The Fort Worth Press - Patagônia subaquática chilena, o outro pulmão verde do planeta

USD -
AED 3.672499
AFN 66.000172
ALL 81.915831
AMD 380.151858
ANG 1.79008
AOA 916.999991
ARS 1452.0001
AUD 1.436163
AWG 1.8
AZN 1.698478
BAM 1.655536
BBD 2.022821
BDT 122.831966
BGN 1.67937
BHD 0.377077
BIF 2987.661537
BMD 1
BND 1.276711
BOB 6.964795
BRL 5.261801
BSD 1.004342
BTN 91.842522
BWP 13.228461
BYN 2.875814
BYR 19600
BZD 2.019858
CAD 1.36782
CDF 2155.000038
CHF 0.778496
CLF 0.021907
CLP 865.000438
CNY 6.946499
CNH 6.93615
COP 3612
CRC 498.70812
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.33655
CZK 20.59045
DJF 178.843207
DKK 6.32741
DOP 63.484264
DZD 129.927036
EGP 47.084604
ERN 15
ETB 156.676691
EUR 0.84724
FJD 2.206603
FKP 0.729754
GBP 0.73136
GEL 2.69496
GGP 0.729754
GHS 11.012638
GIP 0.729754
GMD 73.498019
GNF 8819.592694
GTQ 7.706307
GYD 210.120453
HKD 7.81115
HNL 26.532255
HRK 6.384199
HTG 131.728867
HUF 322.649652
IDR 16776
ILS 3.10084
IMP 0.729754
INR 90.299501
IQD 1315.670299
IRR 42125.000158
ISK 123.019691
JEP 0.729754
JMD 157.811362
JOD 0.708991
JPY 155.542502
KES 129.550374
KGS 87.450291
KHR 4046.744687
KMF 417.999937
KPW 900
KRW 1450.770151
KWD 0.30715
KYD 0.836906
KZT 507.178168
LAK 21598.652412
LBP 89936.006501
LKR 311.010475
LRD 186.300651
LSL 16.079552
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.345176
MAD 9.158604
MDL 17.00314
MGA 4482.056104
MKD 52.227297
MMK 2099.986463
MNT 3564.625242
MOP 8.079484
MRU 39.911729
MUR 45.649967
MVR 15.449833
MWK 1742.758273
MXN 17.38225
MYR 3.945497
MZN 63.749689
NAD 16.079688
NGN 1400.540255
NIO 36.985739
NOK 9.697115
NPR 147.062561
NZD 1.663355
OMR 0.3845
PAB 1.004342
PEN 3.382683
PGK 4.306869
PHP 58.866499
PKR 281.341223
PLN 3.57701
PYG 6677.840135
QAR 3.671415
RON 4.317502
RSD 99.503989
RUB 76.449696
RWF 1469.427172
SAR 3.750059
SBD 8.058101
SCR 15.05913
SDG 601.5051
SEK 8.951115
SGD 1.270985
SHP 0.750259
SLE 24.475031
SLL 20969.499267
SOS 574.437084
SRD 38.025018
STD 20697.981008
STN 20.754973
SVC 8.788065
SYP 11059.574895
SZL 16.083999
THB 31.501499
TJS 9.380296
TMT 3.51
TND 2.897568
TOP 2.40776
TRY 43.479195
TTD 6.79979
TWD 31.572001
TZS 2588.080817
UAH 43.28509
UGX 3587.360437
UYU 38.963238
UZS 12278.117779
VES 369.79158
VND 25997.5
VUV 119.156711
WST 2.710781
XAF 555.683849
XAG 0.012162
XAU 0.000209
XCD 2.70255
XCG 1.81001
XDR 0.691072
XOF 555.251107
XPF 100.950591
YER 238.375016
ZAR 16.02862
ZMK 9001.200706
ZMW 19.709321
ZWL 321.999592
Patagônia subaquática chilena, o outro pulmão verde do planeta
Patagônia subaquática chilena, o outro pulmão verde do planeta / foto: © MISSION BLUE NGO/AFP

Patagônia subaquática chilena, o outro pulmão verde do planeta

A Patagônia chilena esconde no fundo do mar as maiores e mais bem conservadas florestas de algas, um dos ecossistemas que mais captam carbono no mundo junto com a Amazônia.

Tamanho do texto:

No início de abril, a ONG americana Mission Blue viajou para a zona costeira do sul do Chile, cerca de 1.400 km ao sul de Santiago, em uma expedição de reconhecimento da "Patagônia subaquática".

Doze cientistas, cinegrafistas e fotógrafos desceram até 30 metros de profundidade para coletar informações sobre esse ecossistema quase inexplorado.

"Quando falam da Patagônia, imaginamos morros, grandes rochas, ventos, mas poucos sabem o que há debaixo d'água", diz Maximiliano Bello, especialista chileno em política oceânica e integrante da expedição.

Lá embaixo, como se fosse o vento, as ondas movimentam os grandes caules e folhas das macroalgas que chegam a medir até 20 metros. Estão rodeadas por uma infinidade de espécies marinhas de múltiplas cores: turquesa, amarelo, violeta e rosa.

Popularmente conhecidas como Huiro, essas algas (Macrocystis pyrifera) são uma das espécies com crescimento mais veloz do mundo. Elas crescem até 30 vezes mais rápido do que as plantas terrestres.

A 10 ou 15 metros da superfície também aparecem corais de água fria, algo que, em outras áreas do planeta, é encontrado apenas a 2.000 metros de profundidade.

A equipe navegou durante nove dias pelas centenas de ilhas, fiordes e canais do continente americano, com partida e chegada na cidade de Puerto Montt.

A expedição seria comandada por Sylvia Earle, renomada oceanógrafa americana que, aos 87 anos, ainda mergulha nas profundezas do mar. No entanto, Earle adoeceu pouco antes de partir para o Chile.

- Divulgar para proteger -

Metade das florestas de algas do mundo desapareceu, devido à atividade humana e às mudanças climáticas. O caso mais emblemático é o da Califórnia, onde 97% delas foram perdidas, diz Bello.

"Queremos mostrar o que pode ser perdido, se não as protegermos", explica. "Sabemos que a Patagônia tem as maiores florestas de algas contínuas e nas melhores condições do mundo" e que estas "poderiam ter um poder de captar carbono ainda maior do que o da Amazônia", acrescenta o especialista.

Como as plantas terrestres, as algas gigantes fazem fotossíntese. Elas usam a energia do sol para converter dióxido de carbono em compostos orgânicos e liberar oxigênio. Também têm a particularidade de reter carbono entre seus tecidos.

Estas florestas gigantes mantêm a estrutura do litoral, regulam o pH das águas e servem de refúgio, desova e alimento para invertebrados e peixes.

"São verdadeiros jardins de infância para muitas espécies, como carapaus, sardinhas, chungungos e huillines (lontras de água salgada e de água doce), locos (abalone, tolinas, ou chanques), ouriços-do-mar e polvos", destaca Bello.

No Chile, é possível encontrar florestas de algas desde Arica, na fronteira norte, até o Cabo Horn, uma das últimas áreas habitadas do planeta.

Eles também estão presentes ao longo da costa do Pacífico na América do Norte e na América do Sul na costa do Pacífico e do Atlântico, bem como na África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e ilhas subantárticas.

- Ameaça -

A Patagônia subaquática tem um mínimo de proteção ambiental. O governo de Gabriel Boric prometeu multiplicar os esforços para conservar esses ecossistemas no Chile, país que abriga um terço das florestas subaquáticas de algas gigantes do mundo, segundo a ONG Ocean Wise.

Uma das principais ameaças que enfrentam é a exploração do alginato, principal componente dos cosméticos, que é extraído das algas, principalmente de forma ilegal na costa norte do país.

"Antes que chegue à Patagônia, se não nos protegermos dessa ameaça, se não detivermos o que está acontecendo no norte, vamos perder uma das poucas respostas para acabar com a mudança climática", alerta Bello.

A.Maldonado--TFWP