The Fort Worth Press - 'Pesadelo americano': a angústia pelos venezuelanos deportados por Trump a El Salvador

USD -
AED 3.6725
AFN 64.000189
ALL 80.906293
AMD 358.057859
ANG 1.789785
AOA 917.999903
ARS 1550.683967
AUD 1.43602
AWG 1.8025
AZN 1.701861
BAM 1.740036
BBD 2.003559
BDT 123.852313
BGN 1.747831
BHD 0.375489
BIF 2986.971974
BMD 1
BND 1.274158
BOB 12.010284
BRL 5.4887
BSD 0.994627
BTN 94.291535
BWP 13.758962
BYN 2.955771
BYR 19600
BZD 2.000463
CAD 1.396665
CDF 2312.491688
CHF 0.813755
CLF 0.024951
CLP 982.000188
CNY 6.670601
CNH 6.679655
COP 3250.2
CRC 451.369275
CUC 1
CUP 23.871582
CVE 98.090062
CZK 21.64465
DJF 177.122067
DKK 6.643281
DOP 59.93942
DZD 135.712991
EGP 55.308902
ERN 15
ETB 163.249788
EUR 0.88886
FJD 2.24875
FKP 0.745268
GBP 0.742375
GEL 2.597588
GGP 0.745268
GHS 11.593068
GIP 0.745268
GMD 74.000093
GNF 8810.408095
GTQ 7.60417
GYD 208.500872
HKD 7.844805
HNL 26.733444
HRK 6.76901
HTG 130.391459
HUF 324.543501
IDR 18146
ILS 3.162695
IMP 0.745268
INR 94.55665
IQD 1507.908268
IRR 1883408.498588
ISK 121.059988
JEP 0.745268
JMD 157.767152
JOD 0.70903
JPY 157.625499
KES 129.940044
KGS 87.449904
KHR 4062.751587
KMF 440.999774
KPW 899.999961
KRW 1338.695044
KWD 0.31124
KYD 0.8289
KZT 450.213523
LAK 22401.124415
LBP 89543.21849
LKR 330.928532
LRD 169.096028
LSL 16.579341
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.382657
MAD 9.775113
MDL 17.99331
MGA 4515.451812
MKD 54.694269
MMK 2099.52083
MNT 3598.087189
MOP 8.038145
MRU 40.373975
MUR 47.30203
MVR 15.454992
MWK 1724.696212
MXN 18.85575
MYR 4.072498
MZN 63.909596
NAD 16.579341
NGN 1344.209635
NIO 36.606575
NOK 9.263255
NPR 150.864442
NZD 1.78648
OMR 0.384487
PAB 0.994823
PEN 3.447319
PGK 4.462633
PHP 63.468022
PKR 275.144822
PLN 3.927585
PYG 5942.170819
QAR 3.625947
RON 4.7486
RSD 104.574998
RUB 81.685918
RWF 1471.080115
SAR 3.762939
SBD 8.051718
SCR 14.001253
SDG 601.498309
SEK 9.74111
SGD 1.279455
SHP 0.745545
SLE 22.910187
SLL 20969.504398
SOS 568.442122
SRD 37.541973
STD 20697.981008
STN 21.797153
SVC 8.703542
SYP 13001.999685
SZL 16.563773
THB 33.721497
TJS 9.14122
TMT 3.51
TND 2.972103
TOP 2.40776
TRY 50.020298
TTD 6.742932
TWD 32.904495
TZS 2644.096981
UAH 45.412048
UGX 4202.39832
UYU 39.987723
UZS 11861.722948
VES 890.036602
VND 25734.5
VUV 119.472328
WST 2.779309
XAF 583.053905
XAG 0.020342
XAU 0.000254277908
XCD 2.70255
XCG 1.79257
XDR 0.707052
XOF 583.053905
XPF 106.091876
YER 236.175011
ZAR 16.612175
ZMK 9001.202383
ZMW 20.156742
ZWL 321.999592
SSP 5745.96484
MXV 2.122974
'Pesadelo americano': a angústia pelos venezuelanos deportados por Trump a El Salvador
'Pesadelo americano': a angústia pelos venezuelanos deportados por Trump a El Salvador / foto: © AFP

'Pesadelo americano': a angústia pelos venezuelanos deportados por Trump a El Salvador

Um vídeo de Mervin Yamarte, com a cabeça raspada e o olhar baixo, alertou sua família sobre sua deportação dos Estados Unidos e prisão em El Salvador. Ele é acusado de pertencer ao Tren de Aragua, uma gangue criminosa de seu país, a Venezuela.

Tamanho do texto:

Mervin, 29 anos, e três amigos com quem cruzou a perigosa selva de Darien, entre a Colômbia e o Panamá, a caminho dos Estados Unidos, foram presos em sua casa em Dallas, Texas. Três dias depois, estavam no presídio de segurança máxima de El Salvador, o Cecot: Centro de Confinamento do Terrorismo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a transferência de Mervin, seus amigos e outros 234 venezuelanos, alegando que pertencem ao Tren de Aragua, que ele declarou como organização terrorista.

O governo venezuelano, rival político, denuncia uma campanha de criminalização contra migrantes.

Mervin e seus amigos cresceram em Los Pescadores, bairro de ruas empoeiradas e casas modestas em Maracaibo (estado de Zulia, oeste), a antiga capital do petróleo venezuelano, de onde partiram em setembro de 2023 em busca do "sonho americano".

Os quatro assinaram uma ordem de deportação para a Venezuela, segundo seus familiares, que esperavam que eles retornassem ao país caribenho neste fim de semana.

"Meu filho queria voltar porque ele disse que não era o sonho americano, era o pesadelo americano", disse sua mãe, Mercedes Yamarte. Seus quatro filhos emigraram, três para os Estados Unidos e uma para o México.

Quase oito milhões de venezuelanos fugiram do país na última década, motivados pela crise, segundo a ONU.

- "Um grito de socorro" -

O primeiro a identificar Mervin em um noticiário de televisão foi um irmão que mora nos Estados Unidos.

Foi de "cotizas", conta, referindo-se ao termo usado na região venezuelana para se referir a chinelos, e ligou para a família. Ele enviou um vídeo em que "Mervin aparece com um olhar assustador", conta Mercedes entre soluços.

Esse olhar "foi a maior dor da minha vida, porque é como um grito de socorro do meu filho", diz a mulher, que trabalha com autoridades venezuelanas para repatriar a filha do México.

Seus outros dois filhos nos Estados Unidos querem retornar, ela diz, mas temem sofrer o mesmo destino de Mervin.

Enquanto isso, ela se apega à última fotografia que Mervin lhe enviou, com a expressão relaxada, antes de aparecer nas imagens de migrantes algemados, cabeças raspadas e torsos curvados, divulgadas pelo presidente salvadorenho, Nayib Bukele.

"Só queremos justiça, são pessoas boas. Liberdade para Andy, Mervin, Ringo e Edwuin", diz um cartaz com fotos dos quatro que eles criaram para pedir ajuda nos veículos de comunicação locais.

Mercedes lidera uma espécie de comitê de mães que pressiona pela liberdade dos venezuelanos enviados a El Salvador por Trump, sob uma lei de 1798 que permite a expulsão sumária de "inimigos estrangeiros".

Um voo de deportados para a Venezuela estava programado para o fim de semana. Nunca chegou.

- Tatuagens -

Em Cañada Honda, outro bairro pobre de Maracaibo, Yajaira Chiquinquirá Fuenmayor, 65 anos, lembra que seu filho, Alirio Belloso, de 30, disse que seria deportado para a Venezuela.

Ele foi preso em 28 de janeiro, uma semana depois de Trump assumir seu segundo mandato, e aguardava deportação.

Yajaira ficou feliz porque veria o filho novamente, mas suas esperanças foram frustradas quando soube que ele estava no Cecot.

Alirio havia migrado para o Peru e retornado à Venezuela para ir aos Estados Unidos com a ideia de ajudar sua família a superar a pobreza extrema.

Foram as tatuagens?, pergunta a esposa Noemí Briceño. Mervin também tem.

"Vimos uma notícia sobre as tatuagens do Trem Aragua. Meu marido tem tatuagens da sobrinha, que morreu de leucemia, do nome da filha dele, da mãe dele", observa a mulher.

"E uma ampulheta", diz ela, "porque disse à filha que chegaria um momento em que ele não sairia mais da Venezuela".

J.P.Cortez--TFWP