The Fort Worth Press - Guatemaltecos votam em uma eleição crucial para a democracia

USD -
AED 3.672502
AFN 65.000265
ALL 79.92783
AMD 363.501836
ANG 1.790365
AOA 916.999587
ARS 1510.498205
AUD 1.405995
AWG 1.8
AZN 1.712179
BAM 1.70475
BBD 2.015105
BDT 122.866121
BGN 1.683441
BHD 0.377158
BIF 3009.975725
BMD 1
BND 1.276579
BOB 10.179685
BRL 5.154403
BSD 1.000449
BTN 95.931629
BWP 13.567684
BYN 3.041441
BYR 19600
BZD 2.012246
CAD 1.398404
CDF 2309.999976
CHF 0.823715
CLF 0.02424
CLP 957.119987
CNY 6.706401
CNH 6.704525
COP 3150.71
CRC 447.578413
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.109511
CZK 21.173502
DJF 178.159742
DKK 6.50867
DOP 59.260873
DZD 133.714345
EGP 52.080939
ERN 15
ETB 163.423038
EUR 0.87071
FJD 2.24075
FKP 0.743677
GBP 0.748735
GEL 2.605033
GGP 0.743677
GHS 11.515883
GIP 0.743677
GMD 73.99977
GNF 8795.70108
GTQ 7.633807
GYD 209.2854
HKD 7.845435
HNL 26.85343
HRK 6.5585
HTG 130.759174
HUF 315.855501
IDR 17734
ILS 3.033885
IMP 0.743677
INR 95.818603
IQD 1310.636666
IRR 1374575.000109
ISK 121.530313
JEP 0.743677
JMD 157.885791
JOD 0.709049
JPY 155.7375
KES 129.560478
KGS 87.449895
KHR 4074.837551
KMF 427.999919
KPW 900.000318
KRW 1381.105007
KWD 0.30843
KYD 0.833795
KZT 445.677328
LAK 22408.751171
LBP 89594.128747
LKR 331.841379
LRD 173.581452
LSL 16.298676
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.355114
MAD 9.52989
MDL 17.564075
MGA 4345.078556
MKD 53.623182
MMK 2099.664815
MNT 3596.851201
MOP 8.084808
MRU 40.080539
MUR 47.659718
MVR 15.409809
MWK 1734.87843
MXN 17.182103
MYR 4.098302
MZN 63.895489
NAD 16.298676
NGN 1330.839669
NIO 36.817998
NOK 9.41601
NPR 153.487582
NZD 1.74388
OMR 0.384511
PAB 1.000458
PEN 3.377685
PGK 4.451379
PHP 62.711998
PKR 277.316313
PLN 3.79376
PYG 5918.423381
QAR 3.647021
RON 4.5821
RSD 102.175986
RUB 84.502542
RWF 1476.267885
SAR 3.713538
SBD 8.000512
SCR 13.793944
SDG 601.515787
SEK 9.817735
SGD 1.275445
SHP 0.746965
SLE 24.640232
SLL 20969.491881
SOS 571.784692
SRD 37.7465
STD 20697.981008
STN 21.354764
SVC 8.754581
SYP 13002.000254
SZL 16.292377
THB 33.258501
TJS 9.229529
TMT 3.5
TND 2.943174
TOP 2.40776
TRY 48.674602
TTD 6.792558
TWD 31.890304
TZS 2653.428013
UAH 44.708507
UGX 3931.959922
UYU 40.225402
UZS 11781.061917
VES 845.45495
VND 26012
VUV 118.307083
WST 2.742913
XAF 571.148122
XAG 0.015236
XAU 0.00023
XCD 2.702549
XCG 1.803158
XDR 0.707052
XOF 571.148122
XPF 103.951572
YER 236.649751
ZAR 16.26681
ZMK 9001.200304
ZMW 19.635051
ZWL 321.999592
SSP 5658.175743
MXV 1.948093
Guatemaltecos votam em uma eleição crucial para a democracia
Guatemaltecos votam em uma eleição crucial para a democracia / foto: © AFP

Guatemaltecos votam em uma eleição crucial para a democracia

Os guatemaltecos votavam tranquilamente neste domingo (20) para eleger um novo presidente após uma campanha marcada por tentativas de marginalizar o candidato Bernardo Arévalo, o inesperado favorito de centro-esquerda que lidera uma cruzada contra a corrupção.

Tamanho do texto:

Os quase 3.500 centros de votação funcionavam normalmente ao meio-dia do horário local (15h00 de Brasília), sem que nenhum incidente fosse reportado, de acordo com a missão de observadores da OEA.

Filho de um presidente que deixou sua marca, o social-democrata Arévalo gera esperanças de mudança em um país mergulhado na pobreza, na violência e na corrupção, que levam milhares de guatemaltecos a migrar a cada ano.

No entanto, ele é visto com apreensão pela elite política e empresarial que governa o país, acusada de corrupção.

Sua rival é a ex-primeira-dama Sandra Torres, também social-democrata, que em sua terceira eleição conta com o apoio silencioso do presidente de direita Alejandro Giammattei e da poderosa elite empresarial aliada ao governo.

"Estamos confiantes de que o povo da Guatemala será o vencedor", disse Arévalo após votar em uma escola na capital.

Torres não fez declarações ao votar. Neste fim de semana, ela questionou o processo de contagem de votos: pediu à justiça que garanta a "transparência" da votação e denunciou supostas "ações intrusivas" e "racistas" dos observadores da União Europeia.

A Suprema Corte acatou seu pedido e ordenou ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) que "adote medidas para garantir [a correta] entrada de dados no sistema informático" e permita que os fiscais de cada partido tirem fotos das atas das mesas de votação.

A candidata é apoiada por vários partidos de direita, pastores evangélicos e o Ministério Público, que tentou desqualificar o partido Semilla de Arévalo para excluí-lo da disputa presidencial.

"As forças tradicionais optaram por Torres, pois Arévalo é visto como um risco para a continuidade do sistema", disse à AFP o analista Bernardo Matute, diretor do centro Gobernálisis.

Uma pesquisa de opinião concedeu a Arévalo 50% das intenções de voto na quarta-feira e a Torres, 32%.

- "Transparente e pacífico" -

A Suprema Corte anulou definitivamente na sexta-feira a ordem de um juiz para desqualificar o Semilla.

No entanto, a Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou sua "preocupação" com os planos do Ministério Público de prender líderes do Semilla após o segundo turno.

Por sua vez, os Estados Unidos manifestaram a esperança de que o segundo turno seja "livre, justo, transparente e pacífico".

"A maioria, acredito que 80%, está clara sobre em quem votar para acabar com a corrupção", disse Luisa González, dona de casa de 46 anos, ao votar em uma escola.

Efraín Boch, um caminhoneiro de 47 anos da aldeia indígena de San Juan Sacatepéquez, pediu que o novo presidente "combata a corrupção, que está nos afetando".

- "Nova oportunidade" -

Com 64 anos e sociólogo, Arévalo é filho do primeiro presidente eleito democraticamente na Guatemala, Juan José Arévalo (1945-1951), e promete seguir o caminho de seu pai com uma agenda social e de mudança forte.

Além da campanha contra o Semilla, o Ministério Público conduz há alguns anos uma campanha contra jornalistas e funcionários judiciais que combateram a corrupção, tendo detido ou empurrado para o exílio cerca de trinta deles.

"Apesar da fragilidade de seu Estado e de sua fragilidade governamental, a Guatemala pode abrir uma nova oportunidade democrática com transparência e inclusão, sem discriminação, superando o discurso de ódio", disse à AFP o reitor da Universidade para a Paz da Costa Rica, Francisco Rojas.

Analistas apontam que a Guatemala está vivendo um retrocesso em direção ao autoritarismo como reação ao estabelecimento da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), uma entidade criada pela ONU que investigou a corrupção governamental entre 2007 e 2019.

Em 2019, o então presidente de direita, Jimmy Morales, encerrou a CICIG, e Giammattei não quis ressuscitá-la.

"Na Guatemala, a democracia está sendo desestabilizada por instituições corroídas pela corrupção", expressou Rojas.

- "Uma Venezuela" -

Em um país fortemente conservador e religioso, Arévalo e Torres descartaram a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo ou o aborto, que é permitido apenas em casos de risco para a mãe.

No entanto, a ex-primeira-dama, de 67 anos, afirma que seu adversário é ateu - embora ele seja católico como ela - e que ele deseja legalizar o aborto, uniões entre pessoas do mesmo sexo e drogas. Ela também chamou os seguidores do Semilla de "huecos" (termo pejorativo para se referir a homossexuais).

Ela assegura que Arévalo planeja expropriações e que transformará a Guatemala "em uma Venezuela e em uma Cuba".

Arévalo definiu a adversária como "a candidata da mentira e desinformação".

Aproximadamente 9,4 milhões de guatemaltecos estão aptos a escolher o sucessor de Giammattei, que deve entregar o cargo em 14 de janeiro de 2024.

Os quase 3.500 centros de votação fecharão às 18h00 (21h00 de Brasília), e os primeiros resultados oficiais serão conhecidos cerca de três horas depois.

L.Coleman--TFWP