The Fort Worth Press - Furacão Beryl derruba rede elétrica em Houston, onde o calor 'suga a alma do corpo'

USD -
AED 3.672498
AFN 64.496875
ALL 81.380528
AMD 369.184597
ANG 1.789884
AOA 917.999724
ARS 1395.381205
AUD 1.3837
AWG 1.8
AZN 1.697085
BAM 1.667512
BBD 2.020641
BDT 123.098172
BGN 1.668102
BHD 0.378875
BIF 2985.894118
BMD 1
BND 1.270084
BOB 6.932419
BRL 4.930102
BSD 1.003253
BTN 94.565375
BWP 13.432689
BYN 2.835207
BYR 19600
BZD 2.017742
CAD 1.365255
CDF 2315.999881
CHF 0.779175
CLF 0.022638
CLP 890.970154
CNY 6.80505
CNH 6.800575
COP 3738.9
CRC 460.209132
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.012576
CZK 20.69725
DJF 178.651968
DKK 6.36203
DOP 59.661791
DZD 132.335032
EGP 52.717504
ERN 15
ETB 156.643406
EUR 0.85136
FJD 2.18685
FKP 0.734821
GBP 0.736365
GEL 2.680059
GGP 0.734821
GHS 11.286699
GIP 0.734821
GMD 72.999748
GNF 8804.55958
GTQ 7.660794
GYD 209.901226
HKD 7.827605
HNL 26.670759
HRK 6.419303
HTG 131.399121
HUF 303.012017
IDR 17365.95
ILS 2.91051
IMP 0.734821
INR 94.41075
IQD 1314.280599
IRR 1312900.000132
ISK 122.430342
JEP 0.734821
JMD 158.020607
JOD 0.709014
JPY 156.800501
KES 129.150246
KGS 87.420497
KHR 4024.093407
KMF 418.999754
KPW 899.950939
KRW 1467.765006
KWD 0.307795
KYD 0.836058
KZT 464.61503
LAK 22016.463537
LBP 89533.723815
LKR 323.055346
LRD 184.10709
LSL 16.368643
LTL 2.95274
LVL 0.604889
LYD 6.345837
MAD 9.195197
MDL 17.26071
MGA 4165.565455
MKD 52.51478
MMK 2099.606786
MNT 3578.902576
MOP 8.092183
MRU 40.138456
MUR 46.820229
MVR 15.455001
MWK 1739.54559
MXN 17.262901
MYR 3.919502
MZN 63.905048
NAD 16.368783
NGN 1361.979903
NIO 36.917043
NOK 9.29545
NPR 151.292686
NZD 1.679839
OMR 0.384501
PAB 1.003253
PEN 3.475021
PGK 4.365952
PHP 60.544997
PKR 279.534225
PLN 3.600795
PYG 6140.362095
QAR 3.656974
RON 4.479694
RSD 99.945022
RUB 74.639547
RWF 1470.817685
SAR 3.780174
SBD 8.032258
SCR 14.098598
SDG 600.501353
SEK 9.25905
SGD 1.268503
SHP 0.746601
SLE 24.547226
SLL 20969.496166
SOS 573.372496
SRD 37.431033
STD 20697.981008
STN 20.887684
SVC 8.778354
SYP 110.543945
SZL 16.363923
THB 32.219503
TJS 9.375794
TMT 3.51
TND 2.910164
TOP 2.40776
TRY 45.363901
TTD 6.786684
TWD 31.373302
TZS 2608.394049
UAH 43.928641
UGX 3752.28603
UYU 40.11647
UZS 12157.202113
VES 496.20906
VND 26311
VUV 118.026144
WST 2.704092
XAF 559.236967
XAG 0.012394
XAU 0.000212
XCD 2.70255
XCG 1.808106
XDR 0.695511
XOF 559.267959
XPF 101.680898
YER 238.579251
ZAR 16.412899
ZMK 9001.200987
ZMW 19.111685
ZWL 321.999592
Furacão Beryl derruba rede elétrica em Houston, onde o calor 'suga a alma do corpo'
Furacão Beryl derruba rede elétrica em Houston, onde o calor 'suga a alma do corpo' / foto: © AFP

Furacão Beryl derruba rede elétrica em Houston, onde o calor 'suga a alma do corpo'

Sem energia sequer para ligar um ventilador, Josh Vance sente o calor consumindo sua casa em Houston, a maior cidade do estado do Texas, onde quase um milhão de pessoas continuam sem energia após a passagem do furacão Beryl.

Tamanho do texto:

Enquanto os trabalhadores se esforçam para restabelecer o serviço, centenas de moradores se refugiam em locais públicos com ar-condicionado habilitados como "centros de resfriamento", após cinco dias sem luz. Outros enfrentam enormes filas de carros em busca de um pouco de gelo, água e alimentos.

O furacão Beryl chegou aos Estados Unidos na segunda-feira (8) e deixou pelo menos oito mortos, sete deles no Texas, onde atingiu a costa. Sua próspera indústria petrolífera não foi afetada, mas bairros e estradas foram inundados, árvores arrancadas pela raiz e postes e linhas de transmissão sofreram danos.

Antes de perder força, Beryl deixou mais de dois milhões de pessoas sem energia. Quase metade deles ainda não teve o serviço restaurado, de acordo com o site poweroutage.

Em Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos, Josh Vance, de 43 anos, vive com seus dois filhos e sua gata. Durante o dia, ele busca abrigo em um centro comunitário com ar-condicionado, enquanto as temperaturas externas chegam perto de 40°C.

Mas à noite precisa voltar para sua casa, que tem sido castigada pelo sol. "Lidar com o calor em casa é terrível. Estamos sofrendo. Tento manter o ânimo alto para meus filhos, mas não vou mentir. Este calor está nos matando. Está sugando a vida e a alma do meu corpo", explica.

Josh deixou todas as janelas abertas e mesmo assim encontrou sua gata "quase morta". "É uma das coisas mais miseráveis que já senti na minha vida. Acordei esta manhã [quinta-feira] com os olhos quase inchados, fechados e vermelhos, não sei por quê", conta.

"Estamos acostumados com energia e, sem ela, é como viver no inferno", ele explica.

- A autonomia do Texas -

Os Estados Unidos têm duas grandes redes elétricas: uma para o leste e outra para o oeste. Cada rede está conectada a diferentes fontes de energia e, se um estado enfrenta problemas, outro da mesma rede pode oferecer suporte. Mas o Texas é o único estado com uma rede elétrica autônoma.

Em fevereiro de 2021, uma onda de frio incomum fez o sistema elétrico deste estado entrar em colapso, devido à alta demanda por aquecimento. O serviço de gás natural também foi afetado. Dezenas morreram de frio.

Em Houston, a rede de transmissão e distribuição é gerida pela empresa CenterPoint. Funcionários e cidadãos questionaram a demora em restabelecer o serviço, considerando que foi um furacão de categoria 1, a menor na escala.

"Sinto que subestimaram o impacto da tempestade (...) Parece que não estavam tão preparados como deveriam ter estado", disse na quinta-feira o vice-governador do Texas, Dan Patrick, que anunciou uma investigação.

"Entendo o quanto é frustrante ficar sem eletricidade, especialmente com este calor (...) Mas estou orgulhoso do progresso que alcançamos", disse ao jornal Houston Chronicle o diretor-executivo da empresa, Jason Wells, explicando que o serviço já foi restaurado para metade dos afetados.

Enquanto as discussões continuam, a comida na geladeira de Maria Dionisio está estragando. Ela foi para um "centro de resfriamento" no sul de Houston com seu bebê para se refrescar e receber um pouco de gelo e água.

"A luz acabou, ficamos com medo e foi complicado. Fiquei muito assustada pelo meu bebê, sim. A luz não voltou, está complicado (...) Não há mais nada para comer, todos os alimentos na geladeira estragaram", diz essa guatemalteca, em um estado onde 40% da população é latina.

No norte da cidade, uma fila de mais de um quilômetro de carros se forma para receber água e alimentos. Brittany Nave, de 40 anos, está com seus três filhos esperando por suprimentos.

Ela diz que tem sido difícil dormir confortavelmente. "Tem feito muito calor e estamos procurando coisas para fazer. Mas estamos agradecidos pela água e pelo gelo", diz.

Mas nem todos estão otimistas. "Peço a Deus que não haja outro [furacão] depois deste porque, se houver, estaremos em apuros. Nem conseguimos lidar com um de categoria 1... É loucura", assegura Josh.

J.P.Cortez--TFWP