOP 2.40776
TRY 44.347598
TTD 6.771674
TWD 32.001499
TZS 2572.502246
UAH 43.799335
UGX 3765.930542
UYU 40.64581
UZS 12161.753917
VES 456.504355
VND 26354
VUV 119.458227
WST 2.748874
XAF 566.190351
XAG 0.014396
XAU 0.000227
XCD 2.70255
XCG 1.797757
XDR 0.704159
XOF 566.190351
XPF 102.939019
YER 238.649649
ZAR 16.98706
ZMK 9001.186243
ZMW 19.326828
ZWL 321.999592
Líder do Exército não aceita negociar em 6º dia de combates no Sudão
Líder do Exército não aceita negociar em 6º dia de combates no Sudão / foto: © AFP

Líder do Exército não aceita negociar em 6º dia de combates no Sudão

O líder do Exército sudanês, Abdel Fatah al Burhan, descartou nesta quinta-feira (20) a negociação com o líder paramilitar, no sexto dia de combates que já deixaram centenas de mortos neste empobrecido país da África Ocidental.

Tamanho do texto:

Os confrontos eclodiram no último sábado (15) entre as forças leais ao general Burhan e as de seu ex-número dois, Mohamed Hamdan Daglo, chefe das Forças de Apoio Rápido (FAR).

"Não acredito que haja espaço para negociações políticas com as Forças de Apoio Rápido", disse o general Burhan à emissora Al-Jazeera, em seu primeiro pronunciamento desde o início do levante.

Se o general Daglo não abandonar sua tentativa de "querer controlar o país", será "esmagado militarmente", alertou o líder do Exército em entrevista por telefone ao canal catari.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os confrontos deixaram "mais de 330 mortos e 3.200 feridos".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu, nesta quinta (20), um cessar-fogo "de ao menos três dias" no Sudão por ocasião da celebração do Eid al Fitr, que marca o fim do Ramadã, o mês sagrado de jejum para os muçulmanos.

Guterres falou por telefone com o general Burhan, que também recebeu ligações dos presidentes do Sudão do Sul e da Turquia, do primeiro-ministro etíope e dos chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Arábia Saudita e Catar, informaram os militares sudaneses.

Os Estados Unidos também anunciaram que enviaram reforços militares para a região para auxiliar na eventual retirada de seus diplomatas que ainda estão em Cartum.

- "Cheiro de morte" -

Até o momento, milhares de pessoas fugiram de Cartum para escapar de bombardeios, tiroteios e confrontos.

"Em alguns bairros do centro, o cheiro é de morte e cadáveres", descreveu um morador da capital, enquanto se dirigia para uma área mais tranquila.

"Às quatro e meia da manhã, fomos acordados pelo barulho dos ataques aéreos. Fechamos todas as portas e janelas com medo de uma bala perdida", disse à AFP outro morador de Cartum, Nazek Abdallah, de 38 anos.

Muitos moradores não tiveram escolha a não ser fugir a pé, já que o preço da gasolina disparou: um litro de combustível agora custa US$ 10 (R$ 50,80), em um dos países mais pobres do mundo.

Além disso, tiveram de abrir caminho entre os cadáveres caídos na beira das ruas, os tanques e caminhões carbonizados e evitar as áreas mais perigosas da cidade, de onde subiam espessas colunas de fumaça preta.

"As crianças estão abrigadas em escolas e creches, enquanto os combates se intensificam ao seu redor, e os hospitais infantis tiveram que ser evacuados, com os bombardeios próximos", alertou o UNICEF.

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados presente na fronteira, entre 10.000 e 20.000 sudaneses fugiram para o país vizinho Chade.

"A maioria das pessoas que chegam são mulheres e crianças", disse a organização em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.

- Tréguas violadas -

Desde que a luta pelo poder, há semanas latente entre os dois generais, degenerou em uma batalha campal no sábado, a confusão é total para os 45 milhões de sudaneses. Ambos os lados continuam prometendo tréguas que nunca são respeitadas.

Nas ruas cobertas de entulho, é impossível saber quem controla as principais instituições do país.

A Força Aérea, que tem como alvo as bases e as posições das FAR espalhadas por zonas povoadas de Cartum, não hesita em lançar bombas, às vezes sobre hospitais, segundo médicos.

Em cinco dias, "70% dos 74 hospitais de Cartum e das áreas afetadas pelos combates ficaram fora de serviço", segundo um sindicato de médicos.

Várias organizações humanitárias tiveram de suspender sua ajuda, crucial em um país onde mais de uma em cada três pessoas passa fome em tempos normais.

Em meio a esse caos, o Egito conseguiu, graças à mediação dos Emirados Árabes Unidos, retirar 177 de seus soldados que estavam em uma base aérea do norte do Sudão, segundo os dois países.

Outros 27 soldados egípcios, capturados pelos paramilitares, foram entregues à Cruz Vermelha sudanesa e esperam sua repatriação, disse o exército do Egito.

- Violência sexual e saques -

Três funcionários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU morreram em Darfur. As Nações Unidas também denunciaram "saques" de seus estoques e "ataques" contra seu pessoal, inclusive sexuais.

A explosão de violência do sábado resulta das profundas divisões entre o Exército e as FAR, criadas em 2013 pelo líder autocrático deposto Omar al Bashir.

Burhan e Daglo derrubaram Al Bashir em abril de 2019, após protestos multitudinários contra suas três décadas de governo.

Em outubro de 2021, os dois lideraram um golpe contra o governo civil instalado após a saída de Al Bashir e puseram fim a uma transição apoiada pela comunidade internacional.

W.Matthews--TFWP