The Fort Worth Press - Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança

USD -
AED 3.6725
AFN 65.999982
ALL 80.966223
AMD 364.5091
AOA 917.999725
ARS 1486.387201
AUD 1.422536
AWG 1.8
AZN 1.704144
BAM 1.694551
BBD 2.007165
BDT 123.058128
BHD 0.375771
BIF 2957.289469
BMD 1
BND 1.279037
BOB 11.833766
BRL 5.075797
BSD 0.996547
BTN 95.00457
BWP 13.588178
BYN 2.898979
BYR 19600
BZD 2.004306
CAD 1.40329
CDF 2275.00002
CHF 0.809103
CLF 0.023387
CLP 923.450522
CNY 6.751299
CNH 6.753795
COP 3135.28
CRC 452.623553
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.537428
CZK 20.999199
DJF 177.461628
DKK 6.48358
DOP 57.81694
DZD 132.825029
EGP 51.329696
ERN 15
ETB 159.25132
EUR 0.86735
FJD 2.21395
FKP 0.741868
GBP 0.742475
GEL 2.615021
GGP 0.741868
GHS 11.650082
GIP 0.741868
GMD 73.501128
GNF 8748.315882
GTQ 7.603831
GYD 208.464201
HKD 7.84258
HNL 26.702421
HRK 6.533603
HTG 130.307638
HUF 315.880376
IDR 17990
ILS 3.06295
IMP 0.741868
INR 95.141504
IQD 1305.52126
IRR 1375124.99977
ISK 123.160211
JEP 0.741868
JMD 157.76637
JOD 0.709026
JPY 156.548497
KES 129.100865
KGS 87.450055
KHR 4032.527088
KMF 427.000323
KRW 1429.535031
KWD 0.30914
KYD 0.830471
KZT 472.220176
LAK 22568.892393
LBP 89244.865336
LKR 334.547786
LRD 179.877402
LSL 16.483661
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.376038
MAD 9.309581
MDL 17.415338
MGA 4261.955613
MKD 53.306705
MMK 2099.556709
MNT 3594.538358
MOP 8.050686
MRU 40.051639
MUR 47.050055
MVR 15.460067
MWK 1728.002495
MXN 17.32064
MYR 4.090297
MZN 63.910262
NAD 16.483518
NGN 1360.579892
NIO 36.675865
NOK 9.48865
NPR 152.005996
NZD 1.698705
OMR 0.384382
PAB 0.996539
PEN 3.377319
PGK 4.4621
PHP 60.989502
PKR 276.76788
PLN 3.735902
PYG 5941.958039
QAR 3.643012
RON 4.551706
RSD 101.709894
RUB 79.361982
RWF 1462.962401
SAR 3.742629
SBD 8.081105
SCR 13.504971
SDG 600.000098
SEK 9.513985
SGD 1.28137
SLE 24.706225
SOS 569.497693
SRD 37.7815
STD 20697.981008
STN 21.227467
SVC 8.719724
SZL 16.481179
THB 33.320101
TJS 9.198085
TMT 3.51
TND 2.929676
TRY 47.540098
TTD 6.766797
TWD 32.254503
TZS 2641.536984
UAH 44.479256
UGX 3742.131689
UYU 40.097905
UZS 11928.970295
VES 745.696402
VND 26287
VUV 118.689846
WST 2.734491
XAF 568.339016
XAG 0.01718
XAU 0.000246
XCD 2.70255
XCG 1.796017
XDR 0.706831
XOF 568.339016
XPF 103.329665
YER 238.29611
ZAR 16.474541
ZMK 9001.196475
ZMW 18.720027
ZWL 321.999592
Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança
Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança / foto: © AFP

Desastre climático no Rio Grande do Sul deixa 31 mortos enquanto a água avança

Inundações devido ao transbordamento de rios e deslizamentos de terras após fortes chuvas no Rio Grande do Sul deixaram pelo menos 31 mortos e 74 desaparecidos, informaram as autoridades nesta sexta-feira (3), enquanto intensificam esforços à medida que as águas sobem e deixam comunidades isoladas.

Tamanho do texto:

O volume excepcional dos rios multiplicou os alertas no estado devido ao rompimento de barragens que ameaçam agravar o desastre, sobretudo uma estrutura danificada no rio das Antas, no município de Cotipora.

Imagens da região, sobretudo no centro, reforçam o "pior desastre climático" da história do Rio Grande do Sul, segundo o seu governador, Eduardo Leite.

É possível ver grandes superfícies completamente inundadas, rios destruindo pontes e estradas, e resgates dramáticos de pessoas em telhados ou prestes a serem arrastadas pelas enchentes.

"Eu sou natural daqui, então me sinto muita lesada por todos os que moram aqui, é muito triste, de doer o coração", contou Maria Luiza, de 51 anos, moradora de São Sebastião do Caí, a cerca de 70 km da capital Porto Alegre.

"Eu vim aqui para ajudar as pessoas, para tirar as pessoas da enchente, porque está muito perigoso, muita correnteza", declarou Guilverto Luiz, um pescador de 52 anos que se juntou aos serviços de resgate.

- Tensão em Porto Alegre -

O número de mortes chegou a 31. Além disso, 74 pessoas estão desaparecidas e 56, feridas, segundo um novo balanço da Defesa Civil do estado.

O impacto do fenômeno climático que atingiu o território sul com chuvas intensas, vendavais e granizo afetou 351 mil habitantes, dos quais cerca de 17 mil foram evacuados em 235 municípios.

Mas os números da catástrofe são apenas "preliminares", alertou o governador na quinta-feira.

As águas que cobrem enormes áreas impedem a dimensão da magnitude do desastre.

Leite alertou também para o crescimento rápido do nível do rio Guaíba, em Porto Alegre, que poderia atingir cinco metros.

Se a previsão for confirmada, será a maior cheia da história da cidade, superando a registrada em 1941, destacou.

Os serviços de resgate tentam chegar a inúmeros municípios isolados, sem comunicações e com estradas bloqueadas, para garantir o abastecimento de alimentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou ao Rio Grande do Sul na quinta, onde garantiu que "não faltarão recursos humanos" para enfrentar a crise.

O Governo Federal informou que disponibilizou um total de 12 aeronaves, 45 veículos e 12 embarcações, além de enviar 626 militares das Forças Armadas para ajudar a população afetada.

- Chuvas incessantes -

As condições climáticas não ajudam: as chuvas persistentes dificultam os resgates e diversas áreas estão inacessíveis.

As previsões meteorológicas indicam que as fortes chuvas devem continuar até sábado (4).

O governo do Rio Grande do Sul também relatou danos em estradas e cortes no fornecimento de eletricidade e água que afetaram centenas de milhares de pessoas.

Esta é a segunda catástrofe em um curto espaço de tempo neste estado. Em setembro de 2023, 31 pessoas morreram na passagem de um ciclone devastador na região.

Segundo especialistas, o aquecimento global agrava a intensidade e a frequência dos eventos climáticos extremos que atingem o Brasil. A situação é ainda agravada pelo fenômeno climático El Niño.

Na quinta-feira, dados oficiais mostraram que o Brasil registrou um recorde de incêndios florestais de janeiro a abril, com mais de 17.000 identificados. Mais da metade deles na Amazônia, um fenômeno que segundo o governo, está ligado aos efeitos da mudança climática.

S.Palmer--TFWP