The Fort Worth Press - JPMorgan pagará 290 milhões de dólares a vítimas de Jeffrey Epstein

USD -
AED 3.673042
AFN 64.000368
ALL 80.559269
AMD 363.520403
ANG 1.790365
AOA 918.000367
ARS 1524.747504
AUD 1.42296
AWG 1.80075
AZN 1.70397
BAM 1.714464
BBD 2.012413
BDT 122.948664
BGN 1.683441
BHD 0.376649
BIF 3009.415106
BMD 1
BND 1.276562
BOB 12.244898
BRL 5.200457
BSD 0.999106
BTN 95.679045
BWP 13.604786
BYN 3.018795
BYR 19600
BZD 2.00952
CAD 1.41513
CDF 2310.000362
CHF 0.82901
CLF 0.024368
CLP 962.203912
CNY 6.71135
CNH 6.723895
COP 3317.49
CRC 454.274493
CUC 1
CUP 23.978646
CVE 96.662634
CZK 21.385104
DJF 177.720393
DKK 6.56233
DOP 59.418613
DZD 133.781625
EGP 51.765104
ERN 15
ETB 162.087103
EUR 0.87782
FJD 2.24725
FKP 0.756753
GBP 0.754985
GEL 2.61504
GGP 0.756753
GHS 11.604951
GIP 0.756753
GMD 73.503851
GNF 8787.432499
GTQ 7.630269
GYD 209.052178
HKD 7.84427
HNL 26.817273
HRK 6.613904
HTG 130.75952
HUF 320.43604
IDR 17957
ILS 3.04806
IMP 0.756753
INR 95.742704
IQD 1308.910162
IRR 1374575.000352
ISK 120.270386
JEP 0.756753
JMD 158.069366
JOD 0.70904
JPY 157.288504
KES 129.530385
KGS 87.448204
KHR 4063.223227
KMF 433.00035
KPW 900.000318
KRW 1356.303789
KWD 0.30865
KYD 0.832592
KZT 442.57352
LAK 22411.284101
LBP 89473.841083
LKR 329.886786
LRD 171.856371
LSL 16.301459
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.387819
MAD 9.588067
MDL 17.734435
MGA 4411.249036
MKD 53.977298
MMK 2099.49869
MNT 3598.832458
MOP 8.072056
MRU 40.194433
MUR 47.530378
MVR 15.450378
MWK 1732.502279
MXN 17.71373
MYR 4.074204
MZN 63.910377
NAD 16.301459
NGN 1325.830377
NIO 36.766253
NOK 9.505075
NPR 153.086647
NZD 1.765675
OMR 0.384492
PAB 0.999106
PEN 3.391893
PGK 4.451574
PHP 62.345038
PKR 276.855854
PLN 3.83815
PYG 5889.262922
QAR 3.641998
RON 4.628604
RSD 103.164038
RUB 84.150357
RWF 1476.627731
SAR 3.749807
SBD 8.000512
SCR 13.951753
SDG 601.503676
SEK 9.91538
SGD 1.277495
SHP 0.755002
SLE 24.650371
SLL 20969.491881
SOS 571.04285
SRD 37.667504
STD 20697.981008
STN 21.477663
SVC 8.742724
SYP 13002.000254
SZL 16.297602
THB 33.377504
TJS 9.217161
TMT 3.51
TND 2.957752
TOP 2.40776
TRY 48.963404
TTD 6.795708
TWD 31.736404
TZS 2644.998038
UAH 44.740953
UGX 3913.317904
UYU 40.026123
UZS 11824.624919
VES 852.43145
VND 25976
VUV 118.506411
WST 2.765483
XAF 575.812448
XAG 0.015545
XAU 0.000233362426
XCD 2.70255
XCG 1.8005
XDR 0.707052
XOF 575.812448
XPF 104.548005
YER 236.650363
ZAR 16.31735
ZMK 9001.203584
ZMW 19.490322
ZWL 321.999592
SSP 5712.5919
MXV 2.007353
JPMorgan pagará 290 milhões de dólares a vítimas de Jeffrey Epstein
JPMorgan pagará 290 milhões de dólares a vítimas de Jeffrey Epstein / foto: © AFP/Arquivos

JPMorgan pagará 290 milhões de dólares a vítimas de Jeffrey Epstein

O banco americano JPMorgan Chase pagará 290 milhões de dólares (cerca de 1,47 bilhão de reais na cotação atual) às supostas vítimas do falecido financista Jeffrey Epstein, acusado de exploração sexual de menores. O acordo foi anunciado nesta segunda-feira (12) e evita um julgamento de grande repercussão midiática.

Tamanho do texto:

O valor, divulgado inicialmente pelo Wall Street Journal, foi confirmado à AFP por um dos advogados das vítimas, David Boies.

"As partes acreditam que este acordo é o melhor para todos, especialmente para as vítimas que sobreviveram aos terríveis abusos do senhor Epstein", afirmou um comunicado conjunto.

Em 2008, Jeffrey Epstein foi condenado por pagar garotas por massagens a pessoas de seu entorno na Flórida, mas após um acordo judicial secreto, foi sentenciado a 13 meses de prisão e se livrou de um julgamento federal.

Mais tarde, em 2019, foi acusado e preso por organizar, durante vários anos, uma rede formada por dezenas de jovens, com as quais manteve relações sexuais em suas propriedades. Suicidou-se na prisão algumas semanas depois, antes de ser julgado.

- "Acordos históricos" -

O acordo é alcançado após uma primeira bem-sucedida negociação em meados de maio, com o Deutsche Bank.

Na ocasião, foi anunciado que o banco alemão pagaria 75 milhões de dólares (cerca de 382 milhões de reais na cotação da época) para resolver um litígio, no qual o banco alemão foi acusado de se beneficiar, ao apoiar o esquema do falecido magnata.

Os advogados das vítimas alegaram que a instituição alemã permitiu que o suposto predador sexual atuasse graças aos serviços financeiros que prestou desde 2013.

O acordo foi alcançado após uma ação coletiva iniciada contra um acusado não identificado, apresentada por uma mulher também sob anonimato — aparentemente a mesma do caso do JPMorgan —, em novembro de 2022.

"Estes acordos são históricos e mudarão a vida das sobreviventes", disse Sigrid McCawley, uma das advogadas da suposta vítima.

"O dinheiro que, durante muito tempo, fluiu entre a rede de prostituição de Jeffrey Epstein e os principais bancos de Wall Street, agora tem um bom uso."

Segundo McCawley, estas decisões "indicam que as instituições financeiras têm um papel importante para identificar e deter o tráfico sexual".

- Trama complexa -

Esta resolução consensual livra o banco de uma ação civil que provavelmente teria despertado muita atenção midiática e poderia associar, com ou sem razão, a imagem do JPMorgan Chase à de Jeffrey Epstein.

O anúncio foi divulgado no dia da decisão do juiz federal Jed Rakoff, que permitiu que a demanda fosse habilitada como ação coletiva, aberta a todas as supostas vítimas de abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein.

O caso chegou inclusive ao emblemático diretor-executivo do banco, Jamie Dimon, que precisou testemunhar várias vezes em maio, apesar de não estar implicado diretamente.

Os advogados das supostas vítimas haviam solicitado que o alto executivo prestasse depoimento novamente.

Um ex-executivo do JPMorgan Chase, James "Jes" Staley, está no centro da relação do banco com Epstein, de quem era amigo.

O homem, que atuou como diretor do setor de serviços 'premium' (destinados a clientes ricos e instituições), saiu do banco em 2013 e afirmou que mencionou o caso de Epstein a Dimon, que negou. JPMorgan Chase o processou em um tribunal civil.

"Qualquer associação com ele (Epstein) foi um erro e lamentamos", destacou o banco JPMorgan em nota enviada à AFP. "Nunca teríamos continuado nossa relação com ele se soubéssemos que estava usando nosso banco para facilitar crimes cruéis."

O JPMorgan também é objeto de uma ação apresentada pelo governo das Ilhas Virgens, território dos Estados Unidos no Caribe, que também o acusa de proporcionar serviços bancários a Epstein que o permitiram sustentar sua rede de prostituição.

Iniciada em 2022 por uma mulher, cuja identidade não foi revelada, a ação coletiva acusa a JPMorgan Chase de facilitar o comportamento de Jeffrey Epstein, ao permitir o financiamento de suas atividades. As acusações foram negadas pelo banco.

P.Navarro--TFWP