The Fort Worth Press - Trump anuncia aliança de 17 países das Américas para 'destruir' cartéis do narcotráfico

USD -
AED 3.6725
AFN 63.49826
ALL 81.649957
AMD 368.209891
ANG 1.790403
AOA 917.503082
ARS 1436.737304
AUD 1.425263
AWG 1.8
AZN 1.699145
BAM 1.685177
BBD 2.015096
BDT 122.817901
BGN 1.69088
BHD 0.377104
BIF 2991
BMD 1
BND 1.281762
BOB 6.938712
BRL 5.090801
BSD 1.000526
BTN 94.560525
BWP 13.406112
BYN 2.76997
BYR 19600
BZD 2.012252
CAD 1.41318
CDF 2320.000121
CHF 0.80424
CLF 0.022506
CLP 885.759871
CNY 6.75745
CNH 6.77758
COP 3435
CRC 455.716489
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.350078
CZK 20.80205
DJF 177.719866
DKK 6.43614
DOP 58.599944
DZD 132.878973
EGP 49.908197
ERN 15
ETB 158.375021
EUR 0.872562
FJD 2.2337
FKP 0.746465
GBP 0.757249
GEL 2.644999
GGP 0.746465
GHS 11.2977
GIP 0.746465
GMD 72.999684
GNF 8777.499016
GTQ 7.626359
GYD 209.290102
HKD 7.83751
HNL 26.697197
HRK 6.573898
HTG 130.666299
HUF 300.649642
IDR 17748.6
ILS 2.942085
IMP 0.746465
INR 94.309498
IQD 1310
IRR 1374999.999942
ISK 124.330031
JEP 0.746465
JMD 158.238482
JOD 0.709019
JPY 160.262999
KES 129.520178
KGS 87.449762
KHR 4012.493065
KMF 424.999812
KPW 900.00035
KRW 1511.864997
KWD 0.308098
KYD 0.8338
KZT 487.920041
LAK 22029.999804
LBP 89550.000054
LKR 335.185855
LRD 182.14983
LSL 16.194858
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.37502
MAD 9.245017
MDL 17.459223
MGA 4199.999949
MKD 53.086638
MMK 2099.945791
MNT 3579.382153
MOP 8.072446
MRU 40.080045
MUR 47.130241
MVR 15.460244
MWK 1736.000257
MXN 17.35229
MYR 4.064804
MZN 63.902105
NAD 16.201917
NGN 1359.119651
NIO 36.6101
NOK 9.733231
NPR 151.295881
NZD 1.736971
OMR 0.384498
PAB 1.000526
PEN 3.41251
PGK 4.38775
PHP 60.373009
PKR 278.298187
PLN 3.64767
PYG 6105.515298
QAR 3.640502
RON 4.507036
RSD 101.071054
RUB 72.971546
RWF 1488
SAR 3.751894
SBD 8.061424
SCR 14.115123
SDG 600.499323
SEK 9.584135
SGD 1.28203
SHP 0.746601
SLE 24.750291
SLL 20969.503664
SOS 571.507527
SRD 37.332026
STD 20697.981008
STN 21.4
SVC 8.754244
SYP 110.532098
SZL 16.19688
THB 32.534501
TJS 9.274765
TMT 3.51
TND 2.91175
TOP 2.40776
TRY 46.443202
TTD 6.796543
TWD 31.558502
TZS 2625.00297
UAH 44.808889
UGX 3701.565583
UYU 40.393596
UZS 12004.999858
VES 596.036397
VND 26326
VUV 118.988901
WST 2.739751
XAF 565.192704
XAG 0.015197
XAU 0.000237
XCD 2.70255
XCG 1.803205
XDR 0.703697
XOF 565.000179
XPF 103.250281
YER 238.625025
ZAR 16.43647
ZMK 9001.20046
ZMW 17.684109
ZWL 321.999592
Trump anuncia aliança de 17 países das Américas para 'destruir' cartéis do narcotráfico
Trump anuncia aliança de 17 países das Américas para 'destruir' cartéis do narcotráfico / foto: © AFP

Trump anuncia aliança de 17 países das Américas para 'destruir' cartéis do narcotráfico

O presidente americano Donald Trump anunciou neste sábado (7) a criação de uma aliança de 17 países das Américas para "destruir" os cartéis do narcotráfico do continente, durante uma reunião de cúpula realizada em seu clube de golfe em Doral, na Flórida, com uma dúzia de governantes aliados.

Tamanho do texto:

"O coração do nosso acordo é o compromisso de usar força militar letal para destruir esses sinistros cartéis e redes terroristas. De uma vez por todas, vamos acabar com eles", declarou Trump aos convidados.

"Os líderes desta região permitiram que grandes áreas do hemisfério ocidental ficassem sob o controle de gangues transnacionais (...) Não vamos permitir que isso aconteça. Vamos ajudar", acrescentou o presidente republicano. "Querem que usemos um míssil? Eles são extremamente precisos. Piu! Mandamos direto para a sala de estar e acabou o membro do cartel".

Antes do anúncio, Trump saudou os 12 convidados, entre eles aliados próximos como o presidente argentino Javier Milei, o equatoriano Daniel Noboa e o salvadorenho Nayib Bukele, a quem chamou de "grande presidente".

O encontro acontece no âmbito de sua versão da histórica Doutrina Monroe, que muitos chamam de "Doutrina Donroe", com a qual prometeu intervir para promover os interesses de Washington nas Américas, aumentar a segurança dos Estados Unidos e conter a influência de potências como a China.

Um exemplo dessa postura foi a operação das forças americanas que resultou na derrubada e captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em Caracas, ou o bloqueio imposto à entrega de petróleo a Cuba.

A reunião também ocorre no contexto da guerra iniciada por Washington e Israel contra o Irã na semana passada.

- Insegurança -

Além de Bukele, Milei e Noboa, Trump recebeu em Doral, perto de Miami, os presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, além do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

A maioria dos convidados compartilha a preocupação de Washington com o avanço do crime organizado no continente, um fenômeno que afeta até países que até pouco tempo eram considerados relativamente seguros, como Chile e Equador, explica Irene Mia, especialista em América Latina do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).

A situação ajudou a direita latino-americana a vencer eleições recentes e explica por que o intervencionismo de Trump gerou menos rejeição do que o esperado em uma região com longa história de tensões com Washington, acrescenta a analista.

Alguns líderes, como Noboa, também reforçaram os laços com os Estados Unidos.

O presidente equatoriano anunciou nesta semana "operações conjuntas" com Washington e aliados regionais contra os narcotraficantes, que transformaram um dos países antes mais seguros da América Latina em um dos mais violentos em poucos anos.

- "Um equilíbrio frágil" -

Além da afinidade ideológica com Trump, alguns líderes aproveitaram a boa relação com o republicano.

O hondurenho Nasry Asfura recebeu, por exemplo, apoio decisivo do presidente americano nas eleições do ano passado, e no caso de Milei, a sintonia com Trump facilitou que os Estados Unidos concedessem apoio de 20 bilhões de dólares (R$ 102,98 bilhões) por meio de um acordo de swap cambial em 2025.

Mas a coalizão de governos aliados levanta dúvidas sobre seu alcance e durabilidade, segundo Irene Mia.

A especialista afirma que as propostas de Washington para a região se baseiam em uma agenda essencialmente negativa. "Tudo se resume às ameaças que a região representa para a segurança dos Estados Unidos: migração e crime organizado", diz.

Ela também aponta outra fragilidade da cúpula dedicada ao combate aos cartéis: a ausência do México - que descreve como "o diretor executivo da cadeia de fornecimento do narcotráfico" - e do Brasil, cujos grupos criminosos são fundamentais para o envio de drogas à Europa, governados pelos presidentes de esquerda Claudia Sheinbaum e Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio Trump apontou neste sábado o México como "o epicentro da violência dos cartéis", que alimentam "grande parte do derramamento de sangue" nas Américas. "Os cartéis estão comandando o México. Não podemos ter isso perto de nós", afirmou.

Para Irene Mia, apesar da aparente sintonia entre governos de direita da região e Washington, o apoio desses países "é bastante frágil devido à relação problemática" entre a América Latina e os Estados Unidos.

"É um equilíbrio muito delicado saber se a população aprovará a política de Trump e por quanto tempo", conclui.

L.Holland--TFWP