The Fort Worth Press - Equador e Colômbia, potências hídricas em xeque por El Niño e mudanças climáticas

USD -
AED 3.672504
AFN 64.999537
ALL 81.33886
AMD 361.122502
ANG 1.789785
AOA 917.000035
ARS 1513.022501
AUD 1.444398
AWG 1.80125
AZN 1.67226
BAM 1.743487
BBD 2.013327
BDT 122.956921
BGN 1.747831
BHD 0.377591
BIF 2991.825564
BMD 1
BND 1.281969
BOB 11.720763
BRL 5.097599
BSD 0.999599
BTN 94.969134
BWP 13.742479
BYN 3.017272
BYR 19600
BZD 2.010474
CAD 1.419315
CDF 2313.52571
CHF 0.827897
CLF 0.024941
CLP 981.589897
CNY 6.691203
CNH 6.690261
COP 3177.34
CRC 454.962785
CUC 1
CUP 23.991442
CVE 98.294675
CZK 21.704698
DJF 178.000624
DKK 6.66792
DOP 61.282703
DZD 134.428038
EGP 53.431406
ERN 15
ETB 163.27156
EUR 0.89201
FJD 2.26765
FKP 0.76043
GBP 0.753555
GEL 2.58989
GGP 0.76043
GHS 11.630623
GIP 0.76043
GMD 73.500612
GNF 8794.098638
GTQ 7.63697
GYD 209.078429
HKD 7.847255
HNL 26.837813
HRK 6.719798
HTG 130.89794
HUF 324.396504
IDR 18028
ILS 3.103975
IMP 0.76043
INR 94.52505
IQD 1514.474828
IRR 1795877.500108
ISK 121.490159
JEP 0.76043
JMD 158.942818
JOD 0.708971
JPY 158.149499
KES 129.839569
KGS 87.450398
KHR 4059.583344
KMF 440.000176
KPW 899.999961
KRW 1340.749682
KWD 0.31096
KYD 0.833055
KZT 453.04094
LAK 22484.901161
LBP 89517.060016
LKR 330.904147
LRD 170.435248
LSL 16.519088
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.421536
MAD 9.796395
MDL 17.963495
MGA 4502.384454
MKD 54.953088
MMK 2099.444361
MNT 3596.720368
MOP 8.080141
MRU 40.052592
MUR 47.307153
MVR 15.460232
MWK 1732.941124
MXN 18.435973
MYR 4.082099
MZN 63.908288
NAD 16.519088
NGN 1330.897808
NIO 36.789417
NOK 9.479897
NPR 151.940099
NZD 1.77843
OMR 0.384489
PAB 0.999666
PEN 3.438747
PGK 4.537452
PHP 63.044004
PKR 276.704729
PLN 3.89635
PYG 5692.383117
QAR 3.643852
RON 4.757698
RSD 104.727545
RUB 83.866756
RWF 1474.885234
SAR 3.753076
SBD 8.064647
SCR 13.951933
SDG 601.498751
SEK 9.958299
SGD 1.28212
SHP 0.754745
SLE 24.679893
SLL 20969.504398
SOS 571.288497
SRD 37.641502
STD 20697.981008
STN 21.840387
SVC 8.746852
SYP 13001.999685
SZL 16.512011
THB 33.519867
TJS 9.211651
TMT 3.51
TND 3.001747
TOP 2.40776
TRY 49.509597
TTD 6.784783
TWD 32.34196
TZS 2639.984999
UAH 44.838258
UGX 4023.070477
UYU 40.203962
UZS 11956.051793
VES 878.023604
VND 25873
VUV 119.689611
WST 2.781623
XAF 585.120197
XAG 0.017491
XAU 0.000240685762
XCD 2.70255
XCG 1.801609
XDR 0.707052
XOF 585.120197
XPF 106.313655
YER 236.150455
ZAR 16.518805
ZMK 9001.194926
ZMW 19.917541
ZWL 321.999592
SSP 5773.824733
MXV 2.08173
Equador e Colômbia, potências hídricas em xeque por El Niño e mudanças climáticas
Equador e Colômbia, potências hídricas em xeque por El Niño e mudanças climáticas / foto: © AFP/Arquivos

Equador e Colômbia, potências hídricas em xeque por El Niño e mudanças climáticas

Colômbia e Equador são duas potências hídricas com dependência energética mútua. Mas uma seca prolongada esvaziou seus reservatórios de água e deixou os dois países expostos a uma escassez inédita e ao racionamento. Quais são as razões para esta crise?

Tamanho do texto:

1. Alinhamento climático nefasto

O aquecimento global e o crescimento demográfico minguaram a disponibilidade d'água nas últimas décadas em dois países onde grande parte da energia é gerada por fonte hidrelétrica.

Este ano, somou-se um fenômeno El Niño implacável e prolongado.

Os incêndios na Colômbia consumiram cerca de 17.100 hectares de vegetação em janeiro. Em março e abril, as chamas devastaram florestas na região central, no Caribe e na Amazônia, onde a umidade abundante permite resfriar as temperaturas globais.

O Equador também atravessou nestes meses um período "anormalmente seco", segundo seu organismo climático, e uma seca severa na região próxima às represas de Mazar e Paute, na província de Azuay (sul), um sistema que atende a 38% da demanda nacional de eletricidade.

Diante desta situação crítica, a Colômbia cessou as exportações de energia para o Equador. A medida agravou a crise no país vizinho, que determinou cortes diários de energia de até 13 horas.

2. Represas no vermelho

Cerca de 10 milhões de habitantes em Bogotá e arredores estão submetidos a racionamento de água desde 11 de abril.

Ao mesmo tempo, as reservas hídricas do sistema energético nacional caíram ao recorde de 30% de seu volume útil. A represa de El Peñol, na Antioquia (noroeste), a maior do país, registrou níveis de até 25%.

As termelétricas passaram, então, a operar com capacidade máxima na tentativa de abastecer uma população que aumentou em 5 milhões em uma década, segundo a autoridade estatística.

Reservas de água de temporadas chuvosas e "um parque térmico em muito boas condições" permitiram evitar os racionamentos de energia na Colômbia, assegura Ismael Suescún, engenheiro elétrico e professor aposentado da Universidade de Antioquia.

No Equador, a represa de Mazar chegou a registrar 0% de água em meados de abril.

O racionamento de energia neste país coincidiu com uma consulta popular que resolveu endurecer as leis para enfrentar o tráfico de drogas.

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, denunciou uma "sabotagem" e seu governo insinuou que a represa de Mazar foi esvaziada intencionalmente. Noboa ordenou militarizar as hidrelétricas, demitiu a então ministra da Energia e pediu que ela fosse investigada por "traição à pátria".

Imagens cedidas à AFP pela empresa de satélites Planet mostram uma redução sustentada nos níveis de água da represa entre janeiro e abril, ao invés de um declínio brusco.

Na segunda-feira, o presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou em sua conta na plataforma X que seu país estava "a ponto de voltar a vender energia ao Equador", enquanto as represas colombianas melhoram seus níveis.

3. Infraestrutura no limite

Para o consultor em energia Jorge Luis Hidalgo, a crise no Equador tem um "pecado original". Em 2024, os subsídios para a energia alcançaram cerca de 3 bilhões de dólares (cerca de R$ 15 bilhões, na cotação atual), com 16,6% deste orçamento destinado à eletricidade.

Mineradoras e outras grandes empresas se beneficiam de tarifas preferenciais de energia elétrica, quase dez vezes menores que o preço que o Estado pagou por importações da Colômbia.

Para Hidalgo, o dinheiro que entra no país não é suficiente para expandir a infraestrutura, nem para "manutenção e operações". É um sistema que não dá "retorno de investimento", explica.

Do lado colombiano, a infraestrutura não tem sido ampliada ao ritmo do crescimento demográfico em um país de 50 milhões de habitantes.

Petro foi criticado por descartar, por razões ambientais, a construção de uma nova represa para água potável quando era prefeito de Bogotá (2012-2015).

Em sua conta no X, o presidente defendeu sua decisão e culpou pela escassez o "grande processo de urbanização e o aumento insustentável da demanda de águia". Petro propôs medidas alternativas, como o aproveitamento da água da chuva.

Na Colômbia, cerca de 5% da geração de energia vêm de fontes eólicas e fotovoltaicas, um percentual baixo se comparado com países como o Chile, que em 2023 atendeu 37% de sua demanda com fontes renováveis não convencionais.

No Equador, a dependência de água para gerar energia é ainda maior, pois 92% "provêm de centrais hidráulicas, 7% de térmicas e 1% de fontes não convencionais", segundo o Ministério de Minas e Energia.

H.M.Hernandez--TFWP