The Fort Worth Press - A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas

USD -
AED 3.672504
AFN 64.99972
ALL 81.318192
AMD 362.547991
ANG 1.789785
AOA 917.000033
ARS 1511.800499
AUD 1.433897
AWG 1.80125
AZN 1.697745
BAM 1.742182
BBD 2.019847
BDT 123.364303
BGN 1.747831
BHD 0.379293
BIF 3001.563314
BMD 1
BND 1.282898
BOB 11.708429
BRL 5.064498
BSD 1.002717
BTN 95.180449
BWP 13.73935
BYN 3.020016
BYR 19600
BZD 2.016996
CAD 1.41215
CDF 2313.501767
CHF 0.824635
CLF 0.024881
CLP 979.259585
CNY 6.691202
CNH 6.68171
COP 3176.32
CRC 455.723715
CUC 1
CUP 24.068911
CVE 98.222001
CZK 21.679697
DJF 178.583836
DKK 6.659825
DOP 61.517357
DZD 134.012427
EGP 53.240497
ERN 15
ETB 163.810406
EUR 0.89092
FJD 2.26765
FKP 0.750253
GBP 0.75045
GEL 2.590009
GGP 0.750253
GHS 11.711102
GIP 0.750253
GMD 73.496045
GNF 8822.690992
GTQ 7.662467
GYD 209.814628
HKD 7.84765
HNL 26.922083
HRK 6.711897
HTG 131.336662
HUF 323.3665
IDR 18047
ILS 3.09465
IMP 0.750253
INR 94.98065
IQD 1520.296452
IRR 1795877.502706
ISK 121.349659
JEP 0.750253
JMD 159.414222
JOD 0.708979
JPY 158.08597
KES 130.019899
KGS 87.449982
KHR 4076.487593
KMF 440.000134
KPW 899.999961
KRW 1332.310445
KWD 0.31082
KYD 0.835731
KZT 453.817443
LAK 22565.272
LBP 89806.433223
LKR 332.145625
LRD 170.751234
LSL 16.484977
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.439546
MAD 9.74301
MDL 17.99111
MGA 4513.568766
MKD 54.911969
MMK 2100.071343
MNT 3596.488264
MOP 8.107446
MRU 40.092106
MUR 47.230043
MVR 15.460573
MWK 1738.975517
MXN 18.453845
MYR 4.081002
MZN 63.922102
NAD 16.484977
NGN 1333.350006
NIO 36.906713
NOK 9.429105
NPR 152.289753
NZD 1.768175
OMR 0.382938
PAB 1.002837
PEN 3.449551
PGK 4.553816
PHP 63.085502
PKR 277.617784
PLN 3.89455
PYG 5727.723787
QAR 3.660721
RON 4.744502
RSD 104.604449
RUB 84.265483
RWF 1480.211293
SAR 3.763551
SBD 8.064647
SCR 13.925224
SDG 601.503014
SEK 9.915805
SGD 1.27963
SHP 0.754745
SLE 24.680526
SLL 20969.504398
SOS 573.128691
SRD 37.794499
STD 20697.981008
STN 21.825114
SVC 8.775087
SYP 13001.999685
SZL 16.478563
THB 33.502498
TJS 9.228751
TMT 3.51
TND 2.98768
TOP 2.40776
TRY 49.543498
TTD 6.808242
TWD 32.526037
TZS 2639.949958
UAH 44.982296
UGX 4142.133065
UYU 40.314905
UZS 12089.683862
VES 878.910606
VND 25895.5
VUV 119.385856
WST 2.787824
XAF 584.405489
XAG 0.017365
XAU 0.000239343529
XCD 2.70255
XCG 1.807395
XDR 0.707052
XOF 584.405489
XPF 106.234578
YER 236.149664
ZAR 16.462803
ZMK 9001.202279
ZMW 20.07732
ZWL 321.999592
SSP 5750.775019
MXV 2.083622
A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas
A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas / foto: © AFP/Arquivos

A difícil luta contra o derramamento de sangue nas estradas peruanas

"Nada será igual com sua família em um caixão". Elmer Cornelio perdeu a esposa, dois filhos e dois irmãos em um passeio de domingo. A caminhonete em que viajavam foi atingida por um ônibus, em um dos muitos acidentes nas estradas do Peru.

Tamanho do texto:

Ônibus caídos em abismos, colisões frontais de veículos, faixas invadidas... As cenas se repetem principalmente aos finais de semana.

Entre 2021 e 2023, houve uma média anual de 3.000 mortes nas estradas, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária do Ministério dos Transportes (ONSV), que relaciona a alta dos acidentes a três causas principais: imprudência ao volante, excesso de velocidade e embriaguez.

Até o início de maio, 970 pessoas haviam morrido nas estradas. E ainda faltam a temporada de férias escolares e vários feriados, incluindo os de final de ano, quando os sinistros costuma aumentar.

No Peru, a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito foi de 14 pessoas por 100.000 habitantes em 2019, em comparação com a média de 17 vítimas por 100.000 nas Américas, segundo o Banco Mundial.

Em 2023, foram registrados oficialmente 87.172 acidentes, que resultaram em 3.138 mortes.

Os esforços das autoridades para melhorar a fiscalização conseguiram reduzir a taxa para 9,5 mortes por 100.000 habitantes no ano passado, mas o derramamento de sangue nas estradas continua.

- "Jamais nos recuperaremos" -

Cornelio perdeu sua família em março. Um ônibus invadiu a faixa contrária da rodovia Panamericana e colidiu com a caminhonete familiar, a 147 km ao norte de Lima.

Este agricultor de 36 anos estava à frente em outro veículo com alguns trabalhadores. Sua esposa, seus dois filhos, dois irmãos e uma cunhada jamais chegaram ao local de encontro.

"Meu coração se partiu, jamais nos recuperaremos disso. Agora nos resta um vazio", conta com a voz embargada à AFP.

No mês passado, em apenas quatro acidentes houve 60 mortes, um número não incluído no balanço até o início de maio.

"Embora seja verdade que existam fatores que contribuem, como o clima, o estado de um veículo ou de uma estrada, o fator humano é predominante e determinante", afirma à AFP Larry Ampuero, porta-voz da Superintendência de Transporte (Sutran).

Segundo esse órgão, 70% dos acidentes ocorrem em cidades e 30% em estradas.

"Há informalidade por falta de fiscalização, mas também não há uma boa rede viária, temos uma infraestrutura em mau estado e falta de manutenção", afirmou por sua vez Martín Ojeda, gerente do sindicato de transporte interprovincial à rádio RPP.

- Cansaço fatal -

O fator humano está relacionado em muitos casos ao cansaço dos motoristas do serviço de transporte público. A lei estabelece um limite de dez horas diárias para que conduzam ônibus.

"Os motoristas geralmente sofrem de sonolência ou cansaço porque trabalham mais horas do que o permitido", diz à AFP Luis Quispe, diretor da Luz Ámbar, uma ONG que estuda o fenômeno do alto índice de acidentes.

O sindicato de serviço interprovincial afirma que cumpre as normas e que cada ônibus viaja com um motorista substituto, algo que os condutores questionam.

"A culpa é de certos fatores, tanto do motorista quanto da empresa que nos faz trabalhar muitas horas, praticamente 24 horas", afirma à AFP o motorista de ônibus Julio Camarena.

"Também tem a ver com o estado das estradas, que é péssimo a nível nacional, diríamos na maioria delas", acrescenta Camarena, de 51 anos, no terminal de ônibus de Yerbateros em Lima.

- Negligência estatal? -

Por sua vez, a Associação de Vítimas de Acidentes de Trânsito (Aviactran) aponta a indolência das autoridades e a falta de justiça como os maiores problemas nas estradas.

"O Estado não se preocupa com o aumento dos acidentes, não quer resolver o problema", afirma à AFP Carlos Villegas, presidente desta organização.

Segundo Villegas, houve "mais de 36.000 acidentes" até o momento em 2024.

"As autoridades são responsáveis por todos os acidentes de trânsito, por isso vamos processá-las judicialmente", enfatiza.

Ele acrescenta que 80% das vítimas de acidentes não recebem justiça em suas ações contra empresas e autoridades devido à "corrupção" do sistema.

"Nos sentimos muito decepcionados com o Estado", lamenta Villegas, que criou a Aviactran porque um médico que dirigia alcoolizado feriu gravemente seu filho de nove anos em 2006.

A.Maldonado--TFWP