The Fort Worth Press - De Antonelli à Aston Martin: os altos e baixos da primeira metade da temporada de F1

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De Antonelli à Aston Martin: os altos e baixos da primeira metade da temporada de F1
De Antonelli à Aston Martin: os altos e baixos da primeira metade da temporada de F1 / foto: © AFP

De Antonelli à Aston Martin: os altos e baixos da primeira metade da temporada de F1

Do início de ano surpreendente do jovem Kimi Antonelli à catástrofe da Aston Martin, passando pelo desempenho discreto da McLaren: os altos e baixos da primeira metade da temporada de 2026 do Mundial de Fórmula 1.

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- EM ALTA

Kimi Antonelli (Mercedes)

O italiano, que vai comemorar seu 20º aniversário em agosto, vem tendo um desempenho incrível em sua segunda temporada na Fórmula 1 e lidera o campeonato de pilotos.

Ao volante da Mercedes, melhor carro do grid, Antonelli venceu seis Grandes Prêmios e marcou seis pole positions. Ele também é o piloto mais jovem da história a conquistar uma pole na Fórmula 1.

Mas o prodígio nascido em Bolonha também mostrou seu talento em circuitos onde seu carro tem um desempenho pior, conseguindo minimizar a perda de pontos, como fez no domingo na Hungria. Se não fossem seus dois abandonos por problemas mecânicos, a vantagem sobre seu perseguidor Lewis Hamilton seria maior do que os atuais 50 pontos.

Ferrari e Lewis Hamilton

Ao longo da primeira metade da temporada, a Ferrari, que não vence o campeonato de pilotos desde 2007 e o de construtores desde 2008, foi a única equipe a desafiar o domínio da Mercedes.

Depois de viver um primeiro ano catastrófico na escuderia italiana, Hamilton parece ter ressurgido graças ao novo regulamento técnico que revolucionou os carros.

Em junho, em Barcelona, o heptacampeão mundial conseguiu sua primeira vitória em dois anos e pode sonhar com seu oitavo título, aos 41 anos. Para isso, a Ferrari terá que limitar os erros de estratégia que continuam custando pontos aos seus pilotos, como aconteceu no GP da Hungria.

- PRECISA MELHORAR

Max Verstappen e Red Bull

Max Verstappen, que ficou a apenas um ponto de conquistar seu quinto título mundial em 2025, está sofrendo nesta temporada.

O piloto holandês, que critica o novo regulamento sempre que tem uma oportunidade, está tendo dificuldades para se adaptar aos novos monopostos.

A Red Bull não vem conseguindo ajudar sua estrela, dando um carro instável e com desempenho abaixo do esperado, especialmente no início da temporada.

Verstappen conquistou quatro pódios, mas também sofreu três abandonos e não marcou nenhuma pole position.

A equipe austríaca parece estar reduzindo sua desvantagem pouco a pouco, e o francês Isack Hadjar continua dando passos importantes para se tornar um companheiro de equipe confiável para Verstappen.

McLaren

A equipe britânica, atual campeã de construtores e de pilotos, graças ao título de Lando Norris em 2025, não alcançou o ritmo da Mercedes e sofreu contra a Ferrari.

Depois de ter trabalhado no carro do ano passado até o final da temporada para garantir o título de Norris, a McLaren, assim como a Red Bull, começou 2026 com atraso.

No entanto, como nos últimos anos, a equipe conseguiu introduzir melhorias que funcionam bem e, em certos circuitos, já está conseguindo superar a Mercedes, especialmente nas sessões de classificação.

Pouco antes da pausa, Norris simbolizou essa evolução com sua primeira vitória no ano, na Hungria.

- EM BAIXA

Aston Martin

A ambiciosa equipe britânica, que investiu centenas de milhões de euros nos últimos anos com o objetivo de conquistar um título mundial, teve uma primeira metade de temporada catastrófica.

O fracasso do carro era inesperado, especialmente levando em conta que o projeto foi concebido por Adrian Newey, o engenheiro mais renomado de todo o padoque. Além disso, a parceria entre a equipe e a Honda tem sido, até agora, um desastre.

Mas nem tudo está perdido, já que diversas modificações introduzidas na Hungria melhoraram ligeiramente o desempenho dos carros e novas melhorias são esperadas em setembro. Até lá, a Aston Martin deve estrear um motor Honda no GP dos Países Baixos (23 de agosto).

George Russell

O piloto britânico, em sua oitava temporada na Fórmula 1 e a quinta na Mercedes, começou como o favorito absoluto na equipe alemã.

Sua pole position e vitória no GP da Austrália, primeira etapa do campeonato, reforçaram essa ideia, impulsionada pelo domínio esmagador da Mercedes.

No entanto, além da falta de sorte em alguns momentos, Russell não esperava ser amplamente dominado por Kimi Antonelli.

Com apenas uma vitória nas dez primeiras corridas, o inglês está 59 pontos atrás de seu companheiro de equipe e parece ter desistido da disputa.

M.Delgado--TFWP