The Fort Worth Press - Explosões sacodem Teerã após promessa dos EUA de intensificar ataques

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Explosões sacodem Teerã após promessa dos EUA de intensificar ataques
Explosões sacodem Teerã após promessa dos EUA de intensificar ataques / foto: © AFP

Explosões sacodem Teerã após promessa dos EUA de intensificar ataques

Novas explosões sacudiram Teerã na noite desta terça-feira (10), após os Estados Unidos anunciarem o dia de ataques "mais intenso" desde o começo da guerra, que ameaça o fornecimento de petróleo.

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Por volta das 20h30 locais, explosões ouvidas a quilômetros de distância ocorreram em Teerã. Os alvos são desconhecidos.

O Irã lançou sua própria ofensiva de mísseis e drones contra Israel e monarquias petroleiras, algumas das quais abrigam bases dos Estados Unidos.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que hoje seria "o dia de ataques mais intenso". Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu "quebrar os ossos" do regime iraniano.

Moradores contaram à AFP que muitas lojas estão fechadas, assim como escolas e a maioria dos escritórios, bancos e agências governamentais. As comunicações foram limitadas e é quase impossível falar com o exterior.

Segundo uma moradora, há "homens armados nas ruas, dentro de veículos grandes. A única coisa que vemos são seus olhos."

Os preços do petróleo se estabilizaram hoje, em meio à preocupação de que a guerra provoque uma crise econômica mundial.

A refinaria da Ruwais nos Emirados Árabes foi obrigada a fechar devido a um ataque de drones, informou uma fonte. "Vimos duas bolas de fogo subirem do complexo, seguidas de barulhos fortes, que pareciam explosões", contou um taxista que transportou funcionários retirados do local.

Os Emirados não reportaram danos no local. Os Estados Unidos alertaram o Irã que evitasse fazer a economia mundial refém, mas a advertência foi inútil.

"As Forças Armadas iranianas não vão permitir a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso", reagiu Ali Mohamad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, exército ideológico do regime.

Ele parecia se referir ao Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, e que o Irã controla de fato.

O secretário americano de Energia, Chris Wright, disse que a Marinha escoltou um navio petroleiro para que pudesse cruzar o estreito, mas a Casa Branca o desmentiu.

A Guarda Revolucionária do Irã respondeu que nenhum navio da Marinha americana "ousou" se aproximar do estreito.

- Guerra sem fim? -

O chefe da gigante saudita de hidrocarbonetos Aramco, Amin Nasser, considerou "absolutamente crucial que o transporte marítimo seja retomado no estreito".

A União Europeia recomendou uma redução dos impostos sobre a energia para compensar o aumento dos preços, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, pediu que se evite "uma guerra sem fim".

A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou hoje "uma reunião extraordinária" para avaliar se é necessário recorrer aos estoques estratégicos de petróleo. O encontro foi concluído sem nenhum anúncio.

Autoridades iranianas mantêm o tom desafiador. "O Irã não se assusta com suas ameaças vazias. Outros, mais poderosos que você, tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuide-se você, para não ser eliminado!", publicou no X o chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, em mensagem dirigida a Trump.

Já Mohammad-Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, prometeu dar uma resposta "olho por olho, dente por dente" aos ataques contra as infraestruturas iranianas.

O Ministério da Inteligência anunciou a prisão de 30 pessoas por suspeita de espionagem, inclusive um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi revelada.

Os ataques iranianos prosseguiam contra as monarquias petroleiras do Golfo. Kuwait e Arábia Saudita informaram que derrubaram drones, e o Bahrein lamentou dois mortos em um ataque contra um prédio residencial.

No Líbano, o exército israelense continua com sua ofensiva contra o movimento pró-iraniano Hezbollah que, segundo o governo libanês, deixou quase 760 mil deslocados.

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W.Matthews--TFWP