The Fort Worth Press - CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'

USD -
AED 3.672969
AFN 65.0005
ALL 81.123148
AMD 360.506495
ANG 1.789785
AOA 916.999948
ARS 1545.265802
AUD 1.429623
AWG 1.8
AZN 1.700435
BAM 1.744435
BBD 2.013263
BDT 124.343874
BGN 1.747831
BHD 0.37725
BIF 3004
BMD 1
BND 1.278581
BOB 12.140484
BRL 5.437498
BSD 0.999585
BTN 94.811201
BWP 13.808328
BYN 2.953267
BYR 19600
BZD 2.01032
CAD 1.39936
CDF 2309.999858
CHF 0.81834
CLF 0.024837
CLP 977.520262
CNY 6.648299
CNH 6.647299
COP 3228
CRC 454.527211
CUC 1
CUP 23.989333
CVE 98.875013
CZK 21.73575
DJF 177.7199
DKK 6.678285
DOP 60.250032
DZD 135.812857
EGP 55.353698
ERN 15
ETB 162.433359
EUR 0.89359
FJD 2.24625
FKP 0.746765
GBP 0.74585
GEL 2.595003
GGP 0.746765
GHS 11.649711
GIP 0.746765
GMD 73.499231
GNF 8800.000017
GTQ 7.642051
GYD 209.539525
HKD 7.84655
HNL 26.869372
HRK 6.76901
HTG 131.015506
HUF 325.500502
IDR 18131.35
ILS 3.14045
IMP 0.746765
INR 94.72045
IQD 1515.298819
IRR 1879653.999849
ISK 121.68993
JEP 0.746765
JMD 158.843703
JOD 0.708997
JPY 157.940199
KES 129.950113
KGS 87.449799
KHR 4085.00001
KMF 440.000146
KPW 899.999961
KRW 1345.709476
KWD 0.311375
KYD 0.832995
KZT 452.368741
LAK 22529.999646
LBP 89549.999913
LKR 332.306128
LRD 170.225
LSL 16.636267
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.414756
MAD 9.828437
MDL 18.057593
MGA 4514.054577
MKD 54.972244
MMK 2099.693878
MNT 3599.326016
MOP 8.078026
MRU 40.503405
MUR 47.290056
MVR 15.459881
MWK 1737.000269
MXN 18.578355
MYR 4.071801
MZN 63.900912
NAD 16.636267
NGN 1340.929861
NIO 36.783168
NOK 9.302502
NPR 151.697565
NZD 1.780627
OMR 0.384506
PAB 0.999799
PEN 3.467019
PGK 4.482837
PHP 63.353003
PKR 276.504083
PLN 3.94685
PYG 5917.059487
QAR 3.653878
RON 4.768405
RSD 105.061985
RUB 81.250748
RWF 1478.412502
SAR 3.764439
SBD 8.058206
SCR 13.826506
SDG 601.496321
SEK 9.782675
SGD 1.27937
SHP 0.748335
SLE 22.900861
SLL 20969.504398
SOS 571.280766
SRD 37.579501
STD 20697.981008
STN 21.85227
SVC 8.746259
SYP 13001.999685
SZL 16.630915
THB 33.715011
TJS 9.191303
TMT 3.5
TND 2.987517
TOP 2.40776
TRY 49.970099
TTD 6.761717
TWD 32.6114
TZS 2645.003039
UAH 45.650373
UGX 4277.693292
UYU 40.190338
UZS 11944.718217
VES 887.4798
VND 25764
VUV 118.915185
WST 2.776217
XAF 586.156495
XAG 0.019785
XAU 0.000253391005
XCD 2.70255
XCG 1.80143
XDR 0.707052
XOF 586.156495
XPF 106.371498
YER 236.194475
ZAR 16.599915
ZMK 9001.196448
ZMW 20.242167
ZWL 321.999592
SSP 5745.217636
MXV 2.092277
CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'
CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio' / foto: © ANP/AFP

CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'

O máximo órgão judicial da ONU exigiu, nesta sexta-feira (26), que Israel evite qualquer ato de genocídio em Gaza e permita a entrada de ajuda humanitária no território palestino, onde trava uma guerra contra o movimento islamista palestino Hamas desde outubro.

Tamanho do texto:

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede em Haia, não se pronunciou sobre a questão subjacente de saber se as operações israelenses em Gaza se enquadram no conceito jurídico de genocídio, um debate que pode levar anos.

Mas considerou que a "catastrófica situação humanitária" no território palestino "poderia piorar ainda mais", antes de pronunciar sua decisão final, razão pela qual exigiu várias medidas de emergência.

Uma delas, para que Israel tome "medidas imediatas e eficazes para permitir a prestação de serviços básicos e de ajuda humanitária" em Gaza, onde 85% dos cerca de 2,4 milhões de habitantes se tornaram deslocados internos desde o início da guerra.

Também instou o país a fazer tudo o que puder para "impedir a prática de todos os atos dentro do âmbito de aplicação" da Convenção para a Prevenção do Genocídio e "impedir e punir" qualquer incitamento ao genocídio.

Antes de ler as disposições, a presidente do tribunal, Joan Donoghue, citou declarações de responsáveis israelenses, como o ministro da Defesa, Yoav Gallant, que ordenou um "cerco total" à Faixa de Gaza em 9 de outubro e disse então que as suas forças estavam "lutando contra animais".

O tribunal emitiu esta decisão no âmbito do recurso de emergência apresentado em dezembro pela África do Sul perante a CIJ, que argumentou que Israel violou a convenção da ONU, firmada em 1948, após o Holocausto.

- Cessar-fogo -

A chanceler sul-africana, Naledi Pandor, considerou que estas medidas equivalem à exigência de um cessar-fogo.

"Como prestar ajuda humanitária sem um cessar-fogo? Como fornecer água, [facilitar] o acesso à energia? Como garantir que os feridos sejam beneficiados com cuidados de saúde?", questionou ela em frente ao Palácio da Paz em Haia, onde está sediada a CIJ.

"Sem um cessar-fogo, não se pode fazer nada disso", acrescentou.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, observou que "a acusação de genocídio apresentada contra Israel não é apenas falsa, é escandalosa".

Durante dois dias de audiências realizadas este mês, Israel ressaltou que agiu em legítima defesa, após os ataques do movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro, em seu território, e que faz o que pode para proteger os civis de Gaza.

Entretanto, a CIJ afirmou que as medidas adotadas até o momento "são insuficientes" para proteger os direitos dos palestinos.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, considerou a decisão um "avanço importante que contribui para isolar Israel e expor seus crimes em Gaza", segundo um comunicado. E a Autoridade Palestina viu a decisão como uma demonstração de que "nenhum Estado está acima da lei".

A guerra eclodiu em 7 de outubro com a incursão de comandos islamistas que mataram cerca de 1.140 pessoas, a maioria civis, e sequestraram cerca de 250 no sul de Israel, segundo um relatório da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

As ações de retaliação, com bombardeios incessantes e ofensivas terrestres em Gaza, deixaram até agora pelo menos 26.083 mortos, a maioria mulheres, crianças e adolescentes, segundo o Ministério da Saúde do território.

- "Preocupação" com os reféns -

Israel afirma que, se houve atos de genocídio, estes foram perpetrados pelo Hamas na operação de comando de outubro.

Em comentários feitos à margem da decisão, a presidente do tribunal afirmou nesta sexta-feira que o tribunal está "muito preocupado" com a situação dos reféns em Gaza e exigiu a sua "libertação imediata e incondicional".

Pouco depois, o grupo islamista divulgou um vídeo no Telegram no qual aparecem três mulheres israelenses feitas reféns em Gaza. Duas delas, Daniella Gilboa e Karina Ariev, apresentam-se como recrutas do Exército israelense, e a terceira, Doron Steinbrecher, como civil.

No fim de novembro, durante uma trégua de uma semana, os islamistas trocaram uma centena de reféns por prisioneiros palestinos em Israel. Atualmente, 104 pessoas permanecem cativas em Gaza, segundo dados israelenses, e 28 morreram.

- Israel aceitará a decisão? -

A questão agora é se Israel cumprirá ou não a decisão do tribunal.

A CIJ, que trata de litígios entre países, emite decisões vinculantes e que não cabem recurso, mas não dispõe de meios para garantir a sua aplicação, como quando ordenou à Rússia que parasse as suas operações na Ucrânia, sem sucesso.

No dia 14 de janeiro, Netanyahu manifestou a sua firmeza na manutenção da ofensiva. "Ninguém nos impedirá, nem Haia, nem o eixo do mal", declarou.

Em qualquer caso, os especialistas acreditam que, independentemente do impacto simbólico que a decisão possa ter, provavelmente haverá consequências tangíveis no terreno.

Segundo Juliette McIntyre, especialista em direito internacional da Universidade do Sul da Austrália, se a CIJ, como terceira parte neutra, determinar a existência de um risco de genocídio em Gaza, "será muito mais difícil para um país continuar apoiando Israel".

As nações que mais apoiaram o caso perante a CIJ foram aquelas de maioria muçulmana, incluindo Irã, Turquia, Jordânia, Paquistão, Bangladesh, Malásia e Maldivas. Na América Latina, Brasil, Colômbia, Bolívia e Venezuela corroboraram a iniciativa.

A União Europeia recordou que "as ordens da CIJ não são vinculativas" e disse esperar sua "implementação plena, imediata e efetiva".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, igualou a decisão do tribunal a um "triunfo da Humanidade" e sublinhou que "o que se impõe é um cessar-fogo para a libertação integral dos reféns de ambos os lados".

Já o presidente argentino, Javier Milei, condenou a violência "atroz e imperdoável" do Hamas e criticou o "ressurgimento do antissemitismo".

- UNRWA demite funcionários -

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou nesta sexta-feira que demitiu "vários" funcionários acusados por Israel de estarem envolvidos no ataque de 7 de outubro.

"Qualquer funcionário que esteja envolvido em atos de terrorismo terá que prestar contas, inclusive mediante ações legais", declarou.

Pouco depois, os Estados Unidos anunciaram a suspensão temporária do financiamento desta agência enquanto analisava estas acusações.

S.Jordan--TFWP