The Fort Worth Press - Violência policial em São Paulo choca o Brasil e aumenta pressão sobre governo do estado

USD -
AED 3.672497
AFN 63.999735
ALL 81.141852
AMD 368.092423
ANG 1.789884
AOA 917.999724
ARS 1387.744128
AUD 1.377961
AWG 1.80125
AZN 1.698512
BAM 1.66265
BBD 2.014749
BDT 122.739232
BGN 1.668102
BHD 0.377779
BIF 2977.17516
BMD 1
BND 1.266375
BOB 6.912147
BRL 4.916696
BSD 1.000319
BTN 94.284014
BWP 13.393294
BYN 2.82688
BYR 19600
BZD 2.011842
CAD 1.362805
CDF 2316.000035
CHF 0.777903
CLF 0.022745
CLP 895.179889
CNY 6.81125
CNH 6.799598
COP 3716.6
CRC 458.882886
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.737647
CZK 20.649398
DJF 178.129529
DKK 6.34889
DOP 59.489098
DZD 132.213587
EGP 52.726801
ERN 15
ETB 156.191986
EUR 0.84961
FJD 2.181104
FKP 0.735472
GBP 0.734175
GEL 2.680352
GGP 0.735472
GHS 11.253597
GIP 0.735472
GMD 73.500947
GNF 8779.111037
GTQ 7.638065
GYD 209.28562
HKD 7.831765
HNL 26.592878
HRK 6.400803
HTG 131.015429
HUF 302.334499
IDR 17300
ILS 2.90745
IMP 0.735472
INR 94.133798
IQD 1310.409317
IRR 1312999.999643
ISK 122.179878
JEP 0.735472
JMD 157.559837
JOD 0.70902
JPY 156.381002
KES 129.149713
KGS 87.420498
KHR 4012.462436
KMF 419.000174
KPW 900.010907
KRW 1450.895031
KWD 0.30775
KYD 0.833606
KZT 463.246483
LAK 21952.079977
LBP 89578.733949
LKR 322.106516
LRD 183.561655
LSL 16.321053
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.327387
MAD 9.168463
MDL 17.210233
MGA 4153.5787
MKD 52.354887
MMK 2099.841446
MNT 3580.445259
MOP 8.06845
MRU 40.023293
MUR 46.719433
MVR 15.454981
MWK 1734.539906
MXN 17.20267
MYR 3.909993
MZN 63.909739
NAD 16.320915
NGN 1358.460041
NIO 36.809868
NOK 9.233235
NPR 150.856686
NZD 1.67248
OMR 0.3845
PAB 1.00031
PEN 3.464888
PGK 4.353426
PHP 60.347982
PKR 278.719136
PLN 3.591485
PYG 6122.509702
QAR 3.646217
RON 4.473302
RSD 99.735794
RUB 74.675989
RWF 1466.504015
SAR 3.758223
SBD 8.019432
SCR 13.778628
SDG 600.499459
SEK 9.196985
SGD 1.265705
SHP 0.746601
SLE 24.649739
SLL 20969.496166
SOS 571.690887
SRD 37.411022
STD 20697.981008
STN 20.827577
SVC 8.752758
SYP 110.548305
SZL 16.315722
THB 32.142015
TJS 9.348017
TMT 3.505
TND 2.901604
TOP 2.40776
TRY 45.244201
TTD 6.76678
TWD 31.391498
TZS 2594.68297
UAH 43.802978
UGX 3741.312987
UYU 39.99779
UZS 12121.753102
VES 493.496435
VND 26310
VUV 118.093701
WST 2.711513
XAF 557.627717
XAG 0.012324
XAU 0.000211
XCD 2.70255
XCG 1.80278
XDR 0.694413
XOF 557.637198
XPF 101.384408
YER 238.624994
ZAR 16.25924
ZMK 9001.198129
ZMW 19.055796
ZWL 321.999592
Violência policial em São Paulo choca o Brasil e aumenta pressão sobre governo do estado
Violência policial em São Paulo choca o Brasil e aumenta pressão sobre governo do estado / foto: © AFP

Violência policial em São Paulo choca o Brasil e aumenta pressão sobre governo do estado

Uma série de casos de brutalidade policial em São Paulo tem causado comoção na opinião pública e colocam contra a parede o governador Tarcísio de Freitas, ex-ministro de Jair Bolsonaro e cotado como candidato à presidência em 2026.

Tamanho do texto:

A pressão sobre o governo de São Paulo aumentou depois que viralizou um vídeo que mostra um policial militar arremessando um entregador de uma ponte na zona sul da capital paulista, sendo que a vítima sobreviveu. Após a revelação das imagens, o policial acabou preso.

Este foi o mais recente dos vários episódios de violência policial que, nas últimas semanas, chocaram o estado.

Diante das críticas, o governo estadual argumenta que os índices de criminalidade diminuíram durante a gestão Tarcísio.

Em março deste ano, o governador minimizou uma denúncia feita perante as Nações Unidas sobre a atuação policial: "tô nem aí", declarou ele na ocasião.

No entanto, após os episódios recentes, ele admitiu, nesta quinta-feira (5), que "é hora de ter humildade e dizer: pô, tem alguma coisa que não tá funcionando."

Tarcísio também afirmou que "tinha uma visão equivocada" ao se opor ao uso obrigatório de câmeras de vídeo pelos policiais para registrar todas as suas ações, com gravação automática e contínua.

O governador de São Paulo havia promovido uma mudança para um modelo de câmera que os agentes poderiam desligar à vontade, mas agora prometeu que o critério atual será mantido.

No início de novembro, um agente da PM fora de serviço disparou 11 vezes pelas costas de um jovem negro que havia furtado produtos de limpeza em um mercado na zona sul da capital paulista.

Dois dias depois, uma criança de quatro anos foi baleada durante uma operação da PM na cidade de Santos, na qual um adolescente também foi morto.

Já em 20 de novembro, um estudante de medicina de 22 anos e que estava desarmado foi executado por um policial militar depois de resistir à prisão por dar um tapa no retrovisor de uma viatura.

Pelo menos 580 pessoas morreram em decorrência da ação policial em São Paulo entre janeiro e setembro de 2024, segundo dados oficiais, o que representa um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A letalidade policial afeta ainda mais a população negra: entre janeiro e agosto, as mortes de negros pelas mãos da polícia aumentaram 83%, contra 59% para cidadãos brancos, de acordo com um estudo do Instituto Sou da Paz, com base em dados oficiais.

- Polícia 'totalmente descontrolada' -

Sob o lema "Quem policia a polícia?", centenas de pessoas convocadas por organizações do movimento negro se manifestaram nesta quinta-feira no centro de São Paulo para exigir "controle da PM, que está totalmente descontrolada".

Os manifestantes fizeram críticas a Tarcísio e pediram a saída de seu secretário de Segurança Pública, o ex-policial militar Guilherme Derrite, questionado por ter declarado que a morte de uma criança pela PM foi usada para "vitimismo barato".

"Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar", cantavam os manifestantes enquanto caminhavam até o Quartel do Comando Geral da PM.

"Meu filho de 9 anos tem pavor da polícia e não tenho como explicar outra coisa para ele, porque eles são um grupo de extermínio para a gente", declarou à AFP Fernanda dos Santos Garcia, uma estudante de direito de 31 anos.

Seu irmão Dennys, de 16, foi uma das vítimas do Massacre de Paraisópolis, em 2019, quando nove jovens morreram asfixiados durante uma ação da PM contra um baile funk, um incidente que segue impune.

"Vamos sair na rua contra essa polícia genocida, feita para executar pretos e pobres da periferia", disse, por sua vez, José Carlos de Assis, de 62 anos, que denuncia que seu filho Gabriel, de 18, foi espancado e executado a tiros pela PM em 2021, na zona leste de São Paulo.

J.P.Cortez--TFWP