The Fort Worth Press - Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo

USD -
AED 3.6725
AFN 63.49826
ALL 81.649957
AMD 368.209891
ANG 1.790403
AOA 917.503082
ARS 1436.737304
AUD 1.423751
AWG 1.8
AZN 1.699145
BAM 1.685177
BBD 2.015096
BDT 122.817901
BGN 1.69088
BHD 0.377104
BIF 2991
BMD 1
BND 1.281762
BOB 6.938712
BRL 5.090801
BSD 1.000526
BTN 94.560525
BWP 13.406112
BYN 2.76997
BYR 19600
BZD 2.012252
CAD 1.412305
CDF 2320.000121
CHF 0.803198
CLF 0.022506
CLP 885.759871
CNY 6.75745
CNH 6.77186
COP 3435
CRC 455.716489
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.350078
CZK 20.80205
DJF 177.719866
DKK 6.43614
DOP 58.599944
DZD 132.878973
EGP 49.908197
ERN 15
ETB 158.375021
EUR 0.871566
FJD 2.2337
FKP 0.746465
GBP 0.755239
GEL 2.644999
GGP 0.746465
GHS 11.2977
GIP 0.746465
GMD 72.999684
GNF 8777.499016
GTQ 7.626359
GYD 209.290102
HKD 7.83745
HNL 26.697197
HRK 6.565296
HTG 130.666299
HUF 300.649642
IDR 17748.6
ILS 2.93927
IMP 0.746465
INR 94.309498
IQD 1310
IRR 1374999.999942
ISK 124.330031
JEP 0.746465
JMD 158.238482
JOD 0.709019
JPY 160.262999
KES 129.520178
KGS 87.449762
KHR 4012.493065
KMF 424.999812
KPW 900.00035
KRW 1511.864997
KWD 0.308098
KYD 0.8338
KZT 487.920041
LAK 22029.999804
LBP 89550.000054
LKR 335.185855
LRD 182.14983
LSL 16.194858
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.37502
MAD 9.245017
MDL 17.459223
MGA 4199.999949
MKD 53.086638
MMK 2099.945791
MNT 3579.382153
MOP 8.072446
MRU 40.080045
MUR 47.130241
MVR 15.460244
MWK 1736.000257
MXN 17.36328
MYR 4.064804
MZN 63.902105
NAD 16.201917
NGN 1359.119651
NIO 36.6101
NOK 9.71095
NPR 151.295881
NZD 1.732592
OMR 0.384498
PAB 1.000526
PEN 3.41251
PGK 4.38775
PHP 60.373009
PKR 278.298187
PLN 3.64767
PYG 6105.515298
QAR 3.640502
RON 4.507036
RSD 101.071054
RUB 72.971546
RWF 1488
SAR 3.751894
SBD 8.061424
SCR 14.115123
SDG 600.499323
SEK 9.553805
SGD 1.28203
SHP 0.746601
SLE 24.750291
SLL 20969.503664
SOS 571.507527
SRD 37.332026
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.754244
SYP 110.532098
SZL 16.19688
THB 32.534501
TJS 9.274765
TMT 3.51
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.445065
TTD 6.796543
TWD 31.558502
TZS 2625.00297
UAH 44.808889
UGX 3701.565583
UYU 40.393596
UZS 12004.999858
VES 596.036397
VND 26326
VUV 118.988901
WST 2.739751
XAF 565.192704
XAG 0.015008
XAU 0.000235
XCD 2.70255
XCG 1.803205
XDR 0.703697
XOF 565.000179
XPF 103.250281
YER 238.625025
ZAR 16.40679
ZMK 9001.201391
ZMW 17.684109
ZWL 321.999592
Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo
Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo / foto: © AFP

Aos 91 anos, jornalista argentino vai para sua 18ª Copa do Mundo

Desde a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o futebol mudou em termos táticos, tecnológicos e econômicos. No entanto, houve uma constante: a presença do jornalista argentino Enrique Macaya Márquez, que em 2026 vai trabalhar na cobertura do torneio pela 18ª edição.

Tamanho do texto:

Aos 91 anos, a trajetória do homem que mais vezes cobriu a Copa do Mundo passa pela era do rádio e da TV em preto e branco e vai até a hiperconectividade de hoje.

Os problemas de saúde obrigam essa lenda do jornalismo esportivo da Argentina a limitar suas aparições na mídia, mas ele não tinha a menor intenção de perder o torneio que começou na quinta-feira (11), no México, coanfitrião ao lado de Estados Unidos e Canadá.

"Sinto que tenho a obrigação de fazer isso", reconhece Macaya em entrevista à AFP antes de viajar aos Estados Unidos nesta sexta-feira (12) para acompanhar a seleção argentina como comentarista da DirecTV, DSports e DSports Radio.

"Não sei quanto tempo mais resta, mas vou tentar aproveitar ao máximo o que tenho agora", diz o homem reconhecido pela Fifa em 2022 como "o jornalista com mais coberturas de Copas do Mundo".

Embora tenha cultivado, ao longo de mais de sete décadas, um estilo que o mantém longe dos holofotes, Macaya fala sobre a primeira Copa de Pelé, seu amigo de infância Alfredo Di Stéfano, seus embates com Diego Maradona e sua visão sobre como o futebol mudou.

- Cobertura "milagrosa" -

Macaya, cuja voz também chegou a outros países da América do Sul, tinha apenas 23 anos quando a Rádio Belgrano, de Buenos Aires, o enviou com uma pequena equipe para cobrir a Copa do Mundo na Suécia. Desde então, ele manteve um histórico de presença ininterrupta.

Viajar para o país escandinavo não foi uma tarefa fácil. O repórter recordista relembra que chegou "milagrosamente" após vários trajetos de avião, trem e balsa.

"Em um [Douglas] DC-7. Aviões que praticamente tinham de fazer escalas em todos os lados, porque não havia outra forma de chegar. Eles não tinham autonomia [de combustível]", recorda ele. "Saí por Dakar, fui à Itália (...), depois Dinamarca e o sul da Suécia para chegar a Malmö. Era uma coisa absolutamente desconhecida".

Aquela Copa do Mundo viu o nascimento do rei Pelé, que aos 17 anos levou o Brasil ao seu primeiro título mundial.

"Ele era um jogador com grande capacidade física, além de outros elementos que têm a ver com a parte técnica", ressalta Macaya, que afirma que, naquele momento, não era "tão fácil" saber se Pelé que tornaria "um dos maiores" da história.

- Di Stéfano, "o melhor" -

Para ele, o melhor da época era Alfredo Di Stéfano, embora o argentino que brilhou no Real Madrid nunca tenha conseguido participar da Copa do Mundo.

"Eu morava a 50 metros da casa do Alfredo. Eu cuidava de uma banca e Alfredo ia lá para ler os jornais. Depois, ele me levava para sua casa e a gente jogava bola. Ele era melhor do que eu. E depois virou ídolo", conta Macaya.

Por causa dessa história de infância comum nas ruas do bairro de Flores, em Buenos Aires, Di Stéfano talvez seja a única pessoa com quem ele não consiga ser neutro.

"Para mim, ele foi o melhor. Em comparação ao que ele enfrentava naquele momento, foi o melhor. Bem, eu também tinha uma amizade com Di Stéfano, o que poderia trair minha opinião", diz.

Macaya afirmou em diversas ocasiões que Maradona completa o pódio dos jogadores do século XX. No entanto, ele prefere não falar sobre a "Mão de Deus" ao abordar a brilhante atuação individual do camisa 10 argentino na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, no México.

"Criou-se toda uma história em torno daquele gol que não se justifica", diz Macaya, uma opinião controversa entre os argentinos, que veem aquele lance como um ato de justiça após a Guerra das Malvinas, em 1982.

- "Maradona me deu razão" -

Macaya só deixa de lado sua habitual moderação ao relembrar a ocasião em que Maradona lhe "deu razão". Foi em maio de 1994, após uma "troca de farpas" na imprensa, quando Diego pediu uma reunião, uma câmera e afirmou que o jornalista estava certo.

Um gesto que ele não estendeu a outros repórteres. "A ninguém. Fantástico, incrível", disse com um sorriso.

Desde 1958, segundo Macaya, as Copas do Mundo "geram o que geram hoje devido ao investimento econômico".

O objetivo da Fifa de conquistar o mercado dos Estados Unidos tem sido alvo de críticas devido aos altos preços dos ingressos e ao novo formato do torneio com 48 seleções.

"O jogo evoluiu em alguns aspectos e, por sua própria evolução, de forma contraditória, prejudicou outros", opina o jornalista.

S.Rocha--TFWP