The Fort Worth Press - Estudantes protestam contra agressões sexuais nas escolas do Paquistão

USD -
AED 3.672498
AFN 65.000462
ALL 81.404056
AMD 360.930194
ANG 1.789785
AOA 918.000296
ARS 1537.902498
AUD 1.422678
AWG 1.8
AZN 1.699143
BAM 1.75401
BBD 2.012923
BDT 123.983804
BGN 1.747831
BHD 0.377199
BIF 2998.457454
BMD 1
BND 1.280463
BOB 11.889313
BRL 5.341304
BSD 0.999466
BTN 94.999372
BWP 13.826286
BYN 2.940367
BYR 19600
BZD 2.010116
CAD 1.404855
CDF 2314.999483
CHF 0.828585
CLF 0.024967
CLP 985.850248
CNY 6.66835
CNH 6.664255
COP 3155.61
CRC 454.490425
CUC 1
CUP 23.987373
CVE 98.888386
CZK 21.852985
DJF 177.719904
DKK 6.711765
DOP 61.296875
DZD 135.291662
EGP 56.096444
ERN 15
ETB 162.582372
EUR 0.89797
FJD 2.252798
FKP 0.749223
GBP 0.751225
GEL 2.593024
GGP 0.749223
GHS 11.648962
GIP 0.749223
GMD 74.000038
GNF 8845.382922
GTQ 7.638188
GYD 209.445401
HKD 7.84455
HNL 26.833413
HRK 6.765801
HTG 130.928626
HUF 329.230378
IDR 18137.85
ILS 3.02401
IMP 0.749223
INR 94.99285
IQD 1515.158309
IRR 1817007.524696
ISK 122.460014
JEP 0.749223
JMD 159.024972
JOD 0.708968
JPY 157.91502
KES 129.930206
KGS 87.449202
KHR 4080.479613
KMF 441.00026
KPW 899.999961
KRW 1326.409546
KWD 0.31118
KYD 0.832885
KZT 456.816419
LAK 22494.753646
LBP 89501.999892
LKR 332.273585
LRD 169.913187
LSL 16.669223
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.420085
MAD 9.844894
MDL 18.050231
MGA 4549.530967
MKD 55.226471
MMK 2099.77173
MNT 3599.40728
MOP 8.076123
MRU 40.152816
MUR 47.31972
MVR 15.449776
MWK 1733.121682
MXN 18.678645
MYR 4.08797
MZN 63.909965
NAD 16.669073
NGN 1342.160085
NIO 36.778125
NOK 9.33202
NPR 151.999677
NZD 1.759275
OMR 0.3845
PAB 0.999498
PEN 3.443297
PGK 4.480537
PHP 63.969799
PKR 276.580407
PLN 3.950201
PYG 5815.01195
QAR 3.64344
RON 4.804402
RSD 105.531947
RUB 80.547795
RWF 1479.229445
SAR 3.750364
SBD 8.064647
SCR 13.820536
SDG 601.513194
SEK 9.945895
SGD 1.28108
SHP 0.749344
SLE 22.950163
SLL 20969.504398
SOS 571.182587
SRD 37.650502
STD 20697.981008
STN 21.971222
SVC 8.745835
SYP 13001.999685
SZL 16.661958
THB 33.770286
TJS 9.19474
TMT 3.5
TND 2.992884
TOP 2.40776
TRY 49.787299
TTD 6.784327
TWD 32.414498
TZS 2644.594964
UAH 45.626679
UGX 4382.704147
UYU 40.070132
UZS 11928.452601
VES 859.934971
VND 25834
VUV 118.743227
WST 2.764729
XAF 589.030005
XAG 0.01841
XAU 0.00024638431
XCD 2.70255
XCG 1.801256
XDR 0.707052
XOF 589.030005
XPF 106.953406
YER 236.14986
ZAR 16.6258
ZMK 9001.205131
ZMW 20.155866
ZWL 321.999592
SSP 5745.701932
MXV 2.106801
Estudantes protestam contra agressões sexuais nas escolas do Paquistão
Estudantes protestam contra agressões sexuais nas escolas do Paquistão / foto: © AFP

Estudantes protestam contra agressões sexuais nas escolas do Paquistão

"Todas se sentem ameaçadas", diz uma manifestante cercada pela polícia em Punjab, a província mais populosa do Paquistão, onde estudantes do sexo feminino se mobilizam nas ruas contra as agressões sexuais nas escolas.

Tamanho do texto:

Após décadas de silêncio, a denúncia de um suposto estupro por um guarda em uma escola em Lahore, capital da província, incendiou as redes sociais durante a semana passada.

Para a escola, a polícia e o governo local, são "notícias falsas". A imprensa local, que nunca conseguiu encontrar a vítima ou sua denúncia, também duvida.

No entanto, a notícia desencadeou uma onda de testemunhos de estudantes que foram estupradas, assediadas, insultadas ou ameaçadas por professores, colegas ou seguranças.

"Uma estudante da minha universidade, que eu conhecia bem, suicidou-se porque foi assediada pelo professor", diz Amna Nazar, uma manifestante de 21 anos.

"O meu professor insiste em me convidar para jantar, para ir ao escritório dele (…) e eu não tenho vontade de ir", acrescenta sua colega Fátima, usando um pseudônimo.

Grupos de estudantes no WhatsApp e Instagram buscaram por depoimentos. Autoridades invadiram as casas de vários dos seus administradores, porque estes espaços virtuais – agora inacessíveis – foram usados para organizar protestos em um país onde a repressão a manifestantes aumenta.

Saqib Ismail, que iniciou um destes grupos, saiu às ruas apesar de tudo. Enquanto tentava explicar sua luta à AFP, um homem agarrou-o pelo braço e arrastou-o para longe do local onde seus colegas exibiam uma faixa que dizia: "Estudantes contra o estupro e o assédio".

"Nunca vi um movimento de tal magnitude e indignação", diz Fatima Razzaq, ativista de defesa dos direitos das mulheres em um país onde os grêmios estudantis foram proibidos desde 1984 e as manifestações sobre questões sociais são raras.

- Desconfiança na polícia -

Em Lahore, a escola onde supostamente ocorreu o estupro foi vandalizada e suas paredes cobertas com marcas de mãos vermelhas e as palavras "justiça" e "estupro". Autoridades da Educação repintaram a fachada e não falam sobre o tema.

Sob pressão, o governo do Punjab fechou todas as escolas, institutos e universidades por um dia, e o Tribunal Superior de Lahore anunciou que criaria um corpo especializado para os casos de assédio sexual nas escolas.

Existe "uma frustração de longa data", estima Razzaq, sobre o país de 240 milhões de habitantes, onde 80% das mulheres afirmam terem sido vítimas de assédio em espaços públicos.

Ela menciona casos de professores acusados de drogar e agredir sexualmente estudantes, além de escolas acusadas de filmar suas alunas sem consentimento, usando câmeras de segurança.

A violência sexual e de gênero é tão grave que, em abril, Lahore mobilizou uma esquadra policial exclusiva para estes casos. Seus responsáveis afirmam receber mais de 1.300 ligações diárias de vítimas do sexo feminino.

A policial Syeda Shehrbano Naqvi, responsável pelo suposto caso de estupro em Lahore, reconhece o problema. "Todas somos assediadas nas ruas do Paquistão", destaca.

Por ser "um tema extremamente delicado" no país muçulmano conservador, poucas pessoas o mencionam. Lamenta que "sejam os estudantes contra o Estado".

"Há uma desconfiança geral nas autoridades quando se trata de crimes contra as mulheres", responde a ativista Fatima Razzaq.

"Se alguém me disser que a polícia está tentando encobrir um caso [de estupro], acreditarei".

"Se tentamos denunciar [o assédio sexual], dizem que nada aconteceu e que é melhor ficarmos caladas", diz uma estudante, anonimamente.

Ao redor delas, a polícia dispara gás lacrimogêneo e balas de borracha enquanto jovens mascarados respondem com pedras. Em um único dia, 380 pessoas foram presas por "vandalismo e incêndio criminoso".

M.Cunningham--TFWP