The Fort Worth Press - Após nove anos, Justiça absolve Samarco, Vale e BHP por tragédia ambiental em Mariana

USD -
AED 3.672504
AFN 65.000368
ALL 81.910403
AMD 376.168126
ANG 1.79008
AOA 917.000367
ARS 1431.790402
AUD 1.425923
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.654023
BBD 2.008288
BDT 121.941731
BGN 1.67937
BHD 0.375999
BIF 2954.881813
BMD 1
BND 1.269737
BOB 6.889932
BRL 5.217404
BSD 0.997082
BTN 90.316715
BWP 13.200558
BYN 2.864561
BYR 19600
BZD 2.005328
CAD 1.36855
CDF 2200.000362
CHF 0.77566
CLF 0.021803
CLP 860.890396
CNY 6.93895
CNH 6.929815
COP 3684.65
CRC 494.312656
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.82504
CZK 20.504104
DJF 177.555076
DKK 6.322204
DOP 62.928665
DZD 129.553047
EGP 46.73094
ERN 15
ETB 155.0074
EUR 0.846204
FJD 2.209504
FKP 0.735067
GBP 0.734457
GEL 2.69504
GGP 0.735067
GHS 10.957757
GIP 0.735067
GMD 73.000355
GNF 8752.167111
GTQ 7.647681
GYD 208.609244
HKD 7.81385
HNL 26.45504
HRK 6.376104
HTG 130.618631
HUF 319.703831
IDR 16855.5
ILS 3.110675
IMP 0.735067
INR 90.57645
IQD 1310.5
IRR 42125.000158
ISK 122.710386
JEP 0.735067
JMD 156.057339
JOD 0.70904
JPY 157.200504
KES 128.622775
KGS 87.450384
KHR 4033.00035
KMF 419.00035
KPW 900.021111
KRW 1463.803789
KWD 0.30721
KYD 0.830902
KZT 493.331642
LAK 21426.698803
LBP 89293.839063
LKR 308.47816
LRD 187.449786
LSL 16.086092
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.314009
MAD 9.185039
MDL 17.000296
MGA 4426.402808
MKD 52.129054
MMK 2100.115486
MNT 3570.277081
MOP 8.023933
MRU 39.850379
MUR 46.060378
MVR 15.450378
MWK 1737.000345
MXN 17.263604
MYR 3.947504
MZN 63.750377
NAD 16.086092
NGN 1366.980377
NIO 36.694998
NOK 9.690604
NPR 144.506744
NZD 1.661958
OMR 0.383441
PAB 0.997082
PEN 3.367504
PGK 4.275868
PHP 58.511038
PKR 278.812127
PLN 3.56949
PYG 6588.016407
QAR 3.64135
RON 4.310404
RSD 99.553038
RUB 76.792845
RWF 1455.283522
SAR 3.749738
SBD 8.058149
SCR 13.675619
SDG 601.503676
SEK 9.023204
SGD 1.272904
SHP 0.750259
SLE 24.450371
SLL 20969.499267
SOS 568.818978
SRD 37.818038
STD 20697.981008
STN 20.719692
SVC 8.724259
SYP 11059.574895
SZL 16.08271
THB 31.535038
TJS 9.342721
TMT 3.505
TND 2.847504
TOP 2.40776
TRY 43.612504
TTD 6.752083
TWD 31.590367
TZS 2577.445135
UAH 42.828111
UGX 3547.71872
UYU 38.538627
UZS 12244.069517
VES 377.985125
VND 25950
VUV 119.620171
WST 2.730723
XAF 554.743964
XAG 0.012866
XAU 0.000202
XCD 2.70255
XCG 1.797032
XDR 0.689923
XOF 554.743964
XPF 101.703591
YER 238.403589
ZAR 16.04457
ZMK 9001.203584
ZMW 18.570764
ZWL 321.999592
Após nove anos, Justiça absolve Samarco, Vale e BHP por tragédia ambiental em Mariana
Após nove anos, Justiça absolve Samarco, Vale e BHP por tragédia ambiental em Mariana / foto: © AFP/Arquivos

Após nove anos, Justiça absolve Samarco, Vale e BHP por tragédia ambiental em Mariana

A Justiça absolveu, nesta quinta-feira (14), as mineradoras Samarco, Vale e BHP pelo rompimento de uma barragem em 2015 que matou 19 pessoas e causou a maior tragédia ambiental da história do Brasil, semanas depois de um acordo histórico para indenizar vítimas e autoridades.

Tamanho do texto:

A decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região afirma que as provas analisadas não foram "determinantes" para estabelecer a responsabilidade dos acusados pela tragédia ocorrida na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais.

"Os documentos, laudos e testemunhas ouvidas para a elucidação dos fatos não responderam quais as condutas individuais contribuíram de forma direta e determinante para o rompimento da barragem de Fundão", afirma a decisão, à qual a AFP teve acesso.

"E, no âmbito do processo penal, a dúvida – que ressoa a partir da prova analisada no corpo desta sentença – só pode ser resolvida em favor dos réus", escreveu a juíza Patricia Alencar Teixeira.

A decisão responde a uma denúncia criminal do Ministério Público (MP) apresentada em 2016 contra as mineradoras e sete executivos e técnicos destas empresas.

O MP "está analisando a sentença e apresentará um recurso", informou em um e-mail à AFP.

Alguns crimes ambientais imputados prescreveram durante o julgamento, segundo o órgão.

O rompimento da barragem que armazenava rejeitos de uma mina de ferro da Samarco, copropriedade da brasileira Vale e da australiana BHP, ocorreu em 5 de novembro de 2015.

A tragédia causou a morte de 19 pessoas, devastou dezenas de bairros e despejou 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica ao longo de mais de 600 quilômetros do rio Doce até chegar ao oceano Atlântico.

A avalanche destruiu as casas de mais de 600 pessoas e acabou com as atividades econômicas das populações ribeirinhas, incluindo várias comunidades indígenas.

"Apesar de eu estar esperando essa resposta da Justiça brasileira, mesmo assim foi um choque, de saber que no lugar que a gente vive, que a gente veio, não pode dar proteção pra gente", disse à AFP Pamela Rayane Fernandes, mãe de Emanuele Vitória, menina de cinco anos que morreu na tragédia.

"Estou indignada", lamentou esta mulher de 30 anos por telefone, de sua casa em Cachoeira do Brumado, a 45 km de Bento Rodrigues, uma das localidades mais fortemente atingidas pela avalanche.

-"Compromisso de reparação" -

A avalanche destruiu as casas de mais de 600 pessoas e acabou com as atividades econômicas das populações localizadas às margens do rio, incluindo milhares de famílias de pescadores e comunidades indígenas.

A Samarco afirmou que a decisão "confirma que a empresa sempre atuou de acordo com a legislação vigente" e reafirmou seu "compromisso de reparação integral dos danos".

Em um comunicado, a BHP disse que soube da sentença e que avaliará suas "implicações" quando for notificada. "A BHP Brasil continuará focada em apoiar a recuperação a longo prazo das comunidades e do meio ambiente afetados."

A sentença chega em um momento em que vários fatos relacionados ao desastre de Mariana ocorreram nas últimas semanas.

No dia 25 de outubro, as autoridades brasileiras assinaram com as empresas envolvidas um acordo de indenização de 132 bilhões de reais.

Enquanto isso, segue um julgamento contra a BHP em Londres pelo mesmo caso, em que 620 mil vítimas exigem 35 bilhões de libras (R$ 257,3 bilhões na cotação atual) da empresa australiana.

- Uma lição -

O acordo de indenização assinado em Brasília foi considerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o "maior" desse tipo "da história moderna".

"Espero que as empresas mineradoras tenham aprendido uma lição", afirmou Lula na ocasião.

O pacto contempla obrigações passadas e futuras para atender às pessoas, comunidades e o meio ambiente afetados pelo rompimento da barragem.

Outro acordo anterior, em 2016, havia estabelecido um plano de reparação de 20 bilhões de reais.

No entanto, segundo o governo, novas negociações foram abertas devido a "descumprimentos" nas reparações, busca por melhores indenizações individuais para mais de 300 mil pessoas e "lentidão" da Justiça na resolução dos litígios.

W.Matthews--TFWP