The Fort Worth Press - CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'

USD -
AED 3.672499
AFN 64.999712
ALL 79.73251
AMD 363.440013
ANG 1.790365
AOA 917.999834
ARS 1510.742703
AUD 1.407143
AWG 1.8025
AZN 1.69771
BAM 1.705151
BBD 2.014743
BDT 122.842733
BGN 1.683441
BHD 0.377072
BIF 3007.563373
BMD 1
BND 1.278286
BOB 9.828548
BRL 5.165749
BSD 1.000371
BTN 95.852241
BWP 13.566297
BYN 3.025994
BYR 19600
BZD 2.011918
CAD 1.401205
CDF 2310.999863
CHF 0.824195
CLF 0.024334
CLP 960.839822
CNY 6.70755
CNH 6.700875
COP 3214.45
CRC 447.525011
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.136744
CZK 21.265993
DJF 178.140476
DKK 6.52217
DOP 59.042263
DZD 133.863989
EGP 52.123098
ERN 15
ETB 163.400976
EUR 0.87249
FJD 2.218802
FKP 0.749304
GBP 0.748525
GEL 2.602537
GGP 0.749304
GHS 11.524327
GIP 0.749304
GMD 73.505413
GNF 8794.552556
GTQ 7.633994
GYD 209.29239
HKD 7.845735
HNL 26.85435
HRK 6.573196
HTG 130.743913
HUF 318.227971
IDR 17835
ILS 3.03663
IMP 0.749304
INR 95.99815
IQD 1310.490638
IRR 1374600.000262
ISK 121.450236
JEP 0.749304
JMD 157.960584
JOD 0.708989
JPY 157.249501
KES 129.497294
KGS 87.449711
KHR 4054.195438
KMF 428.000147
KPW 900.000318
KRW 1389.179589
KWD 0.30833
KYD 0.833682
KZT 447.238218
LAK 22416.551508
LBP 89581.983757
LKR 331.11734
LRD 173.066192
LSL 16.263563
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.354188
MAD 9.478186
MDL 17.581258
MGA 4336.662409
MKD 53.645926
MMK 2099.69268
MNT 3599.361607
MOP 8.083211
MRU 40.24412
MUR 47.569607
MVR 15.449545
MWK 1734.672526
MXN 17.251275
MYR 4.083699
MZN 63.909734
NAD 16.263705
NGN 1331.620095
NIO 36.809228
NOK 9.437485
NPR 153.367772
NZD 1.75219
OMR 0.384518
PAB 1.000379
PEN 3.37569
PGK 4.45264
PHP 62.999501
PKR 277.27411
PLN 3.80914
PYG 5930.433797
QAR 3.65652
RON 4.593504
RSD 102.388995
RUB 84.202169
RWF 1469.536863
SAR 3.726614
SBD 8.000512
SCR 13.927029
SDG 601.507612
SEK 9.87196
SGD 1.278198
SHP 0.747524
SLE 24.649771
SLL 20969.491881
SOS 571.677674
SRD 37.746499
STD 20697.981008
STN 21.360535
SVC 8.753575
SYP 13002.000254
SZL 16.258419
THB 33.365949
TJS 9.228308
TMT 3.51
TND 2.942646
TOP 2.40776
TRY 48.785098
TTD 6.790907
TWD 31.80103
TZS 2649.995975
UAH 44.694758
UGX 3945.963147
UYU 40.228081
UZS 11844.198871
VES 847.485102
VND 26022
VUV 118.29149
WST 2.754822
XAF 572.315643
XAG 0.015072
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.802885
XDR 0.707052
XOF 572.315643
XPF 103.976042
YER 236.550044
ZAR 16.31289
ZMK 9001.187957
ZMW 19.662326
ZWL 321.999592
SSP 5664.022588
MXV 1.955812
CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'
CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio' / foto: © ANP/AFP

CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'

O máximo órgão judicial da ONU exigiu, nesta sexta-feira (26), que Israel evite qualquer ato de genocídio em Gaza e permita a entrada de ajuda humanitária no território palestino, onde trava uma guerra contra o movimento islamista palestino Hamas desde outubro.

Tamanho do texto:

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede em Haia, não se pronunciou sobre a questão subjacente de saber se as operações israelenses em Gaza se enquadram no conceito jurídico de genocídio, um debate que pode levar anos.

Mas considerou que a "catastrófica situação humanitária" no território palestino "poderia piorar ainda mais", antes de pronunciar sua decisão final, razão pela qual exigiu várias medidas de emergência.

Uma delas, para que Israel tome "medidas imediatas e eficazes para permitir a prestação de serviços básicos e de ajuda humanitária" em Gaza, onde 85% dos cerca de 2,4 milhões de habitantes se tornaram deslocados internos desde o início da guerra.

Também instou o país a fazer tudo o que puder para "impedir a prática de todos os atos dentro do âmbito de aplicação" da Convenção para a Prevenção do Genocídio e "impedir e punir" qualquer incitamento ao genocídio.

Antes de ler as disposições, a presidente do tribunal, Joan Donoghue, citou declarações de responsáveis israelenses, como o ministro da Defesa, Yoav Gallant, que ordenou um "cerco total" à Faixa de Gaza em 9 de outubro e disse então que as suas forças estavam "lutando contra animais".

O tribunal emitiu esta decisão no âmbito do recurso de emergência apresentado em dezembro pela África do Sul perante a CIJ, que argumentou que Israel violou a convenção da ONU, firmada em 1948, após o Holocausto.

- Cessar-fogo -

A chanceler sul-africana, Naledi Pandor, considerou que estas medidas equivalem à exigência de um cessar-fogo.

"Como prestar ajuda humanitária sem um cessar-fogo? Como fornecer água, [facilitar] o acesso à energia? Como garantir que os feridos sejam beneficiados com cuidados de saúde?", questionou ela em frente ao Palácio da Paz em Haia, onde está sediada a CIJ.

"Sem um cessar-fogo, não se pode fazer nada disso", acrescentou.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, observou que "a acusação de genocídio apresentada contra Israel não é apenas falsa, é escandalosa".

Durante dois dias de audiências realizadas este mês, Israel ressaltou que agiu em legítima defesa, após os ataques do movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro, em seu território, e que faz o que pode para proteger os civis de Gaza.

Entretanto, a CIJ afirmou que as medidas adotadas até o momento "são insuficientes" para proteger os direitos dos palestinos.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, considerou a decisão um "avanço importante que contribui para isolar Israel e expor seus crimes em Gaza", segundo um comunicado. E a Autoridade Palestina viu a decisão como uma demonstração de que "nenhum Estado está acima da lei".

A guerra eclodiu em 7 de outubro com a incursão de comandos islamistas que mataram cerca de 1.140 pessoas, a maioria civis, e sequestraram cerca de 250 no sul de Israel, segundo um relatório da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

As ações de retaliação, com bombardeios incessantes e ofensivas terrestres em Gaza, deixaram até agora pelo menos 26.083 mortos, a maioria mulheres, crianças e adolescentes, segundo o Ministério da Saúde do território.

- "Preocupação" com os reféns -

Israel afirma que, se houve atos de genocídio, estes foram perpetrados pelo Hamas na operação de comando de outubro.

Em comentários feitos à margem da decisão, a presidente do tribunal afirmou nesta sexta-feira que o tribunal está "muito preocupado" com a situação dos reféns em Gaza e exigiu a sua "libertação imediata e incondicional".

Pouco depois, o grupo islamista divulgou um vídeo no Telegram no qual aparecem três mulheres israelenses feitas reféns em Gaza. Duas delas, Daniella Gilboa e Karina Ariev, apresentam-se como recrutas do Exército israelense, e a terceira, Doron Steinbrecher, como civil.

No fim de novembro, durante uma trégua de uma semana, os islamistas trocaram uma centena de reféns por prisioneiros palestinos em Israel. Atualmente, 104 pessoas permanecem cativas em Gaza, segundo dados israelenses, e 28 morreram.

- Israel aceitará a decisão? -

A questão agora é se Israel cumprirá ou não a decisão do tribunal.

A CIJ, que trata de litígios entre países, emite decisões vinculantes e que não cabem recurso, mas não dispõe de meios para garantir a sua aplicação, como quando ordenou à Rússia que parasse as suas operações na Ucrânia, sem sucesso.

No dia 14 de janeiro, Netanyahu manifestou a sua firmeza na manutenção da ofensiva. "Ninguém nos impedirá, nem Haia, nem o eixo do mal", declarou.

Em qualquer caso, os especialistas acreditam que, independentemente do impacto simbólico que a decisão possa ter, provavelmente haverá consequências tangíveis no terreno.

Segundo Juliette McIntyre, especialista em direito internacional da Universidade do Sul da Austrália, se a CIJ, como terceira parte neutra, determinar a existência de um risco de genocídio em Gaza, "será muito mais difícil para um país continuar apoiando Israel".

As nações que mais apoiaram o caso perante a CIJ foram aquelas de maioria muçulmana, incluindo Irã, Turquia, Jordânia, Paquistão, Bangladesh, Malásia e Maldivas. Na América Latina, Brasil, Colômbia, Bolívia e Venezuela corroboraram a iniciativa.

A União Europeia recordou que "as ordens da CIJ não são vinculativas" e disse esperar sua "implementação plena, imediata e efetiva".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, igualou a decisão do tribunal a um "triunfo da Humanidade" e sublinhou que "o que se impõe é um cessar-fogo para a libertação integral dos reféns de ambos os lados".

Já o presidente argentino, Javier Milei, condenou a violência "atroz e imperdoável" do Hamas e criticou o "ressurgimento do antissemitismo".

- UNRWA demite funcionários -

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou nesta sexta-feira que demitiu "vários" funcionários acusados por Israel de estarem envolvidos no ataque de 7 de outubro.

"Qualquer funcionário que esteja envolvido em atos de terrorismo terá que prestar contas, inclusive mediante ações legais", declarou.

Pouco depois, os Estados Unidos anunciaram a suspensão temporária do financiamento desta agência enquanto analisava estas acusações.

S.Jordan--TFWP