The Fort Worth Press - Congresso retoma debate de reformas de Milei após repressão policial

USD -
AED 3.672498
AFN 64.000326
ALL 82.68029
AMD 367.135014
ANG 1.790403
AOA 916.999809
ARS 1477.225982
AUD 1.448845
AWG 1.8
AZN 1.702453
BAM 1.715275
BBD 2.014515
BDT 123.02835
BGN 1.69088
BHD 0.377119
BIF 2970.641759
BMD 1
BND 1.294218
BOB 6.912067
BRL 5.176399
BSD 1.000241
BTN 93.880701
BWP 13.593527
BYN 2.900919
BYR 19600
BZD 2.011585
CAD 1.418275
CDF 2270.000387
CHF 0.808603
CLF 0.023386
CLP 920.39016
CNY 6.80385
CNH 6.80532
COP 3436.33
CRC 454.120897
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.704174
CZK 21.28265
DJF 178.120998
DKK 6.55597
DOP 58.769103
DZD 133.313032
EGP 49.508698
ERN 15
ETB 161.263403
EUR 0.877098
FJD 2.266103
FKP 0.756718
GBP 0.75655
GEL 2.645009
GGP 0.756718
GHS 11.278044
GIP 0.756718
GMD 73.000078
GNF 8764.059725
GTQ 7.63095
GYD 209.335368
HKD 7.84221
HNL 26.762262
HRK 6.609701
HTG 130.728584
HUF 310.600502
IDR 17859
ILS 2.997769
IMP 0.756718
INR 94.36415
IQD 1310.26771
IRR 1375050.000106
ISK 126.301278
JEP 0.756718
JMD 157.530312
JOD 0.708976
JPY 161.650502
KES 129.509862
KGS 87.449975
KHR 4014.99704
KMF 433.999764
KPW 900.00035
KRW 1536.095377
KWD 0.30962
KYD 0.833556
KZT 485.307724
LAK 21954.438817
LBP 89573.137575
LKR 336.229088
LRD 182.200101
LSL 16.441492
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.420634
MAD 9.379032
MDL 17.734997
MGA 4230.669724
MKD 54.081445
MMK 2099.450161
MNT 3580.242389
MOP 8.08004
MRU 39.918437
MUR 47.710173
MVR 15.450036
MWK 1734.46298
MXN 17.515645
MYR 4.089304
MZN 63.89854
NAD 16.441492
NGN 1378.749823
NIO 36.808525
NOK 9.913875
NPR 150.211581
NZD 1.770015
OMR 0.384494
PAB 1.000285
PEN 3.41073
PGK 4.389446
PHP 61.307995
PKR 278.373232
PLN 3.76004
PYG 6104.908659
QAR 3.645931
RON 4.597099
RSD 102.978994
RUB 77.741848
RWF 1464.86285
SAR 3.756188
SBD 8.051953
SCR 14.043416
SDG 600.000332
SEK 9.71586
SGD 1.29417
SHP 0.746601
SLE 24.795264
SLL 20969.503664
SOS 571.66663
SRD 37.319991
STD 20697.981008
STN 21.486987
SVC 8.751743
SYP 110.532098
SZL 16.431845
THB 33.380139
TJS 9.257398
TMT 3.5
TND 2.96472
TOP 2.40776
TRY 46.592504
TTD 6.797662
TWD 31.889202
TZS 2622.693046
UAH 44.895745
UGX 3671.108656
UYU 40.151731
UZS 12014.822286
VES 620.752985
VND 26300
VUV 119.950905
WST 2.785497
XAF 575.287334
XAG 0.017191
XAU 0.000247
XCD 2.70255
XCG 1.802627
XDR 0.716453
XOF 575.284811
XPF 104.593392
YER 238.625007
ZAR 16.461103
ZMK 9001.19602
ZMW 18.017813
ZWL 321.999592
Congresso retoma debate de reformas de Milei após repressão policial
Congresso retoma debate de reformas de Milei após repressão policial / foto: © AFP

Congresso retoma debate de reformas de Milei após repressão policial

Deputados argentinos retomaram, nesta sexta-feira (2), o debate do amplo pacote de reformas do presidente ultradireitista Javier Milei, após dois dias de maratona no local e protestos do lado de fora reprimidos pela polícia com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Tamanho do texto:

"Foram excessos", respondeu um dos líderes da bancada governista, José Luis Espert, em coletiva de imprensa na porta do Congresso, ao ser perguntado sobre a ação das forças de segurança que deixou dezenas de feridos, segundo a AFP conseguiu comprovar.

As autoridades não forneceram até agora balanços dos incidentes, antes de um terceiro dia com novos protestos convocados.

Forças da polícia militarizada haviam antecipado que aplicariam o protocolo de restrições severas criado pelo governo aos comícios de rua.

Os manifestantes e os jornalistas foram dispersados com balas de borracha, agredidos com cassetetes e gás de pimenta, até que as proximidades da região ficaram vazias.

Ao receber as notícias de que a polícia estava reprimindo as manifestações, deputados de vários partidos da oposição abandonaram o local para observar os atos e apoiar os manifestantes.

A câmara discute uma mega lei que inclui a concessão de super-poderes ou faculdades delegadas a Milei para governe por decreto, permite a venda de empresas públicas, contraia dívida pública sem aval parlamentar e desregule toda a atividade econômica, entre outras reformas de seu ideário autodefinido como "anarcocapitalista".

- A soma do poder público -

O oficialismo tem apenas 38 de 257 assentos, mas conta com o apoio de aliados de direita, centro-direita e social-democratas para aprovar parte do projeto da denominada Lei Ônibus, que inclui 300 reformas econômicas e políticas do governo.

Durante a véspera, a oposição peronista e de esquerda centrou suas críticas nas reformas propostas do Código Penal, que contemplam a criminalização dos protestos de rua e, sobretudo, nas "faculdades delegadas", após denunciar que envolvem "conceder a soma do poder público".

"Tem que debater a quem se dá as faculdades delegadas: a um presidente que não acredita na democracia, que não reconhece o Congresso, que acusou os legisladores de cobrar subornos?", perguntou-se a deputada opositora Paula Penacca.

Esses são, também, alguns dos pontos que mais acirram os ânimos dos manifestantes na porta do Congresso.

Milei busca uma primeira aprovação "em geral" da Lei Ônibus, mas o resultado final dependerá da votação "artigo por artigo" da norma, que nas negociações perdeu a metade de seu conteúdo.

- O ponto: votar cada artigo -

A oposição antecipou que o projeto sofrerá mudanças e, de fato, o texto definitivo segue sendo negociado enquanto está sendo debatido. Até a noite de quinta-feira, os deputados ainda não tinham uma cópia do texto definitivo.

"Ainda não conhecemos o texto da lei que vai ser votado", disse o deputado opositor Daniel Arroyo na porta do Congresso em coletiva de imprensa.

Na semana passada, o governo retirou um "capítulo fiscal" muito questionado do projeto, com o qual buscava assegurar o "déficit zero" nas contas do Estado, mas mantém o pedido de tomar dívida externa sem passar pelo Congresso, como se exige atualmente.

O texto original da Lei Ônibus assegurava a Milei um corte de gasto público de ao redor de 5% do PIB, que agora promete alcançar com outras medidas de ajuste.

Milei já ditou um megadecreto que modifica centenas normas e leis, para reverter com amplas desregulações uma crise que mantém mais de 45% dos argentinos na pobreza, com uma inflação anual de 211% em 2023.

Antes, o ultraliberal avançou com uma desvalorização do peso de 50% e a liberação de todos os preços da economia, o que acelerou a inflação a 25,5% em dezembro.

Milei também renovou o programa creditício de 44 bilhões de dólares com o FMI, que elogiou esses primeiros ajustes, mas previu uma recessão de 2,8% da economia argentina em 2024.

Na quarta-feira, o Fundo aprovou o desembolso de 4,7 bilhões de dólares (23,1 bilhões de reais) - para pagamento de sua própria dívida - em apoio às "medidas econômicas" de Milei, embora tenha advertido que "o caminho para a estabilização será difícil".

W.Lane--TFWP