The Fort Worth Press - Em Paris, Lula intensifica pressão sobre negociações do acordo UE-Mercosul

USD -
AED 3.672498
AFN 65.99991
ALL 81.873378
AMD 378.439802
ANG 1.79008
AOA 917.000148
ARS 1448.487698
AUD 1.429899
AWG 1.8
AZN 1.712449
BAM 1.658498
BBD 2.01317
BDT 122.152876
BGN 1.67937
BHD 0.377029
BIF 2961.725511
BMD 1
BND 1.270543
BOB 6.906845
BRL 5.229803
BSD 0.999546
BTN 90.307481
BWP 13.806116
BYN 2.86383
BYR 19600
BZD 2.010235
CAD 1.36624
CDF 2154.999626
CHF 0.776945
CLF 0.02185
CLP 862.749928
CNY 6.9465
CNH 6.934635
COP 3630.63
CRC 496.408795
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.503553
CZK 20.62655
DJF 177.998262
DKK 6.33157
DOP 62.937775
DZD 129.991046
EGP 46.951301
ERN 15
ETB 155.042675
EUR 0.84772
FJD 2.20415
FKP 0.732491
GBP 0.73095
GEL 2.695043
GGP 0.732491
GHS 10.950041
GIP 0.732491
GMD 73.501068
GNF 8769.058562
GTQ 7.666672
GYD 209.120397
HKD 7.81214
HNL 26.408086
HRK 6.3869
HTG 131.107644
HUF 322.772002
IDR 16766.9
ILS 3.09203
IMP 0.732491
INR 90.26235
IQD 1309.380459
IRR 42125.000158
ISK 122.920095
JEP 0.732491
JMD 156.640605
JOD 0.708964
JPY 155.856028
KES 129.000283
KGS 87.450297
KHR 4033.037668
KMF 417.999918
KPW 899.987247
KRW 1449.489768
KWD 0.30732
KYD 0.83298
KZT 501.119346
LAK 21499.832523
LBP 89508.041026
LKR 309.380459
LRD 185.911623
LSL 16.009531
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.319217
MAD 9.168716
MDL 16.926717
MGA 4429.877932
MKD 52.274308
MMK 2100.119929
MNT 3568.429082
MOP 8.04357
MRU 39.901294
MUR 45.889749
MVR 15.449674
MWK 1733.257012
MXN 17.286645
MYR 3.932499
MZN 63.749886
NAD 16.009531
NGN 1390.639711
NIO 36.785781
NOK 9.664365
NPR 144.492309
NZD 1.658525
OMR 0.384522
PAB 0.999521
PEN 3.364907
PGK 4.282347
PHP 59.127012
PKR 279.545138
PLN 3.57944
PYG 6631.277242
QAR 3.634567
RON 4.321031
RSD 99.548006
RUB 77.018176
RWF 1458.783824
SAR 3.750085
SBD 8.058101
SCR 13.790532
SDG 601.496925
SEK 8.91905
SGD 1.27107
SHP 0.750259
SLE 24.47503
SLL 20969.499267
SOS 570.272883
SRD 38.114498
STD 20697.981008
STN 20.775741
SVC 8.746163
SYP 11059.574895
SZL 16.015332
THB 31.573496
TJS 9.340767
TMT 3.51
TND 2.890372
TOP 2.40776
TRY 43.480601
TTD 6.770319
TWD 31.604497
TZS 2584.039658
UAH 43.256279
UGX 3563.251531
UYU 38.49872
UZS 12236.487289
VES 371.640565
VND 26002
VUV 119.537583
WST 2.726316
XAF 556.244594
XAG 0.011336
XAU 0.000202
XCD 2.70255
XCG 1.801384
XDR 0.691072
XOF 556.244594
XPF 101.131218
YER 238.374986
ZAR 15.97435
ZMK 9001.1992
ZMW 19.615608
ZWL 321.999592
Em Paris, Lula intensifica pressão sobre negociações do acordo UE-Mercosul
Em Paris, Lula intensifica pressão sobre negociações do acordo UE-Mercosul / foto: © AFP

Em Paris, Lula intensifica pressão sobre negociações do acordo UE-Mercosul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, nesta sexta-feira (23) em Paris, a pressão sobre a União Europeia (UE) nas negociações de um acordo de livre-comércio com os países do Mercosul, objeto de demandas cruzadas e de frustrações.

Tamanho do texto:

O líder de esquerda participou de um almoço de trabalho com seu colega francês, Emmanuel Macron. Pressionado por seu setor agropecuário, ele agora defende novas exigências de regulação ambiental que, na prática, enterram o acordo.

Horas antes do encontro, Lula levantou a questão, publicamente, em um fórum de uma cúpula internacional dedicada ao financiamento da luta contra a mudança climática.

Lula se manifestou de forma veemente contra uma carta enviada pela UE em março ao Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

Nela, o bloco europeu de 27 países faz uma série de exigências ambientais adicionais relativas ao setor agropecuário e torna obrigatório o cumprimento de vários compromissos do Acordo do Clima de Paris de 2015.

Seus partidários alegam os riscos de uma concorrência desleal para os produtores europeus, devido às diferenças de regulamentações entre os dois blocos, e de os consumidores se tornarem cúmplices do desmatamento na América do Sul, em função da abertura das fronteiras a muitos produtos desta origem.

"Não é possível ter uma associação estratégica e ter uma carta adicional, ameaçando um parceiro estratégico", disse Lula à plateia, onde estavam, entre outros, o presidente francês e o chanceler alemão, Olaf Scholz.

Segundo Lula, o documento adicional não permite um acordo de imediato. Seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que as exigências adicionais de Bruxelas mostram uma vontade de adiar a decisão de ratificar a aliança.

Os quatro países sul-americanos preveem responder à abordagem do bloco europeu na próxima semana.

Em alusão às exigências dos europeus, Lula também falou sobre as metas climáticas do Brasil e reforçou o objetivo de "zero desmatamento" ilegal até 2030.

De janeiro, quando assumiu seu terceiro mandato presidencial, até o mês de maio, o desmatamento da Amazônia brasileira diminuiu 31% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados oficiais.

Sob a presidência de seu antecessor Jair Bolsonaro (2019-2022), o desmatamento médio anual da Amazônia aumentou mais de 75% em relação à década anterior.

- Um longo processo de negociações -

O acordo UE-Mercosul foi anunciado em 2019, após duas décadas de negociações. O processo de ratificação ficou, no entanto, bloqueado e se complicou ainda mais com o vazamento da carta da UE em março com as novas exigências.

Na quinta-feira, sindicatos e associações agrícolas francesas pediram a Macron para responder com um "não firme e definitivo" ao acordo comercial com o Mercosul em sua forma atual.

Fontes da delegação brasileira afirmaram que estão cientes do perfil protecionista do setor agropecuário francês. Apostam, no entanto, na nova realidade geopolítica gerada pela guerra na Ucrânia e em seus efeitos sobre as redes que abastecimento que obrigam à diversificação de fornecedores de energia e alimentos. O Brasil pretende ser um aliado estratégico da UE nestes setores.

O gigante latino-americano também não esconde sua "carta na manga": sua relação comercial com a China, seu principal parceiro nesse setor.

A posição de Lula sobre o conflito na Ucrânia foi lembrada durante a visita.

O jornal de esquerda Libération exibiu em sua capa uma foto de Lula com a manchete "A decepção" (La decepción). O jornal denunciou suas "posições antiatlânticas" por se distanciar de Washington e se recusar a tomar partido da Ucrânia.

A publicação destacou também que Lula "precisará de apoio ocidental, se quiser respeitar seus compromissos ambientais" frente às pressões do agronegócio brasileiro e de um Congresso de maioria conservadora.

Fontes da delegação brasileira indicaram que Lula espera o momento e local propícios para tentar promover a paz entre a Rússia e a Ucrânia, um cenário ainda distante.

H.M.Hernandez--TFWP