The Fort Worth Press - Emissões de CO2 da Amazônia dispararam no governo Bolsonaro, aponta estudo

USD -
AED 3.672497
AFN 64.999605
ALL 79.198216
AMD 363.40991
ANG 1.790365
AOA 916.999749
ARS 1512.740896
AUD 1.410119
AWG 1.8
AZN 1.701556
BAM 1.695609
BBD 2.01466
BDT 123.160418
BGN 1.683441
BHD 0.377026
BIF 2995
BMD 1
BND 1.273738
BOB 10.998357
BRL 5.152295
BSD 1.000308
BTN 95.98391
BWP 13.567066
BYN 3.037656
BYR 19600
BZD 2.011747
CAD 1.398635
CDF 2309.99961
CHF 0.825065
CLF 0.024175
CLP 954.580414
CNY 6.706399
CNH 6.708715
COP 3133.76
CRC 447.438348
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.000146
CZK 21.201985
DJF 177.719662
DKK 6.51625
DOP 58.850245
DZD 133.881026
EGP 52.197697
ERN 15
ETB 160.949866
EUR 0.87169
FJD 2.240751
FKP 0.741937
GBP 0.747065
GEL 2.604995
GGP 0.741937
GHS 11.504973
GIP 0.741937
GMD 74.000116
GNF 8777.499227
GTQ 7.636255
GYD 209.277425
HKD 7.844351
HNL 26.907894
HRK 6.568963
HTG 130.738787
HUF 318.462501
IDR 17728.45
ILS 3.027502
IMP 0.741937
INR 96.13265
IQD 1310.5
IRR 1374574.999814
ISK 121.85999
JEP 0.741937
JMD 157.856864
JOD 0.70902
JPY 155.914497
KES 129.560025
KGS 87.449899
KHR 4052.999535
KMF 427.999882
KPW 900.000318
KRW 1374.710338
KWD 0.30886
KYD 0.833583
KZT 444.773881
LAK 22385.000132
LBP 89550.000264
LKR 331.544497
LRD 174.649958
LSL 16.295884
LTL 2.952741
LVL 0.60489
LYD 6.345011
MAD 9.467004
MDL 17.439779
MGA 4379.999714
MKD 53.670579
MMK 2099.62457
MNT 3595.075141
MOP 8.082447
MRU 40.059743
MUR 47.29002
MVR 15.410069
MWK 1736.485115
MXN 17.23628
MYR 4.097899
MZN 63.893708
NAD 16.304398
NGN 1330.630212
NIO 36.680381
NOK 9.42276
NPR 153.579928
NZD 1.74793
OMR 0.384434
PAB 1.000282
PEN 3.357999
PGK 4.44625
PHP 62.85995
PKR 277.304156
PLN 3.804265
PYG 5918.765443
QAR 3.643976
RON 4.587998
RSD 102.311776
RUB 84.249239
RWF 1470
SAR 3.743177
SBD 8.000512
SCR 13.846248
SDG 601.501138
SEK 9.85385
SGD 1.27738
SHP 0.746965
SLE 24.63963
SLL 20969.491881
SOS 571.673797
SRD 37.752498
STD 20697.981008
STN 21.65
SVC 8.752834
SYP 13002.000254
SZL 16.390079
THB 33.390156
TJS 9.226022
TMT 3.5
TND 2.925022
TOP 2.40776
TRY 48.673799
TTD 6.782056
TWD 31.876095
TZS 2645.003047
UAH 44.609389
UGX 3916.077853
UYU 40.244484
UZS 11794.999934
VES 845.45495
VND 26000
VUV 118.157011
WST 2.736734
XAF 571.791402
XAG 0.015808
XAU 0.000234
XCD 2.70255
XCG 1.802758
XDR 0.707052
XOF 571.791402
XPF 103.849978
YER 236.649945
ZAR 16.37321
ZMK 9001.191092
ZMW 19.630588
ZWL 321.999592
SSP 5655.283496
MXV 1.954359
Emissões de CO2 da Amazônia dispararam no governo Bolsonaro, aponta estudo
Emissões de CO2 da Amazônia dispararam no governo Bolsonaro, aponta estudo / foto: © AFP

Emissões de CO2 da Amazônia dispararam no governo Bolsonaro, aponta estudo

As emissões de dióxido de carbono da Amazônia dispararam em 2019 e 2020, em consequência da redução da vigilância ambiental naquela região, cada vez mais frágil, durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontaram pesquisadores nesta quarta-feira (23).

Tamanho do texto:

A maior floresta tropical do mundo, devorada pelo desmatamento e por incêndios provocados para ganhar terras para a pecuária e agricultura, é fundamental para mitigar as mudanças climáticas. Mas estudos mostram que ela começou a emitir mais CO2 do que absorve, aproximando-se de um perigoso ponto de não retorno, que a levaria a se tornar uma savana.

Usando amostras de ar em voos de pesquisa, cientistas observaram que as emissões dispararam de 240 milhões de toneladas por ano, em média, de 2010 a 2018, para 440 milhões em 2019 (+83%) e 520 milhões em 2020 (+117%).

Publicado na revista "Nature", o estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que foram os primeiros a detectar que a Amazônia havia passado de sequestradora líquida a emissora líquida de carbono, uma vez que as árvores, quando morrem, liberam na atmosfera o CO2 armazenado.

- Desmantelamento -

O novo estudo aponta que o desmatamento na Amazônia Legal - em território brasileiro, que abrange 60% de toda a floresta tropical, que se estende por nove países - aumentou 80% no período 2019-2020, em comparação com a média de 2010-2018.

As áreas queimadas de toda a Bacia Amazônica aumentaram 14% em 2019 e 42% em 2020, frente à média dos oito anos anteriores, o que coincidiu com o declínio acentuado da vigilância ambiental sob o governo de Bolsonaro (2019-2022) e seu polêmico ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, destacou a autora principal do estudo, Luciana Gatti.

Os órgãos ambientais "pararam de aplicar multas, de embargar terras implicadas em crimes ambientais, de queimar os equipamentos usados nos crimes", assinalou Luciana à AFP. "Essas medidas despencaram durante o governo Bolsonaro", afirmou.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que esse desmonte das políticas ambientais levou a um aumento do desmatamento, dos incêndios e da degradação dos ecossistemas, aumentando as emissões de CO2 da Amazônia.

- Teste iminente -

O desmatamento já destruiu cerca de um quinto da floresta tropical no Brasil, com a pecuária como principal causa. O setor do agronegócio aliou-se estreitamente a Bolsonaro e é um player poderoso no país, maior exportador mundial de carne bovina e soja.

As causas da destruição da Amazônia, no entanto, vão além do Brasil, observou Luciana. "O mundo quer carne barata, soja para ração, e estamos destruindo a floresta para criar gado e soja. É o motor que está por trás da destruição", afirmou.

O desmatamento na Amazônia brasileira diminuiu desde que Luiz Inácio Lula da Silva sucedeu Bolsonaro, em janeiro, com a promessa de que o país retomaria a luta contra as mudanças climáticas. A queda foi de 42,5% de janeiro a julho, em relação ao mesmo período do ano passado.

Especialistas ressaltam, no entanto, que o verdadeiro teste para o novo governo começa agora, com o início da temporada mais seca na Amazônia, quando o desmatamento costuma aumentar. O fenômeno climático El Niño também cria condições mais quentes e secas naquela região, o que deve alimentar os incêndios na floresta.

C.Dean--TFWP