The Fort Worth Press - Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA

USD -
AED 3.6725
AFN 64.999692
ALL 80.087609
AMD 365.184839
ANG 1.790365
AOA 917.000356
ARS 1512.739898
AUD 1.407955
AWG 1.8
AZN 1.701353
BAM 1.706639
BBD 2.027758
BDT 123.962146
BGN 1.683441
BHD 0.379576
BIF 3011.269683
BMD 1
BND 1.28203
BOB 11.069856
BRL 5.152699
BSD 1.006811
BTN 96.611242
BWP 13.655382
BYN 3.05743
BYR 19600
BZD 2.024878
CAD 1.399155
CDF 2310.000089
CHF 0.825855
CLF 0.024159
CLP 953.919949
CNY 6.706394
CNH 6.70954
COP 3134.19
CRC 450.343146
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.217697
CZK 21.234019
DJF 179.28525
DKK 6.52278
DOP 59.433069
DZD 133.882278
EGP 52.193398
ERN 15
ETB 164.451503
EUR 0.87259
FJD 2.24075
FKP 0.741937
GBP 0.747805
GEL 2.605016
GGP 0.741937
GHS 11.562878
GIP 0.741937
GMD 74.000281
GNF 8852.414672
GTQ 7.685897
GYD 210.637917
HKD 7.845003
HNL 27.021933
HRK 6.575798
HTG 131.588707
HUF 318.827013
IDR 17749.45
ILS 3.027499
IMP 0.741937
INR 96.05265
IQD 1318.941182
IRR 1374575.000099
ISK 121.999819
JEP 0.741937
JMD 158.883765
JOD 0.708964
JPY 156.112502
KES 129.580091
KGS 87.4499
KHR 4076.806618
KMF 427.999971
KPW 900.000318
KRW 1378.970308
KWD 0.30895
KYD 0.839009
KZT 447.680836
LAK 22538.492751
LBP 90157.984982
LKR 333.701281
LRD 174.6779
LSL 16.391258
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.394443
MAD 9.49402
MDL 17.553305
MGA 4353.422135
MKD 53.686971
MMK 2099.62457
MNT 3595.075141
MOP 8.135201
MRU 40.310991
MUR 47.289632
MVR 15.410267
MWK 1745.819135
MXN 17.25232
MYR 4.098098
MZN 63.896955
NAD 16.391258
NGN 1330.809964
NIO 37.050772
NOK 9.425845
NPR 154.578336
NZD 1.74775
OMR 0.384506
PAB 1.006811
PEN 3.377763
PGK 4.552296
PHP 62.787972
PKR 279.056715
PLN 3.809205
PYG 5957.268574
QAR 3.660051
RON 4.592699
RSD 102.402958
RUB 84.247832
RWF 1485.521316
SAR 3.699949
SBD 8.000512
SCR 13.896416
SDG 601.50141
SEK 9.85591
SGD 1.27687
SHP 0.746965
SLE 24.640244
SLL 20969.491881
SOS 575.395181
SRD 37.752499
STD 20697.981008
STN 21.378429
SVC 8.809812
SYP 13002.000254
SZL 16.389251
THB 33.366171
TJS 9.28765
TMT 3.5
TND 2.94757
TOP 2.40776
TRY 48.674601
TTD 6.826382
TWD 31.898502
TZS 2645.002973
UAH 44.899585
UGX 3941.552974
UYU 40.506285
UZS 11870.034337
VES 845.45495
VND 26001
VUV 118.157011
WST 2.736734
XAF 572.381381
XAG 0.015759
XAU 0.000233
XCD 2.70255
XCG 1.814493
XDR 0.707052
XOF 572.381381
XPF 104.066772
YER 236.649959
ZAR 16.35993
ZMK 9001.202537
ZMW 19.758376
ZWL 321.999592
SSP 5655.283496
MXV 1.956178
Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA
Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA / foto: © AFP

Biden e McCarthy mantêm diálogo 'produtivo', mas sem acordo sobre dívida dos EUA

Com a ameaça iminente de um calote inédito dos Estados Unidos, uma reunião nesta segunda-feira (22) entre o presidente Joe Biden e líder da oposição Kevin McCarthy não resolveu a disputa entre ambos, apesar de terem classificado o encontro como "produtivo".

Tamanho do texto:

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, deixou claro o que estava em jogo quando, horas antes, insistiu que é "muito provável" que o governo dos Estados Unidos fique sem dinheiro depois de 1º de junho.

Ao receber na Casa Branca o presidente da Câmara dos Representantes, Biden disse que estava "otimista" de concluir a reunião com um "avanço".

"Ainda não chegamos a um acordo. O debate foi produtivo nas áreas em que temos divergências de opinião", disse McCarthy após a reunião.

"O tom da reunião desta noite foi melhor do que o de todas as outras anteriores", acrescentou, mas frisou: "Seguimos tendo diferenças filosóficas."

Posteriormente, o presidente utilizou um tom similar ao de McCarthy em um comunicado, chamando a reunião de "produtiva", mas acrescentando que "áreas de desacordo" ainda persistem.

Ambos haviam se reunido duas vezes no período de 15 dias com outros congressistas, mas, desta vez, o encontro foi tête-à-tête.

A reunião deveria deixar para trás as discussões difíceis do fim de semana entre funcionários de ambas as partes com a ausência de Biden, que estava no Japão participando da Cúpula do G7.

Em meio a esses debates, Biden e McCarthy conversaram no domingo, quando o presidente retornava de seu compromisso no Japão.

Não obstante, após a reunião de hoje no Salão Oval e a descrição de McCarthy de que as conversas tinham sido produtivas, sua equipe voltou a elevar o tom.

O congressista e negociador republicano Patrick McHenry disse aos jornalistas: "O que percebo da Casa Branca é uma falta de urgência."

- Efeitos concretos -

Para eliminar o risco de um default, o Congresso deve aprovar uma elevação do teto da dívida pública. O Senado é controlado pelos democratas, enquanto os republicanos são maioria na Câmara.

Os republicanos exigem uma forte redução dos gastos públicos como condição para elevar o teto, mas Biden, que faz campanha para sua reeleição em 2024 com promessas de justiça social, não quer fazer esses cortes.

Antes da reunião, McCarthy disse que estava bastante otimista. Afirmou à emissora CNN que "o que for negociado será visto por uma maioria de republicanos como a solução correta para nos colocar no caminho certo".

Biden, por sua vez, também disse ser favorável a reduzir o déficit, mas considera necessário "avaliar os espaços fiscais e garantir que os ricos paguem sua parte justa" de impostos.

O chamado "teto da dívida" de mais de 31 trilhões de dólares (cerca de R$ 154 trilhões) - um recorde mundial - já foi alcançado há vários meses, mas o governo federal conseguiu gerenciar a situação até agora através de manobras contábeis.

Se não honrar com suas obrigações, os Estados Unidos não poderão pagar os detentores de títulos do Tesouro, um ativo de segurança das finanças mundiais. O governo tampouco poderia arcar com os subsídios e as pensões dos veteranos, por exemplo.

As consequências para a economia mundial seriam catastróficas, advertem os economistas.

"Os Estados Unidos nunca deixaram de pagar suas dívidas. E isso nunca será o caso", afirmou Biden.

Uma decisão tomada de última hora também pode ter consequências. Em 2011, existia apenas a ameaça de um default e isso fez com que os Estados Unidos, pela primeira vez, perdessem sua preciosa nota de crédito de triplo A, a melhor das agências de avaliação de risco.

- Sombra de Trump -

A sombra de Donald Trump, contudo, paira sobre as negociações. No dia 10 de maio, o ex-presidente republicano, que mantém forte influência no partido, pediu a seus correligionários que se recusassem a elevar o limite da dívida, o que provocaria o default, caso os democratas não concordem em reduzir os gastos.

No domingo, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, lamentou as "reivindicações partidárias extremas" propostas pelos conservadores.

McCarthy, por sua vez, acusou a "ala à esquerda do Partido Democrata" de estar "no comando".

Se a falta de acordo persistir, resta a Biden um último recurso: invocar a 14ª Emenda da Constituição americana, que estipula que "a validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada por lei, [...] não deve ser questionada".

Em outras palavras, os gastos já votados devem poder ser pagos.

Apesar de considerar essa possibilidade, Biden se mostrou cético, enquanto Yellen também se referiu a uma "incerteza jurídica" e ao "prazo apertado".

O negociador do Partido Republicano Patrick McHenry descreveu o que considera uma "situação muito difícil" para se chegar a um acordo que supere um Congresso dividido e se transforme em lei nos próximos 10 dias.

Assim como quase todas as grandes economias, os Estados Unidos vivem de crédito. Entretanto, nos Estados Unidos é uma prerrogativa do Congresso votar o aumento do teto da dívida pública que a maior economia do mundo está autorizada a acumular.

O que inicialmente era uma formalidade, tornou-se agora uma batalha política.

A.Williams--TFWP