The Fort Worth Press - Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral

USD -
AED 3.672503
AFN 65.000138
ALL 79.878049
AMD 362.980675
ANG 1.790365
AOA 916.999615
ARS 1510.003499
AUD 1.403834
AWG 1.8025
AZN 1.702749
BAM 1.703666
BBD 2.01385
BDT 122.787991
BGN 1.683441
BHD 0.376916
BIF 3008.101045
BMD 1
BND 1.275784
BOB 10.173389
BRL 5.1262
BSD 0.999826
BTN 95.870627
BWP 13.559233
BYN 3.039547
BYR 19600
BZD 2.010976
CAD 1.39842
CDF 2310.999984
CHF 0.824815
CLF 0.024305
CLP 959.71028
CNY 6.70755
CNH 6.696235
COP 3168.93
CRC 447.299652
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.05007
CZK 21.177197
DJF 178.04878
DKK 6.510801
DOP 59.224739
DZD 133.875731
EGP 52.132371
ERN 15
ETB 163.321254
EUR 0.87097
FJD 2.216398
FKP 0.743677
GBP 0.748305
GEL 2.605005
GGP 0.743677
GHS 11.508761
GIP 0.743677
GMD 73.497413
GNF 8775.000411
GTQ 7.628953
GYD 209.155963
HKD 7.844849
HNL 26.836237
HRK 6.563602
HTG 130.679443
HUF 315.729501
IDR 17745
ILS 3.033885
IMP 0.743677
INR 95.74755
IQD 1309.843206
IRR 1374600.00028
ISK 121.420192
JEP 0.743677
JMD 157.787456
JOD 0.709043
JPY 156.865498
KES 129.649942
KGS 87.449552
KHR 4072.299652
KMF 427.999672
KPW 900.000318
KRW 1384.414998
KWD 0.308501
KYD 0.833275
KZT 445.391986
LAK 22394.599303
LBP 89538.327526
LKR 331.62892
LRD 173.476365
LSL 16.28824
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.351045
MAD 9.523996
MDL 17.553136
MGA 4342.334495
MKD 53.593439
MMK 2099.664815
MNT 3596.851201
MOP 8.079878
MRU 40.054878
MUR 47.660058
MVR 15.449913
MWK 1733.797909
MXN 17.15055
MYR 4.079653
MZN 63.897519
NAD 16.28824
NGN 1331.090236
NIO 36.794425
NOK 9.41744
NPR 153.391986
NZD 1.74848
OMR 0.384498
PAB 0.99983
PEN 3.375537
PGK 4.448606
PHP 62.695504
PKR 277.138763
PLN 3.79431
PYG 5914.634146
QAR 3.644702
RON 4.583103
RSD 102.213048
RUB 84.503329
RWF 1475.348432
SAR 3.713396
SBD 8.000512
SCR 13.753549
SDG 601.452639
SEK 9.81536
SGD 1.275865
SHP 0.746965
SLE 24.639754
SLL 20969.491881
SOS 571.428571
SRD 37.746504
STD 20697.981008
STN 21.341463
SVC 8.749129
SYP 13002.000254
SZL 16.28223
THB 33.270154
TJS 9.223821
TMT 3.5
TND 2.912502
TOP 2.40776
TRY 48.7816
TTD 6.788328
TWD 31.803702
TZS 2649.107974
UAH 44.680662
UGX 3929.459623
UYU 40.200524
UZS 11773.519164
VES 845.45495
VND 26002.5
VUV 118.307083
WST 2.742913
XAF 571.318804
XAG 0.01519
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.802003
XDR 0.707052
XOF 571.318804
XPF 103.885017
YER 236.649728
ZAR 16.252445
ZMK 9001.198117
ZMW 19.622822
ZWL 321.999592
SSP 5658.175743
MXV 1.944516
Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral
Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral / foto: © AFP/Arquivos

Paris recebe a primeira grande retrospectiva da pintora brasileira Tarsila do Amaral

Quase cem anos após a exposição que a tornou conhecida em Paris, Tarsila do Amaral, a pintora modernista brasileira, recebe sua primeira grande retrospectiva no Museu do Luxemburgo, na capital francesa.

Tamanho do texto:

A partir de 9 de outubro as paredes do museu parisiense expõem quase 150 obras, entre elas 49 quadros, até 2 de fevereiro.

Tarsila do Amaral (1886-1973) é a pintora mais conhecida do Brasil, autora de uma obra que ajudou a destacar o indigenismo dentro e fora de seu país.

O objetivo é "deixar o discurso um tanto simplista de que artistas estrangeiros vêm a Paris, aprendem o modernismo e vão embora", explicou a curadora da mostra, Cecilia Braschi, em uma visita aberta a jornalistas.

"A jornada, ao contrário, mostra que essa relação é muito mais complexa e que não haveria um projeto modernista de Tarsila se ela não tivesse chegado com sua própria formação brasileira do Modernismo, que se desenvolvia naquele momento", disse.

Filha de proprietários de terras da região de São Paulo, Tarsila do Amaral chegou a Paris em 1920, e suas primeiras pinturas mostram uma formação acadêmica clássica, influenciada pelo Impressionismo.

Durante sua ausência, São Paulo celebrou a Semana de Arte Moderna em fevereiro de 1922, com artistas locais como Anita Malfatti e Oswald de Andrade, com grande sucesso.

Ao retornar ao Brasil, Tarsila do Amaral se uniu a essa nova geração e se fortaleceu para uma nova viagem, desta vez decisiva para sua carreira.

A partir de 1923, Tarsila, como rapidamente se tornou conhecida no meio artístico francês, frequentou oficinas de Fernand Léger e André Lhote em Paris.

"Eu me lembro de Tarsila no teatro do Trocadéro, vestida com uma capa vermelha, forrada de cetim branco", afirmou um depoimento da época.

Um autorretrato de 1923 mostra a artista com a espetacular capa da casa Patou.

Seus longos brincos dourados e os cabelos presos, que realçam seus olhos escuros, causaram sensação na vibrante cena artística, em um caso que lembra a chegada da mexicana Frida Kahlo na década seguinte.

- "Invento tudo" -

Tarsila do Amaral passou pelo cubismo e fauvismo, mas como muitos artistas sul-americanos, sua passagem por Paris serviu, na verdade, para refletir sobre seu país de origem.

Sua pintura mais famosa talvez seja "A Negra", de 1923, um grande retrato frontal de uma mulher nua com um olhar altivo. Tarsila do Amaral afirmou que sua inspiração foi uma ex-escravizada que morava na fazenda de sua família.

O escritor francês Blaise Cendrars emprestou a imagem para a capa de um livro de poemas.

Outra grande pintura icônica da artista, "A Cuca", reproduz em cores vivas a popular figura do folclore brasileiro.

"Eu invento tudo da minha pintura. O que eu vi ou senti, (...) eu estilizo", disse a pintora.

- Manifesto Antropófago -

Em 1926, realizou sua primeira exposição individual em Paris. Seu verdadeiro destino, porém, estava em seu país, que passava por mudanças importantes.

Seu marido, Oswald de Andrade, publicou o "Manifesto Antropófago" em 1928, que proclama, entre outras coisas, a necessidade de "devorar" as influências culturais estrangeiras.

A crise de 1929 afetou gravemente a família de Tarsila do Amaral. A partir dessa época, sua obra se voltou para a classe trabalhadora, como a tela "Operários" de 1933.

Tarsila do Amaral retornou ao Brasil em 1932, onde passou um mês na prisão por ter visitado a União Soviética.

Ela nunca mais voltou a Paris. Seu destino esteve definitivamente ligado ao seu país, onde foi gradualmente ganhando influência, até sua morte, aos 87 anos, em 1973.

S.Palmer--TFWP