The Fort Worth Press - China tenta imunizar sua economia contra as tarifas de Trump

USD -
AED 3.672504
AFN 63.000368
ALL 82.732897
AMD 367.370222
ANG 1.790403
AOA 917.000367
ARS 1478.086972
AUD 1.450326
AWG 1.80125
AZN 1.70397
BAM 1.716442
BBD 2.015885
BDT 123.112028
BGN 1.69088
BHD 0.377375
BIF 2972.662249
BMD 1
BND 1.295099
BOB 6.916495
BRL 5.177041
BSD 1.000921
BTN 93.946202
BWP 13.602176
BYN 2.902892
BYR 19600
BZD 2.012989
CAD 1.41895
CDF 2267.50392
CHF 0.80956
CLF 0.023471
CLP 922.497696
CNY 6.79815
CNH 6.804685
COP 3438.325508
CRC 454.429769
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.770372
CZK 21.30904
DJF 178.235113
DKK 6.565804
DOP 58.809075
DZD 133.424898
EGP 49.530036
ERN 15
ETB 161.36601
EUR 0.877704
FJD 2.266104
FKP 0.756395
GBP 0.757518
GEL 2.64504
GGP 0.756395
GHS 11.285269
GIP 0.756395
GMD 73.000355
GNF 8770.020624
GTQ 7.63614
GYD 209.469481
HKD 7.84255
HNL 26.780464
HRK 6.617804
HTG 130.8175
HUF 310.850388
IDR 17860.6
ILS 3.00205
IMP 0.756395
INR 94.360504
IQD 1311.158892
IRR 1375250.000352
ISK 126.490386
JEP 0.756395
JMD 157.637457
JOD 0.70904
JPY 161.75504
KES 129.518627
KGS 87.450384
KHR 4017.727851
KMF 434.00035
KPW 900.00035
KRW 1535.290383
KWD 0.30961
KYD 0.834087
KZT 485.637808
LAK 21969.371188
LBP 89630.523498
LKR 336.443021
LRD 182.31603
LSL 16.452675
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.42503
MAD 9.385493
MDL 17.746281
MGA 4233.621484
MKD 54.091886
MMK 2099.386013
MNT 3578.909161
MOP 8.085217
MRU 39.945588
MUR 47.250378
MVR 15.450378
MWK 1735.574181
MXN 17.504204
MYR 4.088039
MZN 63.903729
NAD 16.452675
NGN 1376.130377
NIO 36.83356
NOK 9.933039
NPR 150.313748
NZD 1.771166
OMR 0.384504
PAB 1.000921
PEN 3.41305
PGK 4.39247
PHP 61.312038
PKR 278.550353
PLN 3.76695
PYG 6109.087718
QAR 3.648427
RON 4.603104
RSD 103.014612
RUB 78.910966
RWF 1465.794901
SAR 3.758743
SBD 8.051953
SCR 14.057835
SDG 600.000339
SEK 9.73761
SGD 1.294204
SHP 0.746601
SLE 24.803667
SLL 20969.503664
SOS 572.030366
SRD 37.483038
STD 20697.981008
STN 21.501602
SVC 8.757734
SYP 110.532098
SZL 16.443021
THB 33.378038
TJS 9.263329
TMT 3.5
TND 2.966607
TOP 2.40776
TRY 46.553304
TTD 6.802405
TWD 31.859804
TZS 2632.322612
UAH 44.926675
UGX 3673.702225
UYU 40.177279
UZS 12022.46698
VES 620.752985
VND 26300
VUV 119.628449
WST 2.780038
XAF 575.678617
XAG 0.017058
XAU 0.000246
XCD 2.70255
XCG 1.803853
XDR 0.715959
XOF 575.678617
XPF 104.664531
YER 238.625037
ZAR 16.987795
ZMK 9001.203584
ZMW 18.029751
ZWL 321.999592
China tenta imunizar sua economia contra as tarifas de Trump
China tenta imunizar sua economia contra as tarifas de Trump / foto: © AFP

China tenta imunizar sua economia contra as tarifas de Trump

A China quer proteger sua economia das tarifas americanas de 104% com o estímulo do consumo e investimentos em setores cruciais, mas continua muito vulnerável à tempestade de taxas desencadeada por Donald Trump, segundo os analistas.

Tamanho do texto:

Pequim prometeu lutar "até o fim" contra a campanha tarifária de Washington. O primeiro-ministro Li Qiang declarou na terça-feira que o país confia "plenamente" na resistência de seu crescimento econômico.

Mas, o que acontecerá na prática? Mesmo sem as tarifas americanas, a economia chinesa enfrenta problemas há vários, com o elevado índice de desemprego entre os jovens e uma persistente crise imobiliária que freia o consumo.

"A economia chinesa é muito mais fraca do que era durante o primeiro mandato de Trump e realmente não pode absorver o impacto das tarifas adicionais", afirma Henry Gao, especialista em Direito Comercial da Universidade de Gestão de Singapura.

No ano passado, o comércio exterior foi um dos poucos indicadores positivos da economia chinesa, com os Estados Unidos como principal destino dos produtos chineses.

As exportações do país asiático para os Estados Unidos alcançaram quase 440 bilhões de dólares (2,6 trilhões de reais) em 2024, segundo o Departamento de Comércio americano, muito acima do registrado no sentido contrário (114,6 bilhões de dólares, 688 bilhões de reais).

Os produtos eletrônicos, máquinas e bens de consumo (têxteis, móveis, brinquedos) representaram a maior parte das exportações.

- "Oportunidade estratégica" -

Apesar de estar melhor preparada do que durante o primeiro mandato de Trump, é provável que a China enfrente problemas, porque "alguns produtos são concebidos especificamente para os mercados americano e europeu", afirma Tang Yao, da Escola de Negócios Guanghua da Universidade de Pequim.

A China, no entanto, não vê a crise prevista como algo totalmente negativo.

O Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês, descreveu recentemente as tarifas americanas como "oportunidade estratégica", especialmente para transformar o consumo no novo motor do crescimento chinês, ao invés das exportações.

A China pretende "utilizar as pressões estruturais externas como catalisador para implementar reformas planejadas há muito tempo", explica Lizzi Lee, especialista em economia chinesa do Asia Society Policy Institute, uma organização com sede nos Estados Unidos.

Pequim também prometeu adotar represálias contra qualquer nova escalada americana.

Além das tarifas recíprocas sobre produtos americanos, que entrarão em vigor na quinta-feira, Pequim anunciou restrições à exportação de terras raras, incluindo algumas utilizadas para a captura de imagens magnéticas e para produtos eletrônicos de consumo.

- Aparelhos de TV e carros -

A China também poderia reforçar o apoio financeiro ao setor privado, no momento em que os empresários voltam a ter uma boa relação com o presidente Xi Jinping, acrescenta Raymond Yeung, economista do banco ANZ.

O governo chinês defende uma autonomia estratégica maior do país no setor de tecnologia, para torná-lo menos dependente das oscilações geopolíticas. Por isso, apoia setores cruciais, como a Inteligência Artificial (IA) e os semicondutores.

"Mas isso não significa que a economia chinesa possa superar facilmente os efeitos das sobretaxas proibitivas", destaca Frederic Neumann, economista para a Ásia do HSBC.

Segundo o analista, Pequim poderia compensar a queda da demanda americana de várias formas: programas de recompra de eletrodomésticos ou incentivos para estimular os consumidores a adquirir produtos chineses, de aparelhos de TV até carros elétricos.

"Criando demanda e oportunidades comerciais para os parceiros asiáticos e europeus da China, o país poderia ajudar a salvar o que resta da ordem comercial liberal mundial", considera Neumann.

A China tem "a oportunidade de assumir as rédeas da ordem econômica mundial, mas isso só poderá acontecer se a demanda interna aumentar e se a liderança chinesa preencher o vazio deixado pelos Estados Unidos", acrescenta.

N.Patterson--TFWP