The Fort Worth Press - Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos

USD -
AED 3.672497
AFN 63.999524
ALL 82.817919
AMD 366.961185
ANG 1.790403
AOA 917.497554
ARS 1477.267299
AUD 1.449191
AWG 1.8
AZN 1.696986
BAM 1.719513
BBD 2.008994
BDT 122.690487
BGN 1.69088
BHD 0.376994
BIF 2980
BMD 1
BND 1.294146
BOB 6.89258
BRL 5.195598
BSD 0.997508
BTN 94.112631
BWP 13.611387
BYN 2.838756
BYR 19600
BZD 2.006181
CAD 1.419985
CDF 2270.000283
CHF 0.810703
CLF 0.023384
CLP 920.330506
CNY 6.790502
CNH 6.80177
COP 3447.54
CRC 454.001969
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.940099
CZK 21.3531
DJF 177.630075
DKK 6.578008
DOP 58.781123
DZD 133.470173
EGP 49.515902
ERN 15
ETB 158.649893
EUR 0.880105
FJD 2.266098
FKP 0.75995
GBP 0.758084
GEL 2.639591
GGP 0.75995
GHS 11.218905
GIP 0.75995
GMD 72.500239
GNF 8740.757673
GTQ 7.610005
GYD 208.702762
HKD 7.84025
HNL 26.719736
HRK 6.630401
HTG 130.371712
HUF 311.630501
IDR 18028
ILS 2.982925
IMP 0.75995
INR 94.40065
IQD 1310
IRR 1375049.999969
ISK 126.720221
JEP 0.75995
JMD 157.214761
JOD 0.70901
JPY 161.818503
KES 129.529911
KGS 87.449853
KHR 4010.000098
KMF 434.000376
KPW 900.00035
KRW 1546.390241
KWD 0.30965
KYD 0.831256
KZT 483.438614
LAK 22065.000185
LBP 89328.533059
LKR 336.16866
LRD 181.540044
LSL 16.590003
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.405725
MAD 9.415504
MDL 17.705627
MGA 4252.569389
MKD 54.235871
MMK 2099.534862
MNT 3583.823146
MOP 8.055405
MRU 40.070268
MUR 48.190044
MVR 15.45039
MWK 1737.000108
MXN 17.507199
MYR 4.120437
MZN 63.894772
NAD 16.590323
NGN 1375.170414
NIO 36.609801
NOK 9.872751
NPR 150.579371
NZD 1.771805
OMR 0.384506
PAB 0.99749
PEN 3.422009
PGK 4.377508
PHP 61.366498
PKR 277.594113
PLN 3.77064
PYG 6095.373741
QAR 3.644976
RON 4.605495
RSD 103.32795
RUB 75.200986
RWF 1465.854892
SAR 3.75501
SBD 8.051953
SCR 13.24174
SDG 599.99957
SEK 9.742976
SGD 1.296825
SHP 0.746601
SLE 24.799045
SLL 20969.503664
SOS 570.059564
SRD 37.319711
STD 20697.981008
STN 21.540261
SVC 8.728411
SYP 110.532098
SZL 16.516625
THB 33.377502
TJS 9.221714
TMT 3.5
TND 2.937503
TOP 2.40776
TRY 46.601903
TTD 6.774893
TWD 31.861403
TZS 2618.936022
UAH 44.85287
UGX 3690.695456
UYU 40.019342
UZS 11982.22316
VES 620.752985
VND 26320
VUV 119.820737
WST 2.777776
XAF 576.690844
XAG 0.017376
XAU 0.000249
XCD 2.70255
XCG 1.797729
XDR 0.717231
XOF 576.698449
XPF 104.849947
YER 238.624978
ZAR 16.50045
ZMK 9001.200752
ZMW 18.004545
ZWL 321.999592
Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos
Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos / foto: © AFP

Caso Assange, uma saga judicial de 14 anos

As principais etapas da longa saga judicial protagonizada há 14 anos pelo fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, detido no Reino Unido.

Tamanho do texto:

Nesta terça-feira (26), a Justiça britânica pediu ao governo dos Estados Unidos, que deseja julgar Assange por espionagem, que apresente novas garantia sobre o tratamento que seria reservado ao australiano em caso de extradição.

- Revelações e ordem de detenção -

Em julho de 2010, a imprensa mundial publica 70.000 documentos militares confidenciais sobre as operações da coalizão internacional no Afeganistão, difundidos pelo site WikiLeaks. Em outubro são publicados outros 400.000 documentos relacionados à invasão americana do Iraque e, um mês depois, o conteúdo de quase de 250.000 telegramas diplomáticos dos Estados Unidos.

Em 18 de novembro, a Suécia emite um mandado de prisão europeu contra Julian Assange no âmbito de uma investigação por supostas agressões sexuais, incluindo estupro, contra duas mulheres suecas em agosto de 2010. O australiano afirma que as relações foram consentidas.

Assange, que estava em Londres, se entrega à polícia britânica em 7 de dezembro. Depois de permanecer nove dias na prisão, o australiano passa à prisão domiciliar.

Em 24 de fevereiro de 2011, um tribunal de Londres autoriza a extradição de Assange solicitada pela Suécia. O australiano teme ser entregue por este país aos Estados Unidos, onde ele diz que pode ser condenado à morte.

- Refúgio na embaixada do Equador -

Em 19 de junho de 2012, depois de ter esgotado todos os seus recursos, Assange se refugia na embaixada do Equador em Londres e pede asilo político. O Equador, então presidido por Rafael Correa, concede asilo em agosto e pede às autoridades britânicas, sem sucesso, um salvo-conduto para que o fundador do WikiLeaks possa viajar a Quito.

Assange permaneceu na embaixada durante quase sete anos, período em que inclusive obteve a nacionalidade equatoriana antes de ser privado da mesma.

Em 2 de abril de 2019, o presidente equatoriano Lenín Moreno, que rompeu com o antecessor, afirma que Assange violou o acordo sobre suas condições de asilo. No dia 11, Assange é detido em uma operação da polícia britânica, que foi autorizada a entrar na representação diplomática.

- Reabertura da investigação por estupro -

Imediatamente após a detenção, a advogada da mulher que o acusava de estupro na Suécia anuncia que solicitará ao MP a reabertura da investigação, arquivada em 2017. Os fatos que envolviam outro processo, por agressão sexual, prescreveram em 2015.

Em 1º de maio, Assange é condenado a 50 semanas de prisão por um tribunal de Londres por ter violado as condições de sua liberdade provisória quando se refugiou na embaixada equatoriana.

No dia 13 do mesmo mês, a Promotoria de Estocolmo anuncia a reabertura da investigação por estupro.

- Nova acusação americana -

Em 23 de maio de 2019, a Justiça americana, que já acusava Assange como "hacker", o indicia por outras 17 acusações com base nas leis contra a espionagem. O australiano pode ser condenado a até 175 anos de prisão.

No dia 31, o relator da ONU sobre a tortura afirma, após um encontro com Assange na prisão, que ele apresenta "todos os sintomas de tortura psicológica".

No início de novembro, o relator afirma que o tratamento concedido a Assange coloca sua vida em "perigo".

Em 21 de outubro, o fundador do WikiLeaks aparece pela primeira vez no tribunal de Westminster, confuso e balbuciando.

- Suécia abandona processo -

Em 19 de novembro de 2019, o MP sueco anuncia o abandono da investigação por estupro por falta de evidências.

- Audiência de extradição em Londres -

Em 24 de fevereiro de 2020, a Justiça britânica começa a examinar o pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos, adiado devido à pandemia de coronavírus. A advogada Stella Morris, companheira de Assange, adverte nos Estados Unidos o fundador do WikiLeaks poderia ser "condenado à morte".

Em 4 de janeiro de 2021, a juíza Vanessa Baraitser rejeita o pedido de extradição alegando que as condições de sua detenção nos Estados Unidos poderiam provocar o risco de suicídio.

A Justiça britânica decide mantê-lo em detenção.

- Anulação da rejeição à extradição -

Em 12 de fevereiro de 2021, Washington apela contra a rejeição da extradição.

A audiência começa em 27 de outubro. O advogado que defende os interesses americanos nega que risco de suicídio e afirma que, em caso de extradição, Assange não seria levado para a penitenciária de segurança máxima ADX de Florence (Colorado), e que ele receberia atendimento médico e psicológico necessários e que poderia solicitar para cumprir a pena na Austrália.

Mas o advogado de Assange insiste que ainda existe "grande risco de suicídio".

Em 10 de dezembro, o Tribunal Superior de Londres anula a rejeição à extradição, por considerar que o governo dos Estados Unidos apresentou garantias sobre o tratamento que seria reservado ao fundador do WikiLeaks. A defesa de Assange apresenta um novo recurso.

- Recurso contra a extradição -

Em 14 de março de 2022, o Tribunal Superior britânico rejeita o recurso.

Em 20 de abril, o Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, emite formalmente uma ordem de extradição.

Em 17 de junho, a ministra do Interior britânica, Priti Patel, assina o decreto de extradição, contra o qual Assange apresenta recurso.

Nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2024, acontece em Londres o julgamento para examinar o recurso contra a extradição. Em 25 de março, o Tribunal Superior de Justiça de Londres anuncia que no dia seguinte informará se aceita o recurso de Assange.

- Novas garantias -

Em 26 de março, a Justiça britânica pede ao governo dos Estados Unidos novas garantias sobre o tratamento que seria reservado a Julian Assange, pois em caso contrário concederia ao fundador do Wikileaks um último recurso contra sua extradição.

As autoridade americanas têm prazo de três semanas para apresentar garantias de que Assange poderia ser beneficiado pela Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, e que não será condenado à pena de morte.

"Caso estas garantias não sejam apresentadas no prazo", Assange poderá apresentar recurso contra sua extradição.

Caso o governo dos Estados Unidos apresente as garantias, o tribunal terá que decidir se são ou não satisfatória.

T.Dixon--TFWP