The Fort Worth Press - Diante de Moraes, Bolsonaro nega tentativa de golpe de Estado

USD -
AED 3.672502
AFN 64.000558
ALL 80.906293
AMD 358.057859
ANG 1.789785
AOA 918.000371
ARS 1550.745304
AUD 1.426361
AWG 1.8025
AZN 1.668877
BAM 1.740036
BBD 2.003559
BDT 123.852313
BGN 1.747831
BHD 0.375489
BIF 2986.971974
BMD 1
BND 1.274158
BOB 12.010284
BRL 5.4658
BSD 0.994627
BTN 94.291535
BWP 13.758962
BYN 2.955771
BYR 19600
BZD 2.000463
CAD 1.39526
CDF 2312.501301
CHF 0.81644
CLF 0.0248
CLP 976.049842
CNY 6.6809
CNH 6.67095
COP 3246.5
CRC 451.369275
CUC 1
CUP 23.871582
CVE 98.090062
CZK 21.606204
DJF 177.122067
DKK 6.639825
DOP 59.93942
DZD 135.847196
EGP 54.650801
ERN 15
ETB 163.249788
EUR 0.88844
FJD 2.24275
FKP 0.745268
GBP 0.741505
GEL 2.603955
GGP 0.745268
GHS 11.593068
GIP 0.745268
GMD 73.999821
GNF 8810.408095
GTQ 7.60417
GYD 208.500872
HKD 7.845645
HNL 26.733444
HRK 6.76901
HTG 130.391459
HUF 322.841019
IDR 18134.1
ILS 3.16285
IMP 0.745268
INR 94.59815
IQD 1507.908268
IRR 1883408.501455
ISK 121.550039
JEP 0.745268
JMD 157.767152
JOD 0.709012
JPY 158.342497
KES 129.929812
KGS 87.449949
KHR 4062.751587
KMF 441.000411
KPW 899.999961
KRW 1338.860263
KWD 0.31069
KYD 0.8289
KZT 450.213523
LAK 22401.124415
LBP 89543.21849
LKR 330.928532
LRD 169.096028
LSL 16.579341
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.382657
MAD 9.775113
MDL 17.99331
MGA 4515.451812
MKD 54.686008
MMK 2099.52083
MNT 3598.087189
MOP 8.038145
MRU 40.373975
MUR 47.090284
MVR 15.455027
MWK 1724.696212
MXN 18.649725
MYR 4.064802
MZN 63.909852
NAD 16.579341
NGN 1345.040372
NIO 36.606575
NOK 9.226345
NPR 150.864442
NZD 1.77678
OMR 0.384499
PAB 0.994823
PEN 3.447319
PGK 4.462633
PHP 63.691982
PKR 275.144822
PLN 3.908595
PYG 5942.170819
QAR 3.625947
RON 4.749102
RSD 104.497018
RUB 81.84855
RWF 1471.080115
SAR 3.762939
SBD 8.051718
SCR 13.77558
SDG 601.497618
SEK 9.746098
SGD 1.27812
SHP 0.745545
SLE 22.910165
SLL 20969.504398
SOS 568.442122
SRD 37.542033
STD 20697.981008
STN 21.797153
SVC 8.703542
SYP 13001.999685
SZL 16.563773
THB 33.649498
TJS 9.14122
TMT 3.51
TND 2.972103
TOP 2.40776
TRY 50.022335
TTD 6.742932
TWD 32.8525
TZS 2650.002985
UAH 45.412048
UGX 4202.39832
UYU 39.987723
UZS 11861.722948
VES 890.0366
VND 25704.5
VUV 119.472328
WST 2.779309
XAF 582.778308
XAG 0.019297
XAU 0.000247794321
XCD 2.702549
XCG 1.79257
XDR 0.707052
XOF 582.778308
XPF 106.091876
YER 236.174966
ZAR 16.469789
ZMK 9001.198682
ZMW 20.156742
ZWL 321.999592
SSP 5745.96484
MXV 2.099241
Diante de Moraes, Bolsonaro nega tentativa de golpe de Estado

Diante de Moraes, Bolsonaro nega tentativa de golpe de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta terça-feira (10), qualquer participação em uma tentativa de golpe de Estado e afirmou que apenas avaliou "dispositivos constitucionais" após sua derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, ao ser interrogado em um julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF).

Tamanho do texto:

Bolsonaro, de 70 anos, é apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como líder de uma "organização criminosa" para invalidar o resultado das eleições de outubro de 2022 e impedir a posse de Lula.

O ex-presidente e outros sete réus podem ser condenados a penas de até 40 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Segundo a PGR, a trama golpista não foi adiante devido à oposição da alta cúpula militar.

Questionado sobre a veracidade da acusação, Bolsonaro, acompanhado de um exemplar da Constituição que levou ao interrogatório, respondeu: "Não procede, Excelência."

O ex-presidente afirmou que considerou adotar medidas excepcionais nas últimas semanas de seu governo para conter manifestações de seus apoiadores após a derrota eleitoral em 2022, mas negou ter participado de uma "minuta de golpe", como aponta a investigação.

"Nunca se falou em golpe, golpe é uma coisa abominável", disse o líder da direita brasileira.

- Um momento 'desagradável' -

Ele também negou ter conhecimento de um suposto plano para matar Lula, com o qual a PGR também o vincula.

Bolsonaro foi interrogado por duas horas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que o bolsonarismo considera um inimigo político.

"Um momento bastante desagradável, para mim, estar diante de vossa Excelência nessa circunstância", admitiu o ex-presidente.

Os interrogatórios começaram na segunda-feira, em Brasília, e Bolsonaro foi o sexto dos oito réus a prestar depoimento nesse julgamento, o primeiro por tentativa de golpe contra um ex-presidente desde o retorno da democracia no Brasil.

O primeiro a depor na segunda-feira foi o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que confirmou que o ex-presidente "recebeu e leu" um documento que previa decretar um "estado de sítio" com a "prisão de autoridades" e a criação de um "conselho eleitoral" para refazer as eleições vencidas por Lula.

Bolsonaro negou categoricamente essa afirmação: "não tínhamos uma base minimamente sólida para se fazer qualquer coisa". "Era uma conversa informal para ver se existia alguma hipótese de um dispositivo constitucional", afirmou, após o fracasso de suas impugnações ao resultado das urnas na Justiça eleitoral.

Mais cedo, o almirante Almir Garnier, comandante da Marinha durante o governo de Bolsonaro, também negou que o então presidente e altos comandos militares tenham discutido a possível implementação de medidas emergenciais para anular a vitória eleitoral de Lula.

- 'Minuta do Google' -

Garnier também negou ter colocado tropas da Marinha à disposição de Bolsonaro, como havia afirmado uma testemunha do julgamento.

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres admitiu, por sua vez, que o documento que supostamente continha o plano de golpe "foi parar" na sua casa.

Mas acrescentou: "Nunca trabalhei isso. O documento era muito mal escrito, cheio de erros de português [...] Não sei quem mandou fazer" o texto, que ele classificou como uma "minuta do Google".

Torres usava tornozeleira eletrônica debaixo da meia, observou a AFP. O dispositivo o proíbe, por decisão judicial, de deixar Brasília.

O general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, respondeu apenas às perguntas de seu advogado.

Questionado se defendeu "alguma ação ilegal", o general respondeu que Bolsonaro "cortou essa possibilidade".

- 'Memória seletiva' -

 

O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, criticou as "contradições" e a "memória absolutamente seletiva" de Cid e afirmou que a audiência foi "ótima" para os esforços de anular o processo judicial.

Os interrogatórios ocorrem na sede do Supremo Tribunal Federal, um dos prédios depredados por apoiadores de Bolsonaro em janeiro de 2023 para incitar os militares a depor Lula, fatos que a PGR também vincula ao ex-presidente.

Após essa fase, a corte ainda poderá ouvir novas testemunhas, além das alegações finais das partes, antes que os ministros iniciem a votação.

Espera-se que a sentença seja anunciada antes das eleições de 2026, nas quais Bolsonaro não poderá se candidatar por estar inelegível por disseminar desinformação a respeito do sistema eleitoral.

A.Maldonado--TFWP