The Fort Worth Press - Revolta contra operação policial com 47 mortos em São Paulo

USD -
AED 3.672501
AFN 63.999705
ALL 82.887148
AMD 366.961185
ANG 1.790403
AOA 917.494452
ARS 1477.244299
AUD 1.453372
AWG 1.8
AZN 1.698266
BAM 1.719513
BBD 2.010673
BDT 122.690487
BGN 1.69088
BHD 0.376397
BIF 2974.792134
BMD 1
BND 1.295148
BOB 6.89258
BRL 5.1936
BSD 0.998341
BTN 94.112631
BWP 13.622705
BYN 2.840941
BYR 19600
BZD 2.007699
CAD 1.420331
CDF 2270.000338
CHF 0.810425
CLF 0.023381
CLP 920.203673
CNY 6.80385
CNH 6.806125
COP 3447.55
CRC 454.351489
CUC 1
CUP 26.5
CVE 97.350134
CZK 21.361004
DJF 177.776214
DKK 6.57916
DOP 58.826376
DZD 133.474044
EGP 49.509297
ERN 15
ETB 157.452947
EUR 0.88017
FJD 2.266097
FKP 0.75995
GBP 0.758335
GEL 2.64042
GGP 0.75995
GHS 11.218905
GIP 0.75995
GMD 72.499403
GNF 8747.409959
GTQ 7.610005
GYD 208.702762
HKD 7.841755
HNL 26.71295
HRK 6.631704
HTG 130.476672
HUF 312.283503
IDR 17977
ILS 2.982925
IMP 0.75995
INR 94.64075
IQD 1307.718026
IRR 1375050.000298
ISK 126.749777
JEP 0.75995
JMD 157.33372
JOD 0.708975
JPY 161.752966
KES 129.540426
KGS 87.450219
KHR 4020.149139
KMF 434.000204
KPW 900.00035
KRW 1548.144996
KWD 0.30965
KYD 0.831896
KZT 483.810797
LAK 22188.003203
LBP 89397.304146
LKR 336.454108
LRD 181.540044
LSL 16.531463
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.410995
MAD 9.4155
MDL 17.719258
MGA 4256.067999
MKD 54.278104
MMK 2099.534862
MNT 3583.823146
MOP 8.062139
MRU 39.651054
MUR 48.18998
MVR 15.44993
MWK 1731.111883
MXN 17.54735
MYR 4.103297
MZN 63.900395
NAD 16.531463
NGN 1376.119714
NIO 36.733491
NOK 9.898099
NPR 150.695297
NZD 1.77508
OMR 0.384501
PAB 0.99749
PEN 3.422
PGK 4.380744
PHP 61.331003
PKR 277.832264
PLN 3.772902
PYG 6100.388479
QAR 3.645026
RON 4.606406
RSD 103.315984
RUB 75.198373
RWF 1466.964054
SAR 3.748015
SBD 8.051953
SCR 13.241262
SDG 600.00038
SEK 9.756555
SGD 1.2969
SHP 0.746601
SLE 24.797551
SLL 20969.503664
SOS 570.490909
SRD 37.319468
STD 20697.981008
STN 21.55618
SVC 8.735131
SYP 110.532098
SZL 16.530795
THB 33.456023
TJS 9.221714
TMT 3.5
TND 2.937503
TOP 2.40776
TRY 46.616201
TTD 6.780108
TWD 31.839499
TZS 2618.936013
UAH 44.889771
UGX 3690.695456
UYU 40.019342
UZS 11982.22316
VES 620.752985
VND 26314.5
VUV 119.820737
WST 2.777776
XAF 577.139891
XAG 0.017787
XAU 0.00025
XCD 2.70255
XCG 1.799113
XDR 0.717821
XOF 577.180517
XPF 104.849947
YER 238.624989
ZAR 16.550903
ZMK 9001.197201
ZMW 18.019596
ZWL 321.999592
Revolta contra operação policial com 47 mortos em São Paulo
Revolta contra operação policial com 47 mortos em São Paulo / foto: © AFP/Arquivos

Revolta contra operação policial com 47 mortos em São Paulo

Leonel Andrade conversava com um amigo na rua de uma favela no litoral de São Paulo quando foi atingido por "disparos da polícia", conta ainda comovida Beatriz da Silva. Seu marido está entre os 47 mortos em uma operação qualificada como "massacre" por autoridades e ONGs.

Tamanho do texto:

Milhares de policiais foram mobilizados em 18 de dezembro na chamada "Operação Verão" contra o narcotráfico na Baixada Santista, no estado de São Paulo, estratégica para o crime organizado porque abriga o porto de Santos, o mais importante da América Latina.

Até agora, "47 pessoas morreram em confronto com a polícia", e outros 921 "criminosos" foram presos, informou a Secretaria de Segurança paulista.

Organizações civis pediram em 8 de março ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, o fim da operação, ao denunciar violações, como "execuções sumárias" e "torturas".

Um informe da Defensoria Pública de São Paulo e ONGs denunciou o "maior massacre" no estado mais populoso do Brasil desde a matança no complexo do Carandiru em 1992, quando mais de cem presos morreram.

"Falaram que houve troca de tiros, mas não teve troca de tiros. É mentira", explica Beatriz da Silva, sobre a morte em fevereiro de seu marido, aos 36 anos, pai de seus três filhos.

Seu esposo, que usava muletas, havia cumprido pena por tráfico de drogas. Mas afirma que não tinha mais vínculos com a atividade.

Ela o encontrou agonizando. "Os policiais não deixaram socorrer. E não tentaram fazer nada", conta.

- "Estamos muito tranquilos" -

"Nós temos muita tranquilidade em relação ao que está sendo feito. E aí, o pessoal pode ir na ONU, na Liga da Justiça, no raio que o parta, que eu não estou nem aí", disse em defesa da operação o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Freitas, que já foi mencionado mais de uma vez como futuro presidenciável, acirrou o combate contra o crime organizado no litoral paulista, principalmente após o assassinato de um agente de elite em meados de 2023.

Ele disse à imprensa que comerciantes e moradores da Baixada Santista o agradeceram por "restabelecer a ordem".

As incursões continuarão "por tempo indeterminado", disse a Secretaria de Segurança de São Paulo.

- "Olho por olho"

Cláudio da Silva, ouvidor da polícia paulista, afirma que a polícia tem "uma atuação olho por olho dente por dente" e exige investigações independentes e que os responsáveis sejam punidos.

O diretor da Human Rights Watch no Brasil, César Muñoz, lamenta que Freitas tenha dado à polícia "carta branca para fazer o que quiser" nos bairros pobres da Baixada Santista.

A organização recebeu denúncias de que cenas de crimes não receberam peritos e que vítimas já mortas foram enviadas a hospitais.

O Ministério Público de São Paulo iniciou uma investigação após socorristas confirmarem que levaram mortos para centros médicos.

- Morrer por "viver na favela" -

Os moradores que são testemunhas de mortes e todo esse terror têm medo de depor, o que dificulta as investigações, detalha Muñoz.

Mãe Andreia, pseudônimo da responsável pelo Movimento Mães do Cárcere, que acolhe também familiares de vítimas da violência policial, afirma que a força atua como "um grupo de extermínio" na comunidade.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos se pronunciou esta semana contra outra letal atuação em São Paulo: condenou o Brasil pela execução extrajudicial de 12 pessoas durante a "Operação Castelinho" em 2002.

C.M.Harper--TFWP