The Fort Worth Press - Indígenas e imigrantes sofrem no deserto colombiano após cortes de Trump

USD -
AED 3.672497
AFN 63.999777
ALL 80.742224
AMD 360.119979
ANG 1.789785
AOA 917.999458
ARS 1548.284459
AUD 1.42503
AWG 1.8025
AZN 1.697294
BAM 1.737338
BBD 2.013458
BDT 124.459802
BGN 1.747831
BHD 0.377436
BIF 2986.973187
BMD 1
BND 1.277909
BOB 12.120755
BRL 5.479505
BSD 0.999711
BTN 94.558763
BWP 13.724402
BYN 2.982914
BYR 19600
BZD 2.010562
CAD 1.395655
CDF 2312.499971
CHF 0.818175
CLF 0.024639
CLP 969.570357
CNY 6.680902
CNH 6.67235
COP 3226.97
CRC 454.091218
CUC 1
CUP 23.992112
CVE 97.94847
CZK 21.61745
DJF 178.012285
DKK 6.647675
DOP 60.031357
DZD 135.604852
EGP 54.672698
ERN 15
ETB 164.071845
EUR 0.88941
FJD 2.241749
FKP 0.745268
GBP 0.742255
GEL 2.601675
GGP 0.745268
GHS 11.631305
GIP 0.745268
GMD 74.000158
GNF 8855.469045
GTQ 7.639521
GYD 209.448686
HKD 7.845735
HNL 26.868429
HRK 6.76901
HTG 130.971046
HUF 322.677498
IDR 18158
ILS 3.15645
IMP 0.745268
INR 94.60155
IQD 1515.529716
IRR 1883408.504511
ISK 121.594104
JEP 0.745268
JMD 158.455068
JOD 0.709001
JPY 158.581028
KES 129.889935
KGS 87.450375
KHR 4064.827605
KMF 440.999727
KPW 899.999961
KRW 1340.015028
KWD 0.310802
KYD 0.833041
KZT 451.807175
LAK 22506.673299
LBP 89519.744527
LKR 332.641939
LRD 169.939285
LSL 16.455617
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.409977
MAD 9.765444
MDL 17.929301
MGA 4515.192027
MKD 54.718717
MMK 2099.52083
MNT 3598.087189
MOP 8.077598
MRU 40.663904
MUR 47.08984
MVR 15.454973
MWK 1733.399066
MXN 18.657745
MYR 4.064101
MZN 63.909813
NAD 16.455325
NGN 1345.3302
NIO 36.784529
NOK 9.26018
NPR 151.29402
NZD 1.77713
OMR 0.384484
PAB 0.999773
PEN 3.450426
PGK 4.485918
PHP 63.530047
PKR 276.534117
PLN 3.91339
PYG 6061.763543
QAR 3.644609
RON 4.752498
RSD 104.611997
RUB 81.849243
RWF 1471.012787
SAR 3.756339
SBD 8.051718
SCR 13.775247
SDG 601.497329
SEK 9.76354
SGD 1.278805
SHP 0.745545
SLE 22.909972
SLL 20969.504398
SOS 571.349894
SRD 37.564017
STD 20697.981008
STN 21.763752
SVC 8.747096
SYP 13001.999685
SZL 16.44674
THB 33.641502
TJS 9.221818
TMT 3.51
TND 2.979449
TOP 2.40776
TRY 50.0213
TTD 6.776725
TWD 32.878963
TZS 2649.952964
UAH 45.52523
UGX 4104.021853
UYU 40.19489
UZS 11886.139647
VES 890.036598
VND 25704.5
VUV 119.472328
WST 2.779309
XAF 583.414895
XAG 0.019193
XAU 0.000247952225
XCD 2.70255
XCG 1.801579
XDR 0.707052
XOF 583.414895
XPF 105.938734
YER 236.174947
ZAR 16.448175
ZMK 9001.195264
ZMW 20.274394
ZWL 321.999592
SSP 5745.96484
MXV 2.100144
Indígenas e imigrantes sofrem no deserto colombiano após cortes de Trump
Indígenas e imigrantes sofrem no deserto colombiano após cortes de Trump / foto: © AFP

Indígenas e imigrantes sofrem no deserto colombiano após cortes de Trump

O sol é escaldante no implacável deserto colombiano de La Guajira. Grávida de oito meses, Astrid sobrevive ao lado de milhares em um aeroporto abandonado onde funciona o maior campo de indígenas e imigrantes do país, agora enfraquecido pelos cortes da ajuda dos Estados Unidos.

Tamanho do texto:

Uma brisa sufocante espalha o cheiro de lixo acumulado neste lugar, conhecido como La Pista, assolado pela fome e pela sede. Na segunda região mais pobre da Colômbia (65%), e onde mais crianças morrem de desnutrição, a vida depende em grande parte das organizações humanitárias.

"Do que eu preciso? De tudo, porque aqui nada é meu", conta Astrid, uma venezuelana de 20 anos.

Sem banheiro ou dinheiro para realizar exames pré-natais, ela sonha em "trabalhar" e dar "um lar" a seus filhos.

Em uma casa minúscula, improvisada com troncos e latas, ela vive com seu filho de cinco anos, paralisado por encefalopatia. Falta água, diz ela, como a maioria das pessoas nesta área na fronteira com a Venezuela.

E desde que Donald Trump retornou ao poder, com cortes na ajuda externa dos EUA, os habitantes de La Guajira começaram a sentir a precariedade de forma ainda mais aguda.

Das 28 ONGs que existiam em Maicao em 2024, apenas três permanecem em atividade, diz o prefeito Miguel Aragón.

- "Muita tristeza" -

Em um centro médico com corredores estreitos, mulheres com crianças esperam para serem atendidas. Administrado pela ONG Save The Children, os profissionais verificam e orientam as pacientes sobre nutrição e saúde sexual e reprodutiva.

Moradora de La Pista, Luz Marina, uma colombiana de 40 anos, chegou com seu filho de cinco anos com problemas de "baixo peso".

No início deste ano, ela foi selecionada para receber um fundo de ajuda humanitária, mas logo depois foi notificada da suspensão do auxílio na sequência dos cortes dos EUA.

"Muita tristeza, porque era algo que eu realmente precisava", diz a colombiana, que vive do sustento de seu marido, um catador informal.

A ajuda desapareceu em janeiro, quando Trump começou a desmantelar a USAID, a agência de desenvolvimento americana que administrava um fundo equivalente a 42% da assistência humanitária mundial.

- "Nos sentimos sozinhos" -

Uma paisagem idílica de enormes dunas à beira do mar caribenho contrasta com a pobreza de um deserto historicamente marginalizado.

Em La Pista há becos estreitos de terra onde as crianças correm descalças enquanto cães e vacas procuram comida entre o lixo.

Na ausência de um aqueduto, vendedores de água semi-salgada passam diariamente em burros. Um balde custa cerca de US$ 2 (R$ 11,30) e abastece as famílias enquanto elas esperam pela água potável fornecida uma vez por semana pelo Estado.

As organizações humanitárias tentam aliviar as dificuldades dos habitantes locais e dos cerca de 160.000 venezuelanos em La Guajira, dos 3 milhões que vivem na Colômbia.

Segundo o prefeito de Maicao, os cortes foram "um balde de água fria". "Hoje nos sentimos sozinhos", diz o político de 37 anos, que teme um desastre pior.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a decisão de Trump põe em risco "anos de progresso" na proteção de pessoas deslocadas.

Enquanto isso, em uma escola local, a antiga sala de música parece desolada.

Até recentemente, os alunos tocavam instrumentos, cantavam e realizavam oficinas dentro de um grande contêiner cheio de desenhos, mas o projeto da Save the Children foi fechado depois que os cortes reduziram seu orçamento na Colômbia em 40%.

"Esses auxílios seriam muito úteis para nós", lamenta Michelle, de 13 anos, que descobriu seu amor pelo canto nesse espaço.

María Mercedes Liévano, diretora da ONG na Colômbia, teme que o encerramento dos projetos coloque as crianças "em maior risco de se juntarem a grupos criminosos" em um país com uma guerra interna em andamento há seis décadas e com números crescentes de recrutamento infantil.

A.Nunez--TFWP