The Fort Worth Press - 'Divas' históricas e suas lutas sociais são tema de exposição em Londres

USD -
AED 3.672498
AFN 65.99991
ALL 81.873378
AMD 378.439802
ANG 1.79008
AOA 917.000148
ARS 1448.487698
AUD 1.429899
AWG 1.8
AZN 1.712449
BAM 1.658498
BBD 2.01317
BDT 122.152876
BGN 1.67937
BHD 0.377029
BIF 2961.725511
BMD 1
BND 1.270543
BOB 6.906845
BRL 5.229803
BSD 0.999546
BTN 90.307481
BWP 13.806116
BYN 2.86383
BYR 19600
BZD 2.010235
CAD 1.36624
CDF 2154.999626
CHF 0.776945
CLF 0.02185
CLP 862.749928
CNY 6.9465
CNH 6.934635
COP 3630.63
CRC 496.408795
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.503553
CZK 20.62655
DJF 177.998262
DKK 6.33157
DOP 62.937775
DZD 129.991046
EGP 46.951301
ERN 15
ETB 155.042675
EUR 0.84772
FJD 2.20415
FKP 0.732491
GBP 0.73095
GEL 2.695043
GGP 0.732491
GHS 10.950041
GIP 0.732491
GMD 73.501068
GNF 8769.058562
GTQ 7.666672
GYD 209.120397
HKD 7.81214
HNL 26.408086
HRK 6.3869
HTG 131.107644
HUF 322.772002
IDR 16766.9
ILS 3.09203
IMP 0.732491
INR 90.26235
IQD 1309.380459
IRR 42125.000158
ISK 122.920095
JEP 0.732491
JMD 156.640605
JOD 0.708964
JPY 155.856028
KES 129.000283
KGS 87.450297
KHR 4033.037668
KMF 417.999918
KPW 899.987247
KRW 1449.489768
KWD 0.30732
KYD 0.83298
KZT 501.119346
LAK 21499.832523
LBP 89508.041026
LKR 309.380459
LRD 185.911623
LSL 16.009531
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.319217
MAD 9.168716
MDL 16.926717
MGA 4429.877932
MKD 52.274308
MMK 2100.119929
MNT 3568.429082
MOP 8.04357
MRU 39.901294
MUR 45.889749
MVR 15.449674
MWK 1733.257012
MXN 17.286645
MYR 3.932499
MZN 63.749886
NAD 16.009531
NGN 1390.639711
NIO 36.785781
NOK 9.664365
NPR 144.492309
NZD 1.658525
OMR 0.384522
PAB 0.999521
PEN 3.364907
PGK 4.282347
PHP 59.127012
PKR 279.545138
PLN 3.57944
PYG 6631.277242
QAR 3.634567
RON 4.321031
RSD 99.548006
RUB 77.018176
RWF 1458.783824
SAR 3.750085
SBD 8.058101
SCR 13.790532
SDG 601.496925
SEK 8.91905
SGD 1.27107
SHP 0.750259
SLE 24.47503
SLL 20969.499267
SOS 570.272883
SRD 38.114498
STD 20697.981008
STN 20.775741
SVC 8.746163
SYP 11059.574895
SZL 16.015332
THB 31.573496
TJS 9.340767
TMT 3.51
TND 2.890372
TOP 2.40776
TRY 43.480601
TTD 6.770319
TWD 31.604497
TZS 2584.039658
UAH 43.256279
UGX 3563.251531
UYU 38.49872
UZS 12236.487289
VES 371.640565
VND 26002
VUV 119.537583
WST 2.726316
XAF 556.244594
XAG 0.011336
XAU 0.000202
XCD 2.70255
XCG 1.801384
XDR 0.691072
XOF 556.244594
XPF 101.131218
YER 238.374986
ZAR 15.97435
ZMK 9001.1992
ZMW 19.615608
ZWL 321.999592
'Divas' históricas e suas lutas sociais são tema de exposição em Londres
'Divas' históricas e suas lutas sociais são tema de exposição em Londres / foto: © AFP/Arquivos

'Divas' históricas e suas lutas sociais são tema de exposição em Londres

Artistas empoderadas que uniram suas vozes ao feminismo, ao combate ao racismo e à luta pelos direitos LGBT. Desde cantoras de ópera de séculos atrás até jovens superestrelas do pop, as "divas" são o tema de uma grande exposição em Londres.

Tamanho do texto:

Em "DIVA", o Victoria & Albert Museum apresenta, de 24 de junho a 7 de abril de 2024, as histórias de dezenas de artistas caracterizadas por sua imagem inconfundível, seu talento marcante e seu inconformismo transformador.

A mostra inclui mais de 250 itens - fotografias, cartazes, revistas, trechos de filmes e videoclipes - acompanhados por uma trilha sonora que evolui, transmitida por fones de ouvido interativos.

O foco da exposição, porém, são 60 trajes: das peças de lantejoulas usadas pela artista e ativista francesa Josephine Baker no início do século passado aos modernos designs de Stella McCartney para a cantora americana Billie Eilish, passando por modelos de grandes estilistas vestidos em tapetes vermelhos e cerimônias de premiação.

"Desde as cantoras de ópera do início do século XIX que encomendavam seus próprios vestidos de alta-costura até o tipo de passarela contemporânea que vemos no Met Gala ou nos palcos, a imagem da diva e como ela se expressa por meio da moda é incrivelmente importante", explica a curadora Kate Bailey à AFP.

A exposição, que traça um percurso de quase dois séculos de empoderamento feminino, começa com o primeiro uso da palavra italiana "diva" (deusa, divindade) para se referir a grandes cantoras de ópera, como a soprano Adelina Patti, que no século XIX era a mulher mais conhecida na Grã-Bretanha depois da rainha Victoria.

O status de diva permitiu a essas mulheres uma independência incomum para a época, tornando-as pioneiras na luta pela igualdade.

O conceito evoluiu para os palcos, com dançarinas como a americana Isadora Duncan e atrizes como a francesa Sarah Bernhardt. "Minha vida tem sido uma luta para fazer as coisas do meu jeito, sentindo que tinha razão", afirmou Bernhardt, nascida em 1844, que interpretou papéis masculinos como o Hamlet de Shakespeare.

- Da igualdade de gênero à fluidez de gênero -

Mais tarde, essa figura passou para o cinema, primeiro mudo e depois com som.

Parte significativa da exposição é dedicada às icônicas Greta Garbo, Marlene Dietrich, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe - a última representada pelo célebre retrato pop de Andy Warhol.

Em trechos de filmes, são exibidos os trajes usados em longa-metragens como "Cleópatra" (1963) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959).

"DIVA" conta a luta dessas artistas para se destacarem em um mundo dominado por homens e inclui uma cronologia da evolução paralela do feminismo e das indústrias criativas.

A ideia é mostrar "a diva e seu poder, a diva e sua criatividade (...), ter uma voz e usar essa plataforma para mudar as coisas", diz Bailey.

Foi o que fizeram divas do jazz como Nina Simone e Ella Fitzgerald para romper barreiras raciais nos Estados Unidos, explica a mostra, junto com imagens mais recentes do movimento Black Lives Matter.

Se a parte mais moderna da exposição se concentra em figuras de poder e grandes empresárias como Tina Turner ou Cher, com seus espetaculares trajes desenhados pelo americano Bob Mackie, também não faltam representantes do punk, como a inglesa Siouxsie Sioux, com suas roupas não conformistas criadas por Pam Hogg.

Inseparáveis do conceito de "transformação", divas contemporâneas como Madonna, Björk ou Lady Gaga mostram uma capacidade camaleônica de se reinventar, que levou algumas, como Annie Lennox, a brincar com as fronteiras entre o feminino e o masculino.

Essa fluidez de gênero permite incluir outras "divas" que, à imagem de Freddie Mercury, Elton John ou Prince, contribuíram para a luta LGBT com suas plumas e sapatos de salto alto, chegando a figuras disruptivas como o rapper queer negro Lil Nas X.

Por "falta de espaço", segundo Bailey, artistas hispânicas como Shakira e Rosalía não foram incluídas. "Talvez, se levássemos a exposição para a Espanha ou a América Latina, seria diferente", afirma.

J.P.Cortez--TFWP