The Fort Worth Press - Gisèle Pelicot revela dor e resiliência em seu livro de memórias

USD -
AED 3.672499
AFN 65.99941
ALL 80.986099
AMD 365.666882
AOA 917.999902
ARS 1485.518983
AUD 1.42715
AWG 1.8
AZN 1.698106
BAM 1.697227
BBD 2.013771
BDT 123.459254
BHD 0.377031
BIF 2958.036133
BMD 1
BND 1.282253
BOB 12.17254
BRL 5.066603
BSD 0.999809
BTN 95.273879
BWP 13.5984
BYN 2.922706
BYR 19600
BZD 2.010881
CAD 1.402809
CDF 2275.000378
CHF 0.808015
CLF 0.02351
CLP 928.28966
CNY 6.751299
CNH 6.75219
COP 3155.03
CRC 454.172723
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.679186
CZK 20.98535
DJF 178.041183
DKK 6.480445
DOP 57.999688
DZD 133.048837
EGP 50.206899
ERN 15
ETB 161.37657
EUR 0.866901
FJD 2.2164
FKP 0.741746
GBP 0.742425
GEL 2.615003
GGP 0.741746
GHS 11.683139
GIP 0.741746
GMD 73.498965
GNF 8779.594688
GTQ 7.628295
GYD 209.505133
HKD 7.84254
HNL 26.799257
HRK 6.535498
HTG 130.724342
HUF 315.521988
IDR 17977
ILS 3.05095
IMP 0.741746
INR 95.29165
IQD 1309.765537
IRR 1375125.000014
ISK 123.101602
JEP 0.741746
JMD 158.380445
JOD 0.70901
JPY 156.690186
KES 129.449671
KGS 87.450092
KHR 4040.211209
KMF 427.000086
KRW 1426.775036
KWD 0.309599
KYD 0.833207
KZT 474.28021
LAK 22613.381464
LBP 89537.585797
LKR 335.69504
LRD 180.47318
LSL 16.489388
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.372704
MAD 9.32251
MDL 17.457253
MGA 4258.882434
MKD 53.383547
MMK 2099.683142
MNT 3593.528557
MOP 8.076257
MRU 40.043561
MUR 46.940292
MVR 15.459556
MWK 1733.690253
MXN 17.32023
MYR 4.095602
MZN 63.910214
NAD 16.489388
NGN 1363.360332
NIO 36.791344
NOK 9.53423
NPR 152.439215
NZD 1.702225
OMR 0.384504
PAB 0.9998
PEN 3.376821
PGK 4.412473
PHP 60.860505
PKR 277.629239
PLN 3.73078
PYG 5963.971469
QAR 3.644852
RON 4.547801
RSD 101.73597
RUB 80.150683
RWF 1466.225275
SAR 3.742529
SBD 8.081105
SCR 13.477377
SDG 599.999848
SEK 9.523196
SGD 1.28164
SLE 24.701278
SOS 571.406258
SRD 37.781498
STD 20697.981008
STN 21.25961
SVC 8.748357
SZL 16.492251
THB 33.330502
TJS 9.233359
TMT 3.51
TND 2.933913
TRY 47.536585
TTD 6.779617
TWD 32.475503
TZS 2645.264973
UAH 44.849121
UGX 3741.707631
UYU 40.211209
UZS 11987.816942
VES 745.6964
VND 26287
VUV 119.050155
WST 2.734491
XAF 569.202067
XAG 0.017254
XAU 0.000246
XCD 2.70255
XCG 1.801947
XDR 0.706831
XOF 569.202067
XPF 103.484331
YER 238.301088
ZAR 16.46974
ZMK 9001.196925
ZMW 18.789861
ZWL 321.999592
Gisèle Pelicot revela dor e resiliência em seu livro de memórias

Gisèle Pelicot revela dor e resiliência em seu livro de memórias

A francesa Gisèle Pelicot publicará na próxima terça-feira suas memórias, nas quais escreve sobre os estupros cometidos por seu ex-marido e por dezenas de desconhecidos enquanto estava dopada, e sobre o julgamento histórico que a transformou em um ícone feminista mundial.

Tamanho do texto:

Estes são alguns dos temas abordados no livro "Um hino à vida", que estará à venda a partir de 17 de fevereiro em 22 idiomas.

- Incredulidade -

As memórias, escritas junto com a jornalista e romancista Judith Perrignon, começam em 2 de novembro de 2020, dia em que Gisèle e o marido, Dominique Pelicot, foram convocados à delegacia da localidade de Carpentras, perto de sua residência em Mazan, no sul da França.

Segundo trechos do livro publicados na terça-feira pelo jornal francês Le Monde, ao ser perguntada sobre o marido, Gisèle o descreve como "bondoso, atencioso. Um homem fantástico". Minutos depois, seu mundo desaba ao saber que, durante anos, foi estuprada por ele e por pelo menos 50 desconhecidos, depois de tê-la sedado.

Quando a polícia lhe mostra imagens dos crimes, ela não consegue acreditar. "Meu cérebro parou", escreve. "Eu não reconhecia os indivíduos. Nem aquela mulher. Tinha a bochecha tão flácida, a boca tão mole. Era como uma boneca de pano".

O livro alterna capítulos dedicados aos horríveis fatos que teve de suportar, tanto a nível pessoal, familiar e judicial, com em outros em que narra sua vida anterior e fala sobre sua família, especialmente da avó e da mãe, que morreu quando ela tinha nove anos.

- Julgamento público -

A francesa de 73 anos também recorda o julgamento de Avignon em 2024, de repercussão internacional pela magnitude dos fatos, o número de acusados e a decisão de solicitar que as audiências fossem públicas.

Embora inicialmente quisesse que o julgamento fosse a portas fechadas, acabou decidindo que fosse aberto ao público e que a vissem cara a cara com seus agressores, para que "a vergonha mudasse de lado", afirmou.

"Quando lembro do momento em que tomei minha decisão, penso que, se eu tivesse vinte anos a menos, talvez não tivesse ousado rejeitar o julgamento a portas fechadas. Teria temido os olhares, esses malditos olhares com os quais uma mulher da minha geração sempre teve que lidar", afirma nas memórias, segundo o Le Monde.

"Talvez a vergonha vá embora mais facilmente quando você tem setenta anos e ninguém presta mais atenção em você. Não sei. Não tinha medo das minhas rugas nem do meu corpo", escreve.

- Aplausos -

Gisèle também rendeu agradecimentos ao público, em sua maioria mulheres, que a aplaudia do lado de fora do tribunal. "Essa multidão me salvou", conta.

O apoio também a ajudava a enfrentar as audiências, quando tinha que depor. Não precisava procurar as palavras, relata no livro, "alimentadas e reconfortadas graças àquela multidão lá fora, que crescia e me escoltava todos os dias nos arredores do tribunal".

A essas mulheres "que me transmitiram uma força incrível", disse em uma entrevista divulgada nesta quarta-feira (11) pelo semanário Télérama, "agradeço porque, sem elas, não sei se teria aguentado".

- Otimismo -

"Sempre tive essa alegria de viver. Sou uma otimista incondicional", disse a autora. Por este motivo, apesar dos terríveis acontecimentos que viveu, "estou viva e me permito ser feliz". "Você pode ter amigos e até se apaixonar novamente, como é o meu caso", acrescenta.

Sua firmeza e fortaleza que, segundo ela, vêm da família, sobretudo quando perdeu a mãe na infância, deram a volta ao mundo durante o julgamento, a ponto de transformá-la em um ícone feminista para muitos.

"Não me sinto muito à vontade com a palavra 'ícone'. Eu a aceito, claro, por todas as mulheres que me dizem isso, mas é um pouco demais para mim", afirma.

Ainda assim, afirma que escreveu suas memórias porque sua história "poderia dar esperança a outras pessoas, especialmente às vítimas, às mulheres traumatizadas".

Gisèle Pelicot fará uma turnê pela França para apresentar seu livro. Também viajará a Londres em 20 de fevereiro, onde protagonizará um evento no qual as atrizes Juliet Stevenson e Kristin Scott Thomas lerão trechos da obra.

Posteriormente, viajará a outros países, como Alemanha, Espanha, Itália e Estados Unidos.

H.Carroll--TFWP