The Fort Worth Press - China pede que Trump pare de 'ameaçar e chantagear' em meio à guerra comercial

USD -
AED 3.672498
AFN 64.000038
ALL 83.249829
AMD 377.160246
ANG 1.790083
AOA 916.999842
ARS 1382.494
AUD 1.446969
AWG 1.80125
AZN 1.700492
BAM 1.70594
BBD 2.013154
BDT 122.637848
BGN 1.709309
BHD 0.377509
BIF 2964
BMD 1
BND 1.290401
BOB 6.906447
BRL 5.194202
BSD 0.999512
BTN 95.111495
BWP 13.788472
BYN 2.972354
BYR 19600
BZD 2.010179
CAD 1.39032
CDF 2285.000268
CHF 0.797499
CLF 0.023467
CLP 926.60985
CNY 6.88655
CNH 6.884735
COP 3683.96
CRC 464.734923
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.874991
CZK 21.220297
DJF 177.720116
DKK 6.460455
DOP 60.099395
DZD 133.245467
EGP 54.520504
ERN 15
ETB 157.049809
EUR 0.864499
FJD 2.257401
FKP 0.758039
GBP 0.755395
GEL 2.689938
GGP 0.758039
GHS 10.999446
GIP 0.758039
GMD 73.999721
GNF 8774.999869
GTQ 7.64789
GYD 209.174328
HKD 7.83905
HNL 26.600145
HRK 6.512597
HTG 131.185863
HUF 332.262499
IDR 17009
ILS 3.15655
IMP 0.758039
INR 93.388401
IQD 1310
IRR 1315875.000011
ISK 123.970042
JEP 0.758039
JMD 158.129555
JOD 0.708973
JPY 158.666499
KES 130.000304
KGS 87.45029
KHR 4010.000309
KMF 428.498816
KPW 899.974671
KRW 1508.144977
KWD 0.30955
KYD 0.832908
KZT 476.211659
LAK 21949.999475
LBP 89509.105006
LKR 315.318459
LRD 183.674987
LSL 17.069914
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.405027
MAD 9.342498
MDL 17.701369
MGA 4178.000176
MKD 53.268629
MMK 2099.498084
MNT 3571.008867
MOP 8.070843
MRU 40.110267
MUR 47.093234
MVR 15.469682
MWK 1737.000378
MXN 17.89735
MYR 4.032495
MZN 63.949855
NAD 17.070173
NGN 1384.029934
NIO 36.730069
NOK 9.673805
NPR 152.178217
NZD 1.74315
OMR 0.3845
PAB 0.999507
PEN 3.496032
PGK 4.389958
PHP 60.309019
PKR 279.212855
PLN 3.707105
PYG 6474.685228
QAR 3.644035
RON 4.407697
RSD 101.47902
RUB 81.299696
RWF 1460
SAR 3.753084
SBD 8.042037
SCR 14.785
SDG 601.0001
SEK 9.455199
SGD 1.2853
SHP 0.750259
SLE 24.549635
SLL 20969.510825
SOS 571.499721
SRD 37.374032
STD 20697.981008
STN 21.725
SVC 8.746053
SYP 110.555055
SZL 17.070384
THB 32.726009
TJS 9.580319
TMT 3.51
TND 2.929669
TOP 2.40776
TRY 44.489901
TTD 6.790468
TWD 31.900975
TZS 2588.31095
UAH 43.911606
UGX 3762.887497
UYU 40.550736
UZS 12195.500056
VES 473.27785
VND 26335
VUV 120.343344
WST 2.769273
XAF 572.15615
XAG 0.013484
XAU 0.000213
XCD 2.70255
XCG 1.801363
XDR 0.710952
XOF 570.501438
XPF 104.049644
YER 238.649766
ZAR 16.873194
ZMK 9001.192642
ZMW 19.105686
ZWL 321.999592
China pede que Trump pare de 'ameaçar e chantagear' em meio à guerra comercial
China pede que Trump pare de 'ameaçar e chantagear' em meio à guerra comercial / foto: © AFP

China pede que Trump pare de 'ameaçar e chantagear' em meio à guerra comercial

A China fez um apelo, nesta quarta-feira (16), para que os Estados Unidos "parem de ameaçar e chantagear", depois que a Casa Branca transferiu a Pequim a responsabilidade de iniciar uma negociação para desacelerar a guerra comercial entre as duas grandes economias mundiais.

Tamanho do texto:

O presidente americano, Donald Trump, iniciou uma guerra tarifária contra aliados e rivais, na qual a China levou a pior, com tarifas adicionais de 145% para seus produtos importados pelo país da América do Norte.

O gigante asiático respondeu com tarifas de 125% para as importações de produtos americanos. "A China não deseja lutar, mas não tem medo de lutar", reiterou nesta quarta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian.

"Se os Estados Unidos realmente querem resolver o assunto por meio do diálogo e da negociação, devem parar de exercer pressão extrema, parar de ameaçar e chantagear, e conversar com a China com base na igualdade, respeito e benefício mútuo", insistiu.

Desde sua chegada à Casa Branca, em janeiro, Trump impôs tarifas adicionais de 145% sobre vários produtos chineses, que se somam às tarifas aplicadas pelas administrações anteriores, podendo chegar a 245% no total.

Inicialmente, o republicano decretou uma tarifa de 20% pelo suposto papel da China na entrada de fentanil nos Estados Unidos e, pouco depois, acrescentou outros 125% para teoricamente compensar os desequilíbrios na balança comercial entre os dois países.

Contudo, em um aparente indício de distensão, o governo americano isentou das tarifas mais recentes produtos como computadores, smartphones e semicondutores, dos quais a China é um grande produtor.

A incerteza provocada pelas tarifas americanas poderia "ter graves consequências para as economias mais vulneráveis", afirmou Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo as previsões anuais da OMC, o comércio mundial de mercadorias poderia sofrer quedas de volume de até 1,5% em 2025, em função da política de Trump.

Nesta quarta-feira, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, disse que as tarifas "certamente vão provocar pelo menos a alta temporária da inflação" nos Estados Unidos, com a possibilidade de que "os efeitos inflacionários também sejam persistentes".

Após as advertências de Powell, a bolsa de Nova York fechou com forte queda.

A gigante de tecnologia Nvidia levou um tombo devido à guerra comercial entre Estados Unidos e China. O índice Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, fechou em queda de 3,07%. O índice ampliado S&P recuou 2,24% e o Dow Jones retrocedeu 1,73%.

Em um exemplo dos efeitos das tarifas para os consumidores, a plataforma de vendas online Shein anunciou aos clientes que vai aumentar seus preços a partir de 25 de abril "por causa das mudanças recentes nas regras de comércio mundial e sobre as taxações".

- "No campo da China" -

Novas frentes alfandegárias abertas por Trump, dirigidas a alguns minerais e objetos eletrônicos, também afetaram as demais bolsas mundiais nesta quarta-feira.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres fechou em alta de 0,3%, mesmo percentual obtido em Frankfurt, enquanto Paris teve queda de quase 0,1%.

Na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou em queda de 1%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong recuou 1,9% e o Composite de Xangai fechou em alta de 0,3%.

Na terça-feira, a Casa Branca transferiu para a China a responsabilidade de dar o primeiro passo para reduzir a tensão que, segundo vários economistas, pode levar a uma recessão global.

"A bola está com a China. A China precisa chegar a um acordo conosco. Não temos que fazer um trato com eles", afirmou Trump, em uma declaração lida por sua porta-voz, Karoline Leavitt.

Apesar da disputa, a economia chinesa cresceu 5,4% no primeiro trimestre. O resultado, melhor do que o esperado, ainda não reflete os efeitos da guerra tarifária iniciada este mês.

Na apresentação destes números, Sheng Laiyun, funcionário de alto escalão do Escritório Nacional de Estatísticas chinês (ONE), reconheceu "certa pressão sobre o comércio e a economia", mas expressou confiança na capacidade da China de "enfrentar os desafios externos".

Além do aumento expressivo das tarifas, Pequim adotou outras medidas de retaliação contra produtos americanos, como a suspensão da recepção de aviões da Boeing.

O setor agrícola também está no radar das autoridades comunistas. A federação de exportadores de carne dos Estados Unidos confirmou à AFP que Pequim decidiu não renovar as licenças da maioria dos exportadores de carne bovina desde março.

- Negociações -

A estratégia de Trump foi mais conciliadora com os demais países, aos quais concedeu uma pausa de 90 dias para negociar antes da aplicação da última rodada de tarifas "recíprocas".

Idealizada com o objetivo de levar a produção industrial de volta aos Estados Unidos, a política tarifária de Trump afetou alguns dos principais parceiros de Washington, como Japão, Coreia do Sul, União Europeia, México e Canadá.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou, em entrevista à revista alemã Die Zeit, que o bloco está "em uma posição de força" diante de futuras negociações.

Além de uma tarifa universal de 10% para todos os países, Trump também decretou tarifas setoriais sobre o aço e o alumínio, além dos automóveis e autopeças.

O presidente também estuda aplicar medidas similares aos semicondutores e produtos farmacêuticos.

burs-stu/rsc/dbh/zm/fp/jc/mvv/am

A.Nunez--TFWP