The Fort Worth Press - PF lança nova operação por escândalo de espionagem durante governo Bolsonaro

USD -
AED 3.673002
AFN 64.499619
ALL 80.857725
AMD 361.449674
ANG 1.789785
AOA 917.999787
ARS 1524.887501
AUD 1.42801
AWG 1.80125
AZN 1.696166
BAM 1.74449
BBD 2.013379
BDT 123.649824
BGN 1.747831
BHD 0.37725
BIF 2996
BMD 1
BND 1.278292
BOB 11.691144
BRL 5.0122
BSD 0.999639
BTN 94.927772
BWP 13.724852
BYN 2.981492
BYR 19600
BZD 2.010606
CAD 1.406075
CDF 2315.000231
CHF 0.825099
CLF 0.024815
CLP 976.640141
CNY 6.67915
CNH 6.67481
COP 3172.14
CRC 454.01635
CUC 1
CUP 23.991865
CVE 98.353418
CZK 21.626951
DJF 177.72018
DKK 6.65276
DOP 61.501822
DZD 134.476003
EGP 54.444632
ERN 15
ETB 163.29086
EUR 0.89008
FJD 2.258099
FKP 0.751528
GBP 0.74735
GEL 2.594978
GGP 0.751528
GHS 11.624971
GIP 0.751528
GMD 73.500615
GNF 8848.21564
GTQ 7.639477
GYD 209.088355
HKD 7.84855
HNL 26.832455
HRK 6.706199
HTG 130.906561
HUF 324.0035
IDR 17986
ILS 3.089355
IMP 0.751528
INR 94.72615
IQD 1515.558311
IRR 1795727.499323
ISK 121.229935
JEP 0.751528
JMD 158.652431
JOD 0.708981
JPY 158.177498
KES 129.849832
KGS 87.450318
KHR 4065.631676
KMF 438.999785
KPW 899.999961
KRW 1325.850123
KWD 0.309699
KYD 0.833107
KZT 449.788164
LAK 22492.98683
LBP 89521.677274
LKR 331.534585
LRD 170.447906
LSL 16.46702
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.412395
MAD 9.796548
MDL 17.934092
MGA 4549.083271
MKD 54.989163
MMK 2099.540776
MNT 3598.083246
MOP 8.081669
MRU 40.224979
MUR 47.259675
MVR 15.450124
MWK 1733.468319
MXN 18.412805
MYR 4.082499
MZN 63.909848
NAD 16.467681
NGN 1328.000432
NIO 36.78366
NOK 9.40406
NPR 151.877982
NZD 1.759185
OMR 0.384496
PAB 0.999728
PEN 3.447086
PGK 4.473086
PHP 63.117966
PKR 276.67627
PLN 3.88627
PYG 5737.960807
QAR 3.633745
RON 4.740897
RSD 104.507993
RUB 82.799989
RWF 1476.043725
SAR 3.762651
SBD 8.058149
SCR 13.975198
SDG 601.496166
SEK 9.90106
SGD 1.277697
SHP 0.750188
SLE 24.679494
SLL 20969.504398
SOS 571.288409
SRD 37.661499
STD 20697.981008
STN 21.853439
SVC 8.747581
SYP 13001.999685
SZL 16.463453
THB 33.586503
TJS 9.232052
TMT 3.5
TND 2.982527
TOP 2.40776
TRY 49.575399
TTD 6.78527
TWD 32.646902
TZS 2644.99797
UAH 45.054454
UGX 4169.008054
UYU 40.102397
UZS 12040.315747
VES 879.788904
VND 25876
VUV 119.358066
WST 2.773115
XAF 583.854391
XAG 0.017268
XAU 0.000242350215
XCD 2.70255
XCG 1.801632
XDR 0.707052
XOF 583.854391
XPF 106.372921
YER 236.149737
ZAR 16.38434
ZMK 9001.214547
ZMW 20.018642
ZWL 321.999592
SSP 5816.545442
MXV 2.078495
PF lança nova operação por escândalo de espionagem durante governo Bolsonaro
PF lança nova operação por escândalo de espionagem durante governo Bolsonaro / foto: © AFP

PF lança nova operação por escândalo de espionagem durante governo Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) lançou nesta quinta-feira (11) uma nova operação contra suspeitos de terem participado de um suposto esquema de espionagem ilegal de figuras políticas e jornalistas de destaque durante o governo de Jair Bolsonaro.

Tamanho do texto:

Entre as principais personalidades que foram monitoradas estão o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e seu antecessor, Rodrigo Maia (PSDB-RJ), segundo um relatório da investigação divulgado nesta quinta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.

O próprio Moraes, alvo frequente da ira de Bolsonaro por ter ordenado várias investigações contra o ex-pesidente e seu entorno, é citado no documento como uma das figuras espionadas, assim como outros três ministros da corte, incluindo seu atual presidente, Luis Roberto Barroso.

A lista também inclui o ex-governador de São Paulo João Doria e jornalistas renomadas como Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e Vera Magalhães, de O Globo, a quem Bolsonaro chamou de "uma vergonha para o jornalismo brasileiro" durante um debate eleitoral em 2022.

"Espionagem utilizando o aparato estatal a pessoas consideradas adversárias do antigo presidente é comportamento de governo totalitário e criminoso, típico das piores ditaduras", reagiu em uma nota Rodrigo Maia, que presidiu a Câmara dos Deputados de 2016 a 2021.

- 'Organização criminosa' -

A Polícia Federal lançou a nova operação nesta quinta-feira, a quarta no âmbito deste caso, cumprindo "cinco mandados de prisão preventiva e sete ordens de busca e apreensão".

As ordens de prisão são direcionadas a agentes da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência, e influenciadores digitais suspeitos de propagar desinformação.

A polícia informou que a operação foi realizada em quatro estados e no Distrito Federal, mas não indicou se os suspeitos foram detidos.

Eles são acusados de integrar uma "organização criminosa" que criou "perfis falsos" de membros dos Três Poderes e jornalistas e difundiu notícias falsas. Também acessaram "ilegalmente" computadores e telefones.

Os suspeitos usaram recursos da Abin "para monitorar autoridades dos Poderes Judiciário (Ministros desta CORTE e os seus familiares) e Legislativo (Senadores da República e Deputados Federais), com o objetivo de obter vantagens políticas" e "desestabilizar as instituições republicanas", afirmou o ministro Moraes no documento que autorizou a operação policial.

- 'Gabinete do ódio' -

Embora não o envolva diretamente, o escândalo de espionagem atinge Jair Bolsonaro.

Em fevereiro, a PF revistou uma casa de praia onde a família Bolsonaro se encontrava em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, no âmbito dessa mesma investigação.

Os agentes também estiveram em imóveis ligados ao vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), segundo filho do ex-presidente.

Carlos Bolsonaro, mencionado na investigação como parte do "núcleo político" do esquema criminoso, é suspeito de ter coordenado sob a presidência de seu pai um "gabinete do ódio", uma "milícia digital" encarregada de difamar opositores nas redes sociais e de disseminar informações falsas.

Nesta quinta-feira, o filho do ex-presidente reiterou na rede social X que "nunca sequer mostraram nenhuma prova" que o vincule às acusações.

- 'Estrutura paralela' -

A investigação identificou que policiais federais e agentes de inteligência integravam uma "estrutura paralela que atuava sob o comando" do então diretor da Abin, Alexandre Ramagem (PL-RJ), atualmente deputado federal e homem de confiança de Jair Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, denunciou no X uma tentativa de "prejudicar a candidatura" de Ramagem, que concorre à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de outubro.

O escândalo estourou em outubro com a prisão de dois funcionários da Abin, suspeitos de terem usado sem autorização o software de espionagem israelense FirstMile. O programa, adquirido pelo governo brasileiro pouco antes da chegada de Bolsonaro ao poder, permite rastrear a geolocalização de celulares.

Bolsonaro, que tem vários processos abertos na Justiça, diz ser vítima de "perseguição". "Querem a minha cabeça", declarou após a operação policial em fevereiro.

Na semana passada, a PF recomendou a acusação do ex-presidente por um suposto desvio de joias presenteadas ao Brasil por países estrangeiros. Ele também é investigado pela suposta falsificação de certificados de vacinas contra a covid-19, a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília em janeiro de 2023 por seus apoiadores, e por um suposto plano de golpe de Estado para se manter no poder.

H.Carroll--TFWP