The Fort Worth Press - Magia ou rejeição, duas experiências opostas com um implante cerebral

USD -
AED 3.672503
AFN 62.499966
ALL 82.669181
AMD 376.230888
ANG 1.790083
AOA 916.999772
ARS 1397.329697
AUD 1.432203
AWG 1.80225
AZN 1.67023
BAM 1.684191
BBD 2.010067
BDT 122.460754
BGN 1.709309
BHD 0.377563
BIF 2964.056903
BMD 1
BND 1.276953
BOB 6.911428
BRL 5.234503
BSD 0.997972
BTN 93.511761
BWP 13.674625
BYN 2.954524
BYR 19600
BZD 2.007225
CAD 1.37869
CDF 2277.496692
CHF 0.78943
CLF 0.023245
CLP 917.860279
CNY 6.892701
CNH 6.899598
COP 3705.22
CRC 464.994123
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.953305
CZK 21.0509
DJF 177.721517
DKK 6.43958
DOP 59.786189
DZD 132.470985
EGP 52.607704
ERN 15
ETB 154.279108
EUR 0.861598
FJD 2.24025
FKP 0.747226
GBP 0.745845
GEL 2.704981
GGP 0.747226
GHS 10.903627
GIP 0.747226
GMD 73.511051
GNF 8747.24442
GTQ 7.642594
GYD 208.863457
HKD 7.82091
HNL 26.426305
HRK 6.490602
HTG 130.855608
HUF 335.350089
IDR 16900
ILS 3.11834
IMP 0.747226
INR 93.915798
IQD 1307.361768
IRR 1313025.000513
ISK 123.919958
JEP 0.747226
JMD 157.486621
JOD 0.709034
JPY 158.779501
KES 129.596279
KGS 87.448499
KHR 4005.063378
KMF 425.999732
KPW 900.014346
KRW 1499.150037
KWD 0.30629
KYD 0.831676
KZT 481.782876
LAK 21486.820464
LBP 89375.339068
LKR 313.699656
LRD 183.13807
LSL 17.013787
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.362944
MAD 9.303745
MDL 17.455028
MGA 4166.899883
MKD 53.064774
MMK 2100.167588
MNT 3569.46809
MOP 8.04266
MRU 39.802636
MUR 46.459758
MVR 15.459925
MWK 1730.481919
MXN 17.71475
MYR 3.958968
MZN 63.909906
NAD 17.013787
NGN 1377.430252
NIO 36.726715
NOK 9.699565
NPR 149.61272
NZD 1.71578
OMR 0.384501
PAB 0.997963
PEN 3.451997
PGK 4.309899
PHP 59.996501
PKR 278.8205
PLN 3.68025
PYG 6511.920293
QAR 3.639338
RON 4.389602
RSD 101.210987
RUB 80.756231
RWF 1459.995436
SAR 3.751761
SBD 8.041975
SCR 13.770102
SDG 601.000023
SEK 9.30298
SGD 1.27884
SHP 0.750259
SLE 24.600258
SLL 20969.510825
SOS 570.306681
SRD 37.339844
STD 20697.981008
STN 21.09741
SVC 8.732681
SYP 110.948257
SZL 17.012336
THB 32.628034
TJS 9.575933
TMT 3.51
TND 2.927264
TOP 2.40776
TRY 44.3539
TTD 6.780508
TWD 31.943014
TZS 2572.558996
UAH 43.82926
UGX 3737.239351
UYU 40.671515
UZS 12175.463071
VES 458.87816
VND 26350
VUV 119.508072
WST 2.738201
XAF 564.849586
XAG 0.013677
XAU 0.000219
XCD 2.70255
XCG 1.798634
XDR 0.702492
XOF 564.869043
XPF 102.697908
YER 238.59885
ZAR 16.865375
ZMK 9001.199211
ZMW 18.887324
ZWL 321.999592
Magia ou rejeição, duas experiências opostas com um implante cerebral
Magia ou rejeição, duas experiências opostas com um implante cerebral / foto: © AFP

Magia ou rejeição, duas experiências opostas com um implante cerebral

Ian Burkhart encarou sua mão e imaginou fechá-la. E, para sua grande surpresa, deu certo.

Tamanho do texto:

Este caso aconteceu em 2014 e foi a primeira vez que um paralítico recuperou a capacidade de mover o braço apenas com a força da mente, graças a um implante no cérebro.

"Foi o momento mágico que mostrou que era possível, que não era ficção científica", entusiasmou-se Ian Burkhart, antigo voluntário em um ensaio experimental de interface cérebro-computador.

Este setor, dominado pelas empresas Synchron e Neuralink de Elon Musk, está em expansão e procura utilizar implantes e algoritmos para restaurar a mobilidade perdida, as capacidades de comunicação ou tratar problemas neurológicos, como a epilepsia.

No entanto, viver com um implante cerebral é uma experiência singular.

- "Uma época triste" -

Após um acidente de mergulho em 2010, Ian Burkhart ficou paralisado dos ombros para baixo.

"Com 19 anos, foi muito difícil ouvir" o diagnóstico, contou o americano, em sua casa em Ohio à AFP, por chamada de vídeo.

Quando soube que uma empresa americana sem fins lucrativos, a Batelle, procurava voluntários para um teste - NeuroLife - de restauração do movimento das mãos, ele não hesitou.

Um aparelho do tamanho de uma ervilha, com cem eletrodos, foi implantado próximo ao córtex motor, a parte do cérebro que controla o movimento.

Este dispositivo registrava sua atividade cerebral e a transmitia a um computador, que decifrava, com a ajuda de um algoritmo, a maneira exata como ele queria mover a mão. A mensagem foi transmitida a uma braçadeira de eletrodo colocada em seu antebraço direito, que estimulou os músculos pertinentes.

Ian Burkhart tornou-se tão habilidoso com a mão que era capaz de tocar solos de guitarra com o jogo de videogame Guitar Hero. No entanto, o financiamento para o teste acabou após 7 anos e meio e o implante foi removido em 2021.

"Foi realmente uma época triste", lembrou Burkhart, agora com 32 anos.

A surpresa foi atenuada pelo fato de que ele só conseguia usar essa tecnologia no laboratório, poucas horas por semana.

Além disso, seu couro cabeludo, infeccionado, "tenta fechar permanentemente, mas não consegue porque há um pedaço de metal" sobressalente.

Bukhart ainda tem uma opinião positiva sobre sua experiência e defende as interfaces cérebro-computador. Ele considera que o medo é infundado, mas defende que se leve mais em conta as experiências dos pacientes.

Ele planeja receber outro implante no futuro, mas prefere que seja permanente.

- "Um robô estranho dentro de mim" -

Hannah Galvin não ficou tão satisfeita. Aos 22 anos, a australiana viu seus sonhos na dança clássica serem destruídos por uma epilepsia incapacitante. Ela recebeu, então, um implante experimental.

"Eu teria feito qualquer coisa. Parecia uma oportunidade de recuperar minha vida", disse à AFP Galvin, agora com 35 anos, na Tasmânia, Austrália.

Um eletroencefalograma, que registra a atividade elétrica, foi implantado em seu cérebro como parte de um estudo realizado pela empresa americana NeuroVista.

A ideia era que o dispositivo a alertasse se um episódio de convulsão fosse iminente. Mas, uma vez implantado, o dispositivo não parava de ser ativado, o que levou a jovem a acreditar que estava com defeito.

O aparelho funcionava: Hannah Galvin acabou tendo mais de 100 convulsões por dia — nem ela nem seus médicos sabiam que eram tão comuns.

Ela ficava constrangida em público com as luzes que piscavam constantemente e o bipe do aparelho. Tinha cada vez mais a impressão de que "havia alguém na (sua) cabeça e não era (ela)".

"Era um robô estranho dentro de mim e eu queria tirá-lo da minha cabeça", contou.

A retirada do implante proporcionou um alívio imenso, mas sua autoestima estava tão abalada que ela não queria mais sair de casa e precisou tomar antidepressivos.

Embora tenha levado anos para aceitar que suas convulsões a impediriam de trabalhar, Galvin agora afirma levar "uma vida feliz" entre pinturas e fotografias.

Ela aconselha os pacientes que consideram um implante cerebral a "serem mais cautelosos" do que ela.

T.Dixon--TFWP