The Fort Worth Press - CIDH denuncia prisões clandestinas na Venezuela apesar de libertação de presos

USD -
AED 3.672502
AFN 63.999486
ALL 81.123148
AMD 360.508345
ANG 1.789785
AOA 918.000086
ARS 1543.514798
AUD 1.424928
AWG 1.8025
AZN 1.702956
BAM 1.744435
BBD 2.013263
BDT 124.343874
BGN 1.747831
BHD 0.377375
BIF 3005.17765
BMD 1
BND 1.278581
BOB 12.140484
BRL 5.438098
BSD 0.999585
BTN 94.811201
BWP 13.808328
BYN 2.953267
BYR 19600
BZD 2.01032
CAD 1.39557
CDF 2315.00002
CHF 0.81927
CLF 0.024999
CLP 983.869786
CNY 6.661103
CNH 6.646435
COP 3210.39
CRC 454.527211
CUC 1
CUP 23.989333
CVE 98.348593
CZK 21.705027
DJF 177.999777
DKK 6.666575
DOP 60.740391
DZD 135.746972
EGP 55.353206
ERN 15
ETB 162.433359
EUR 0.891991
FJD 2.255901
FKP 0.746765
GBP 0.74495
GEL 2.59564
GGP 0.746765
GHS 11.655257
GIP 0.746765
GMD 73.999842
GNF 8847.047491
GTQ 7.642051
GYD 209.539525
HKD 7.846405
HNL 26.869372
HRK 6.76901
HTG 131.015506
HUF 324.899501
IDR 18103.3
ILS 3.13755
IMP 0.746765
INR 94.701804
IQD 1515.298819
IRR 1868414.999984
ISK 121.49036
JEP 0.746765
JMD 158.843703
JOD 0.708969
JPY 157.694992
KES 129.880235
KGS 87.449801
KHR 4088.71367
KMF 441.000466
KPW 899.999961
KRW 1343.910212
KWD 0.31133
KYD 0.832995
KZT 452.368741
LAK 22506.053971
LBP 89514.01494
LKR 332.306128
LRD 169.921466
LSL 16.636267
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.414756
MAD 9.828437
MDL 18.057593
MGA 4514.054577
MKD 54.899425
MMK 2099.693878
MNT 3599.326016
MOP 8.078026
MRU 40.503405
MUR 47.32013
MVR 15.450099
MWK 1733.348199
MXN 18.63312
MYR 4.071703
MZN 63.910219
NAD 16.636267
NGN 1343.449788
NIO 36.783168
NOK 9.289085
NPR 151.697565
NZD 1.77574
OMR 0.3845
PAB 0.999799
PEN 3.467019
PGK 4.482837
PHP 63.282502
PKR 276.504083
PLN 3.943245
PYG 5917.059487
QAR 3.653878
RON 4.763604
RSD 104.885009
RUB 81.126454
RWF 1478.412502
SAR 3.764439
SBD 8.058206
SCR 13.712058
SDG 601.499087
SEK 9.76547
SGD 1.27859
SHP 0.748335
SLE 22.890934
SLL 20969.504398
SOS 571.280766
SRD 37.579499
STD 20697.981008
STN 21.85227
SVC 8.746259
SYP 13001.999685
SZL 16.630915
THB 33.704988
TJS 9.191303
TMT 3.5
TND 2.987517
TOP 2.40776
TRY 49.967099
TTD 6.761717
TWD 32.572043
TZS 2644.552981
UAH 45.650373
UGX 4277.693292
UYU 40.190338
UZS 11944.718217
VES 887.479799
VND 25764
VUV 118.915185
WST 2.776217
XAF 585.107667
XAG 0.019621
XAU 0.000252694354
XCD 2.70255
XCG 1.80143
XDR 0.707052
XOF 585.107667
XPF 106.371498
YER 236.198411
ZAR 16.590975
ZMK 9001.200113
ZMW 20.242167
ZWL 321.999592
SSP 5745.217636
MXV 2.098444
CIDH denuncia prisões clandestinas na Venezuela apesar de libertação de presos
CIDH denuncia prisões clandestinas na Venezuela apesar de libertação de presos / foto: © AFP

CIDH denuncia prisões clandestinas na Venezuela apesar de libertação de presos

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) possui informações de que a Venezuela continua operando "centros de detenção clandestinos", apesar da libertação de presos políticos, informou nesta quarta-feira (21) a relatora especial do organismo para o país, Gloria Monique de Mees.

Tamanho do texto:

"A persistência dessas instalações evidencia a natureza estrutural das violações e a ausência de uma supervisão institucional efetiva", declarou a relatora perante o Conselho Permanente da OEA.

Apesar da soltura de presos políticos realizada pelo governo da presidente interina Delcy Rodríguez, a situação dos direitos humanos no país é alarmante, de acordo com a CIDH, que não consegue visitar a Venezuela desde 2002.

A relatora indicou que, segundo as informações em poder da CIDH, até 19 de janeiro haviam sido libertados 143 detidos políticos.

"A Comissão reitera a urgente necessidade de contar com informações transparentes, atualizadas e verificáveis sobre as condições sob as quais os presos políticos estão sendo libertados", acrescentou.

A Venezuela está sob "estado de comoção externa" decretado em 3 de janeiro, após a derrubada do presidente Nicolás Maduro, agora à espera de julgamento em Nova York junto com sua esposa por acusações de narcotráfico.

"A Comissão reitera seu pedido de informações detalhadas e atualizadas" sobre a aplicação desse decreto, "particularmente quanto ao número de pessoas detidas [...] e aos centros de detenção onde se encontram atualmente reclusas".

A pressão dos Estados Unidos após a chegada ao poder de Delcy Rodríguez, que era até então a vice-presidente, levou o governo a acordar essa libertação de presos, que familiares e grupos de defesa dos direitos humanos no país denunciam como extremamente lenta.

- 'Condições deploráveis' -

O Conselho Permanente da OEA solicitou o relatório à CIDH, órgão autônomo, diante da reviravolta política no país sul-americano.

A Venezuela deixou a OEA em abril de 2017, mas depois a Assembleia Nacional, nas mãos da oposição, rejeitou a decisão de Maduro.

Embora a organização com sede em Washington siga considerando o país como membro, Caracas deixou de participar de seus trabalhos.

O Conselho Permanente da organização, por sua vez, não reconheceu a reeleição de Maduro nas eleições presidenciais de 2024, resultado que a oposição denunciou como fraudulento e que também foi contestado pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Caracas rejeitou em 2017 e 2020 pedidos de visita de especialistas da CIDH.

"A Comissão tem recebido constantemente informações sobre condições de detenção deploráveis, práticas de tortura e maus-tratos a que são submetidas pessoas privadas de liberdade por razões políticas", acrescentou, por sua vez, Edgar Stuardo Ralón, relator da Comissão sobre os Direitos das Pessoas Privadas de Liberdade e para a Prevenção e o Combate à Tortura.

Desde 2014, ocorreram mais de 18.739 detenções políticas arbitrárias na Venezuela, apontou o relator.

A queda de Maduro — no poder desde 2013 e capturado neste mês em uma audaciosa operação militar dos Estados Unidos que incluiu bombardeios e dezenas de mortes — foi apresentada pelo presidente Donald Trump como o início de uma nova era para a Venezuela.

Mas Trump logo advertiu que o importante era garantir a estabilidade política do país e assegurar o acesso à exploração petrolífera para as multinacionais estrangeiras, sobretudo as americanas.

O presidente republicano voltou a felicitar nesta quarta-feira, no Fórum de Davos, o novo governo interino por sua cooperação.

A líder opositora María Corina Machado, que presenteou Trump com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz, pediu que o americano pressione Caracas para libertar todos os prisioneiros.

"Não é possível falar em transição com repressão", declarou em Washington.

L.Rodriguez--TFWP