The Fort Worth Press - Ministra colombiana reivindica 'novo poder' com países dispostos a deixar o petróleo

USD -
AED 3.672504
AFN 61.999888
ALL 81.335434
AMD 370.651109
ANG 1.789884
AOA 917.999769
ARS 1398.511897
AUD 1.39083
AWG 1.8
AZN 1.698512
BAM 1.665716
BBD 2.014904
BDT 123.076268
BGN 1.668102
BHD 0.377484
BIF 2973.214666
BMD 1
BND 1.273687
BOB 6.913086
BRL 4.969695
BSD 1.000383
BTN 94.177916
BWP 13.469318
BYN 2.809522
BYR 19600
BZD 2.014053
CAD 1.36034
CDF 2314.999629
CHF 0.784015
CLF 0.022711
CLP 893.770081
CNY 6.836299
CNH 6.82271
COP 3554.51
CRC 454.541583
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.910488
CZK 20.7338
DJF 178.145893
DKK 6.36078
DOP 59.47281
DZD 132.367207
EGP 52.568501
ERN 15
ETB 156.205085
EUR 0.85124
FJD 2.198802
FKP 0.740868
GBP 0.736965
GEL 2.680124
GGP 0.740868
GHS 11.099093
GIP 0.740868
GMD 73.498703
GNF 8779.968488
GTQ 7.648086
GYD 209.300345
HKD 7.837335
HNL 26.586893
HRK 6.416097
HTG 130.979858
HUF 309.608503
IDR 17207
ILS 2.97875
IMP 0.740868
INR 94.127901
IQD 1310.56509
IRR 1316999.999971
ISK 122.41003
JEP 0.740868
JMD 157.927011
JOD 0.709006
JPY 159.221962
KES 129.300235
KGS 87.430697
KHR 4003.747392
KMF 420.000447
KPW 899.999995
KRW 1471.149647
KWD 0.30776
KYD 0.833709
KZT 458.331559
LAK 21922.241622
LBP 89586.253886
LKR 318.383511
LRD 183.571094
LSL 16.486991
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.345867
MAD 9.244304
MDL 17.317208
MGA 4157.901461
MKD 52.492645
MMK 2099.922997
MNT 3576.490722
MOP 8.075714
MRU 39.946344
MUR 46.710636
MVR 15.449807
MWK 1734.701699
MXN 17.356804
MYR 3.952502
MZN 63.909914
NAD 16.486991
NGN 1358.679928
NIO 36.818124
NOK 9.26355
NPR 150.684325
NZD 1.690095
OMR 0.384506
PAB 1.000383
PEN 3.488396
PGK 4.344419
PHP 60.788499
PKR 278.837798
PLN 3.61281
PYG 6302.431546
QAR 3.656943
RON 4.337399
RSD 99.949787
RUB 74.897453
RWF 1466.081846
SAR 3.750825
SBD 8.045307
SCR 13.833692
SDG 600.497935
SEK 9.183799
SGD 1.272902
SHP 0.746601
SLE 24.625031
SLL 20969.496166
SOS 571.732743
SRD 37.4635
STD 20697.981008
STN 20.866158
SVC 8.753566
SYP 110.524981
SZL 16.473193
THB 32.309788
TJS 9.396329
TMT 3.505
TND 2.910446
TOP 2.40776
TRY 45.0114
TTD 6.792999
TWD 31.426506
TZS 2602.501415
UAH 44.119984
UGX 3721.841332
UYU 39.790487
UZS 12078.52489
VES 483.16466
VND 26359
VUV 118.189547
WST 2.728507
XAF 558.665418
XAG 0.013209
XAU 0.000213
XCD 2.70255
XCG 1.803006
XDR 0.695927
XOF 558.66066
XPF 101.571349
YER 238.650188
ZAR 16.48238
ZMK 9001.190663
ZMW 18.932845
ZWL 321.999592
Ministra colombiana reivindica 'novo poder' com países dispostos a deixar o petróleo
Ministra colombiana reivindica 'novo poder' com países dispostos a deixar o petróleo / foto: © AFP

Ministra colombiana reivindica 'novo poder' com países dispostos a deixar o petróleo

Os quase 60 países reunidos na cidade colombiana de Santa Marta para impulsionar uma saída dos combustíveis fósseis constituem um "novo poder" diante da resistência de grandes países produtores, disse à AFP a ministra colombiana do Meio Ambiente, Irene Vélez.

Tamanho do texto:

A conferência, aberta na sexta-feira (24), nasceu como uma tentativa de vários países de criar uma coalizão para deixar petróleo, gás e carvão à margem das negociações da ONU sobre mudança climática, onde esses esforços estão paralisados, apesar de um acordo alcançado na COP28 de Dubai.

O encontro, que coincide com uma disparada dos preços do petróleo em razão da guerra no Oriente Médio, será encerrado na quarta-feira (29), após uma reunião de alto nível de ministros e diplomatas.

Em Santa Marta estão presentes produtores de combustíveis fósseis como Canadá, Austrália e Brasil, mas estão ausentes os maiores países poluentes, como Estados Unidos, China e Rússia.

Vélez, também ex-ministra de Minas e Energia da Colômbia, anfitriã do evento, definiu essa ausência como uma vantagem.

A seguir, trechos da entrevista editada para melhor compreensão.

PERGUNTA: Como a ausência em Santa Marta dos maiores produtores de hidrocarbonetos pode afetar a credibilidade da conferência?

RESPOSTA: "Podemos ver isso pelo lado inverso. Quando os maiores emissores estiveram presentes nas negociações das COP, foram justamente eles que impulsionaram o veto para que não se fale da necessidade de fazer uma transição para além dos combustíveis fósseis.

Vale a pena nos concentrarmos nos países que estamos aqui, que representamos quase 50% da população global, entre países consumidores, produtores, países vulneráveis do sul e do norte globais e, nesse sentido, hoje somos um novo poder".

P: Se houver um documento final, o fato de eles não estarem presentes não vai afetar o peso desse texto?

R: "De forma alguma, porque aqui não estamos esperando uma declaração conjunta nem novos acordos vinculantes entre países. Estamos esperando soluções, e estas não dependem necessariamente dos maiores emissores. Esperamos que, em algum momento, eles embarquem nesse trem".

P: A conferência, paralela às COP, se deve a uma frustração com os limites dos processos da ONU?

R: "O multilateralismo está em crise, mas isso não nos leva à conclusão de que devamos abrir mão dele. Pelo contrário, é preciso um multilateralismo mais profundamente enraizado nos povos, e não apenas nos governos, em vieses ou no lobby econômico. São necessárias novas alianças".

P: As COP foram até onde podiam?

R: "As COP demonstraram capacidade de diálogo, mas também limitações. Uma em relação a como o lobby da indústria petrolífera enviesou os temas que podem ou não ser incluídos nas COP, e outra sobre a metodologia de consenso (da ONU), que acabou derivando em um veto de fato diante de países como a Colômbia, que querem discutir com mais ambição decisões relacionadas particularmente aos combustíveis fósseis. E, por outro lado, há uma questão metodológica que enviesou a entrada de vozes da sociedade civil".

P: Que resultados essa conferência trará?

R: "Em primeiro lugar, o lançamento de um primeiro painel científico dedicado à transição energética, que poderá assessorar cidades, regiões, países e coalizões em seu exercício de roteiro para a transição. Também esperamos a síntese das contribuições (de soluções) tanto dos governos quanto da sociedade civil, do setor privado, dos sindicatos e dos povos que estão aqui. Esse relatório será entregue como insumo para o roteiro (da presidência brasileira da COP30, nota da redação) para sair das energias fósseis".

P: A Colômbia, ao mesmo tempo em que defende a transição energética, é grande produtora de carvão e petróleo. Como o governo de Gustavo Petro administra esse paradoxo?

R: "O que fizemos foi dizer que não haverá novos contratos de hidrocarbonetos nem expansão da mineração de carvão. Com isso, foram incentivadas economias produtivas baseadas na produção de alimentos, no turismo e na industrialização; 2025 demonstrou, pela primeira vez, que havia mais exportações em termos de remessas e divisas de café do que de carvão. E também foi o primeiro ano em que a Colômbia teve mais energia proveniente de renováveis não convencionais, particularmente solar, do que de carvão".

A.Maldonado--TFWP