The Fort Worth Press - Crescimento econômico da América Latina se modera a 2,3% no pós-pandemia, prevê FMI

USD -
AED 3.673042
AFN 63.503991
ALL 82.403989
AMD 368.150403
ANG 1.790403
AOA 918.000367
ARS 1465.449815
AUD 1.42575
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.705709
BBD 2.013483
BDT 122.708482
BGN 1.69088
BHD 0.37702
BIF 2985
BMD 1
BND 1.290663
BOB 6.90816
BRL 5.152304
BSD 0.999721
BTN 94.239742
BWP 13.585663
BYN 2.777729
BYR 19600
BZD 2.010527
CAD 1.415225
CDF 2280.000362
CHF 0.807055
CLF 0.02293
CLP 902.460396
CNY 6.769604
CNH 6.783725
COP 3452.68
CRC 453.506829
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.403894
CZK 21.091104
DJF 177.720393
DKK 6.516504
DOP 58.403884
DZD 133.34504
EGP 49.986489
ERN 15
ETB 158.37504
EUR 0.871881
FJD 2.235504
FKP 0.755711
GBP 0.755512
GEL 2.650391
GGP 0.755711
GHS 11.22504
GIP 0.755711
GMD 73.503851
GNF 8775.000355
GTQ 7.625892
GYD 209.119888
HKD 7.83685
HNL 26.68504
HRK 6.568104
HTG 130.583803
HUF 306.820388
IDR 17826.3
ILS 2.95976
IMP 0.755711
INR 94.330504
IQD 1310
IRR 1375000.000352
ISK 125.530386
JEP 0.755711
JMD 157.959917
JOD 0.70904
JPY 161.30504
KES 129.403801
KGS 87.450384
KHR 4010.00035
KMF 429.503794
KPW 900.00035
KRW 1527.650383
KWD 0.30793
KYD 0.833035
KZT 487.855928
LAK 22055.000349
LBP 89550.000349
LKR 333.641485
LRD 182.150382
LSL 16.405039
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.375039
MAD 9.225039
MDL 17.654036
MGA 4200.000347
MKD 53.732839
MMK 2099.479867
MNT 3580.422334
MOP 8.070939
MRU 40.060379
MUR 47.850378
MVR 15.450378
MWK 1737.000345
MXN 17.326504
MYR 4.137904
MZN 63.910377
NAD 16.403727
NGN 1360.440377
NIO 36.610377
NOK 9.680204
NPR 150.787532
NZD 1.741735
OMR 0.384983
PAB 0.999725
PEN 3.384039
PGK 4.38775
PHP 60.716504
PKR 278.325038
PLN 3.71375
PYG 6138.96617
QAR 3.640504
RON 4.568104
RSD 102.170373
RUB 73.103247
RWF 1464
SAR 3.74824
SBD 8.061424
SCR 13.683262
SDG 600.503676
SEK 9.57882
SGD 1.292404
SHP 0.746601
SLE 24.750371
SLL 20969.503664
SOS 571.503662
SRD 37.402504
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.747449
SYP 110.532098
SZL 16.403649
THB 32.890369
TJS 9.272075
TMT 3.5
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.438204
TTD 6.779085
TWD 31.715038
TZS 2630.985038
UAH 44.909735
UGX 3638.520172
UYU 39.96965
UZS 12005.000334
VES 606.63266
VND 26310
VUV 118.132932
WST 2.751795
XAF 572.078806
XAG 0.015419
XAU 0.00024
XCD 2.70255
XCG 1.801643
XDR 0.703697
XOF 565.000332
XPF 104.250363
YER 238.603589
ZAR 16.458037
ZMK 9001.203584
ZMW 17.919703
ZWL 321.999592
Crescimento econômico da América Latina se modera a 2,3% no pós-pandemia, prevê FMI
Crescimento econômico da América Latina se modera a 2,3% no pós-pandemia, prevê FMI / foto: © AFP/Arquivos

Crescimento econômico da América Latina se modera a 2,3% no pós-pandemia, prevê FMI

Depois de se recuperar da pandemia, o crescimento econômico da América Latina vai se moderar de 4,1% em 2022 para 2,3% este ano e no próximo, devido à desaceleração sofrida pelos principais parceiros e às tensões geopolíticas, entre outros fatores, indicou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta sexta-feira (13).

Tamanho do texto:

No seu relatório sobre as perspectivas econômicas para as Américas, o FMI observa que a inflação geral na região, excluindo Argentina e Venezuela, será de cerca de 5% em 2023 e de 3,6% em 2024, em comparação com os 7,8% de 2022.

O crescimento do Brasil foi "mais resiliente do que o esperado", apontou o relatório, situando-se em 3,1% em 2023, acima dos 2,9% do ano passado. Até 2024, no entanto, o Fundo espera que desacelere para 1,5%.

"A América Latina resistiu com sucesso aos recentes choques globais e teve um desempenho sólido em 2022 e no início de 2023, embora o crescimento esteja enfraquecendo", afirmou, em um comunicado, o diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Rodrigo Valdés.

E isto se deve ao enfraquecimento da demanda externa e interna, por um lado, e por outro, aos efeitos desfasados da valorização da moeda em alguns países, segundo o documento.

O Fundo observa que, embora pareça que os riscos para as perspectivas econômicas são mais equilibrados do que em abril - quando a organização publicou as suas últimas estimativas - eles permanecem "enviesados para baixo".

Entre os riscos externos, o relatório menciona o menor crescimento nos principais parceiros comerciais, a volatilidade dos preços das matérias-primas, os choques inflacionários, a turbulência nos mercados financeiros mundiais e o aumento das tensões geopolíticas.

Em nível regional, os principais riscos estão ligados à inflação e às tensões sociais, além dos relacionados ao clima, que trarão desafios a curto e médio prazos, especialmente para a América Central e o Caribe.

O relatório alerta, ainda, para o impacto que o fenômeno climático El Niño poderá ter na região, o que "pode gerar um impacto negativo na atividade econômica".

- Economia resistente -

O Fundo recomenda a aprovação de políticas que promovam o comércio e os investimentos, mas, acima de tudo, a coesão e a proteção social.

"Apesar dos progressos alcançados [...], a pobreza e a desigualdade continuam altas na região", disse Rodrigo Valdés, apelando ao "fortalecimento dos mecanismos de proteção social e à abordagem do problema da insegurança".

No caso do México, o FMI projeta um crescimento de 3,2% para 2023, inferior ao registrado em 2022 (3,9%), mas melhor que as expectativas iniciais.

O relatório aponta que, embora o país tenha demorado a se recuperar da pandemia de covid-19, setores que antes ficavam para trás, como a construção civil, agora estão à frente.

Na Colômbia, depois do forte crescimento de 2022 (7,3%), a economia está desacelerando e o Fundo prevê que em 2023 o índice se situe em 1,4%, antes de se recuperar no próximo ano, a 2,0%.

No Chile, que em 2022 teve um crescimento de 2,4%, o FMI espera uma contração de 0,5% este ano, antes de se recuperar para +1,6% em 2024, impulsionado pelas exportações e pela recuperação do consumo.

O Chile "foi um dos países do mundo que teve a maior expansão de políticas durante a covid, e isso gerou um desequilíbrio muito grande na economia", indicou Valdés em coletiva de imprensa, para explicar a contração da economia chilena.

"Quando os países têm este tipo de desenvolvimento, precisam de um ajuste posteriormente [...] Vemos que fizeram muitos progressos e que tem sido uma reação cuidadosa e cautelosa por parte das autoridades", acrescentou.

- Flexibilizar políticas monetárias com prudência -

A inflação na região diminuiu, embora o relatório não tenha considerado os dados da Argentina, que é muito imprevisível em um contexto de alta volatilidade cambial, ou da Venezuela, onde não existem números oficiais.

O Fundo destaca que "a rápida resposta dos bancos centrais da região foi decisiva no controle da inflação" e destaca que a evolução de economias como Chile, Colômbia, Brasil e México está em linha com a do resto do mundo, exceto em mercados europeus emergentes, onde a inflação aumentou devido à invasão russa da Ucrânia.

"Continuará sendo necessário encontrar um equilíbrio justo entre colocar a inflação em uma trajetória descendente duradoura e minimizar o risco de um período prolongado de crescimento fraco", disse Valdés no comunicado.

"É crucial determinar o ritmo adequado de flexibilização monetária e avaliar o impacto que o endurecimento anterior teve na inflação, já que a política monetária opera com desfasagens", insistiu.

C.Dean--TFWP