The Fort Worth Press - Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio

USD -
AED 3.672502
AFN 62.500541
ALL 82.063658
AMD 367.933765
ANG 1.79046
AOA 918.000126
ARS 1401.002606
AUD 1.39468
AWG 1.8
AZN 1.701765
BAM 1.679757
BBD 2.014017
BDT 122.75624
BGN 1.66992
BHD 0.377553
BIF 2970.867616
BMD 1
BND 1.277548
BOB 6.909494
BRL 5.001501
BSD 0.999966
BTN 95.177525
BWP 13.442809
BYN 2.748853
BYR 19600
BZD 2.011096
CAD 1.381335
CDF 2254.999851
CHF 0.781415
CLF 0.022786
CLP 896.810219
CNY 6.79475
CNH 6.78522
COP 3677.85
CRC 455.021729
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.701719
CZK 20.833976
DJF 178.066544
DKK 6.417085
DOP 58.831613
DZD 133.110984
EGP 52.300302
ERN 15
ETB 161.221035
EUR 0.85881
FJD 2.1988
FKP 0.74448
GBP 0.740765
GEL 2.66029
GGP 0.74448
GHS 11.610011
GIP 0.74448
GMD 72.509923
GNF 8763.763162
GTQ 7.624921
GYD 209.20865
HKD 7.834265
HNL 26.603913
HRK 6.468703
HTG 130.941134
HUF 305.889021
IDR 17732.65
ILS 2.889103
IMP 0.74448
INR 95.25085
IQD 1309.926654
IRR 1323400.000045
ISK 123.330172
JEP 0.74448
JMD 157.600691
JOD 0.709061
JPY 158.917499
KES 129.579716
KGS 87.45033
KHR 4011.714791
KMF 425.00023
KPW 900.000037
KRW 1513.780397
KWD 0.30936
KYD 0.833348
KZT 473.332532
LAK 21918.855317
LBP 89567.308518
LKR 323.986121
LRD 182.987787
LSL 16.326245
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.374454
MAD 9.201178
MDL 17.359191
MGA 4201.521892
MKD 52.94009
MMK 2099.596302
MNT 3579.037371
MOP 8.068777
MRU 39.98832
MUR 47.280442
MVR 15.398703
MWK 1733.943693
MXN 17.26715
MYR 3.952599
MZN 63.898502
NAD 16.326245
NGN 1371.099915
NIO 36.801965
NOK 9.24612
NPR 152.283697
NZD 1.702229
OMR 0.384493
PAB 0.999966
PEN 3.405878
PGK 4.362987
PHP 61.272976
PKR 278.412491
PLN 3.636597
PYG 6200.10564
QAR 3.655992
RON 4.5048
RSD 100.829925
RUB 71.447245
RWF 1462.459419
SAR 3.740134
SBD 8.045182
SCR 14.84149
SDG 600.505413
SEK 9.272599
SGD 1.27734
SHP 0.746601
SLE 24.60203
SLL 20969.502105
SOS 571.482557
SRD 37.153992
STD 20697.981008
STN 21.041964
SVC 8.750021
SYP 110.524992
SZL 16.322552
THB 32.479503
TJS 9.204614
TMT 3.5
TND 2.923115
TOP 2.40776
TRY 45.720502
TTD 6.786677
TWD 31.400802
TZS 2607.835014
UAH 44.283886
UGX 3769.517495
UYU 39.936788
UZS 12003.366714
VES 526.210499
VND 26356
VUV 118.84935
WST 2.724798
XAF 563.372383
XAG 0.01284
XAU 0.000219
XCD 2.70255
XCG 1.802137
XDR 0.700859
XOF 563.374802
XPF 102.427126
YER 238.650253
ZAR 16.32684
ZMK 9001.199774
ZMW 18.824398
ZWL 321.999592
Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio
Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio / foto: © AFP

Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio

Vários países asiáticos estão aumentando o uso de carvão poluente diante da escassez de energia e dos altos preços provocados pela guerra no Oriente Médio, embora a crise possa ter um efeito positivo para o meio ambiente.

Tamanho do texto:

No curto prazo, o carvão elevará as emissões tóxicas, mas a crise energética evidencia os riscos da dependência de energia importada e pode levar as autoridades a adotar fontes renováveis mais rapidamente, afirmaram analistas à AFP.

"A atual crise do petróleo e do gás no Irã demonstra a importância de ter fontes energéticas que não estejam expostas ao mercado global de commodities, como o carvão", afirmou Amy Kong, pesquisadora da Zero Carbon Analytics.

"Países como o Vietnã, que aumentaram rapidamente sua geração de energia solar, têm uma proteção mais robusta contra a alta dos preços da energia importada", acrescentou.

Grande parte da Ásia está exposta à crise energética desencadeada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

Mais de 80% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) que passam pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo conflito, têm como destino a Ásia, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

Paquistão, Índia e Bangladesh importam GNL do Catar, que anunciou na semana passada uma redução de 17% em sua capacidade de exportação devido aos ataques iranianos.

A falta de capacidade de armazenamento de gás deixa a maioria dos países asiáticos vulneráveis às altas de preços, segundo o Institute for Energy Economics and Financial Analysis.

Por isso, vários países intensificam o uso de carvão, que pode ser obtido regional ou localmente, para evitar apagões e conter aumentos acentuados de preços.

- Dependência -

Embora o carvão não possa ser utilizado em usinas de GNL, países, tanto economias ricas quanto em desenvolvimento, podem recorrer às usinas a carvão existentes ou reativar unidades desativadas.

A Coreia do Sul elevou o limite de geração de energia a carvão, enquanto a Tailândia se prepara para reativar duas usinas desativadas no ano passado.

A Índia, altamente dependente do carvão para geração elétrica, está utilizando essa fonte como substituta do gás de cozinha.

Nas Filipinas, a secretária de Energia, Sharon Garin, disse à AFP que se "planeja intensificar o uso de carvão mais barato, do gás natural [local] e das renováveis".

O aumento da demanda provocou alta no preço do carvão.

A Indonésia inclusive reverteu uma decisão tomada no ano passado para reduzir a produção de carvão.

Tudo isso traz más notícias no curto prazo para o meio ambiente, já que o carvão contribui para o aquecimento global e é um poluente nocivo à saúde.

A vulnerabilidade da Ásia se deve em parte à dependência do GNL, promovido como "combustível de transição", uma opção menos poluente que o carvão enquanto os países avançam rumo às energias renováveis.

Além disso, o investimento inicial em usinas a gás é menor do que em projetos de energia renovável.

Mas as renováveis são mais baratas no longo prazo, e a atual crise evidencia suas vantagens em termos de fornecimento estável, destacou Putra Adhiguna, diretor do centro de estudos Energy Shift Institute.

Segundo o especialista, isso pode levar os governos a redirecionar sua atenção para os benefícios das energias renováveis.

"Acho que já estamos vendo algo disso nos países do Sudeste Asiático", afirmou. Também destacou que se discutiu a dificuldade de financiar as fontes renováveis, "mas isso será superado pela segurança no abastecimento".

S.Weaver--TFWP